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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Registrar é preciso!


Não foi uma escolha consciente, do tipo: "Pronto, parei.". As coisas foram acontecendo e a cada dia um post era deixado de lado. Foram muitas histórias prontas na minha cabeça, que deixaram de ser escritas por pura falta de tempo. Ou de empenho. Sei lá.
Mas aqui estou.
Helena conta hoje 9 meses. Acabou de completar. Esperta que só ela. Tanta coisa aconteceu...vamos recapitular?
* Aos 5 meses sentou. cambaleante, mas tava lá. Sentada da cama da mamãe.
* Com 7, quase 8 meses, rompeu o primeiro dentinho. O segundo veio logo atrás. e hoje já se igualaram. Ainda estão sozinhos. Nenhum ouro apontou por ora. Eu não tenho pressa. Tá bom demais assim.
* Cabeluda que só ela, vive despenteada. Mamãe não é tão caprichosa e não tem tempo mesmo de ficar arrumando cabelo de criança. Porque eu arrumo e em 5 minutos tá tudo bagunçado de novo.
* Assim como PL, Helena vive descalça. Fato. Quando começar a andar a gente resolve isso.
* Saiu do mamá no peito agora com 8 meses. Por escolha minha, quando ela contava com pouco mais de 6 meses introduzi de fato a fórmula. A noite, pois dormir estava complicado. Na verdade, depois dos 5 meses Helena não sabia se mamava ou se prestava atenção no mundo. Aliás, mesmo com mamadeira ela ainda é assim. Complicado.
Eu comemoro e me orgulho dos 8 meses no peito, sendo 6 em aleitamento exclusivo. Nos primeiros 6 meses, ela tomou (ou essa era a intenção) fórmula umas 3 vezes, quando necessário. Não gostava. Eu achava ótimo. Depois a vida nos empurra, as coisas vão acontecendo e tudo se encaixa.
* Alimentação é um ponto delicado para ela. O início da IA foi tenso. De tudo o que ofereci ela só gostou de água.
Hoje já come melhor, o que não quer dizer que esteja bom. Estamos longe do ideal. Não entendo
Não gosta de coisa muito amassada. Curte mesmo um pedacinho rolando na boca, curte amassar a banana com a mão, fazer muita meleca. Essa é a Helena. Ogrinha de mamãe.
* Dorme bem. Quase sempre dormiu. Tem lá seus momentos serenata madrugada adentro mas...para um bebê dessa idade tá excelente.
* Helena vive cada fase intensamente. Os tais picos de crescimento? Ela tem todos. São visíveis. Agora ela vive a ansiedade da separação. Se viro as costas pra ela, o mundo acaba. Chora como se não houvesse amanhã. Se a deixo com o pai ela fica bem. Até me ver e ai o chororô recomeça.
Minha pequena é saudável e feliz. Disso não há dúvidas. Sempre bem disposta, feliz, risonha, simpática demais. Voluntariosa também. Determinada. Vejo nela uma vontade de ver a vida, uma coisa linda. Cada vez que seus olhinhos veem algo pela primeira vez, eles adquirem um tom único. Brilhantes, atentos, vivos. Eu me apaixono cada vez que ela vê alguma coisa nova.
* Aos 9 meses já bate palminha. Pra qualquer música, mas a preferida é "parabéns pra você". Uma coisa linda de viver.
* A relação com o irmão é delicada porém feliz. Eu incentivo o contato entre eles desde que ela nasceu. Deixo juntos e as vezes sozinhos. Fico por perto, de olho, mas acho importante que eles se conectem. Se ela acorda primeiro, vamos juntas no quarto dele e deitamos na cama junto. Eles adoram. E o contrário quando ele acorda primeiro.  Ela curte muito fazer bagunça com ele,  mas quando PL se cansa da companhia, Helena acaba levando uns cascudos. Mesmo assim, ela não pode vê-lo. Fica enlouquecida, solta gritinhos, dá risada. Uma fã! Sobre eles, acho que o pior já passou. As crises de ciúme se tornaram mais administráveis. Já sabemos lidar com elas. Tenho calafrios de lembrar do início. Quanta lágrima eu verti. Ufa, passou!
E assim vamos indo. Cada dia novo. Cada dia igual. Cada dia diferente.
 
E essa sou eu! #8meses
 

domingo, 2 de junho de 2013

O que é que eu fui fazer?

"O que é que eu fui fazer?" - Atire a primeira fralda descartável a mulher que nunca, nunquinha na vida materna pensou algo parecido. E deixemos de lado a perfeição tão pregada e alardeada nos tempos atuais. Deixemos as máscaras da felicidade eterna e falemos francamente. Ser mãe é uma tarefa hercúlea e sem fim. Ah, claro, e progressiva também. Você acha que os primeiros meses de vida do bebê são tensos. Cólicas, noites em claro, peitos rachados, livre demanda, cama compartilhada, tudo é cansativo. Mas logo vai passar. Rá! Sinto em informar, mas nessa viagem os percalços não acabam nunca. Eles apenas se modificam. E eu ouso arriscar que assim será até quando meu filho me promover a avó. Sim, porque, quando a coisa fica tensa de verdade, é sempre bom ter uma avó prestativa por perto.
As cólicas são terríveis. Mas a crise respiratória que o bebê sismou de ter com a chegada do outono pode ter enlouquecer muito mais. Amamentar em livre demanda toma tempo. Mas ficar o dia todo atrás da cria quando ela resolve não comer, ah, também não é fácil. Levar o bebê conforto ao banheiro junto com você para o bebê ficar pertinho na hora do banho pode ser trabalhoso. Mas experimenta deixá-lo por 30 segundos no banheiro, ali, em pé, em cima do vaso sanitário. Você volta e ele está com a lâmina nas mãos, barbeando o rosto, como se todos os dias fizesse isso. Você terá um pequeno derrame até perceber que a lâmina estava com a tampa de proteção. Mas aí meu bem, senta porque você irá tremer por uns 5 minutos ainda. 
Há dias em que a criança parece acordar trabalhada na chatice. Tudo é motivo de birra e choro. E manha. E mais choro. Ai, como tem vocação pra chorar. E conseguir o que quer no grito, literalmente.
Tem momentos em que tudo parece que vai desabar. Você se imagina longe dali, num lugar calmo e silencioso, onde não haja brinquedos espalhados. Mas né, é até pecado imaginar algo assim. Tanta gente querendo ser mãe. Então você volta. E olha ao redor. E ri. E pensa que logo vai passar. Ou talvez não. Que talvez sua casa nunca mais volte a ser o que era antes. Mas tudo bem, aposto que hoje tudo está mais colorido do que no passado. (inclusive a parede branca, que foi pintada de giz colorido). 
E daí, como num passe de mágica, o apetite volta, a educação reaparece, o bebê fofo de outrora diz "Presente", lança um "mamãe" e te ganha. Te amolece, enfraquece e espanta qualquer pensamento de queixa. E logo depois disso, ele parte pra um cochilo. E ali, enquanto dorme o sono dos anjos, você observa. E pergunta como pode amar tanto uma criatura tão pequena. E fica com saudade da agitação. E corre no celular pra assistir os pequenos vídeos das traquinagens que ele fez, e você, como expectadora fiel, fez questão de registrar. 

segunda-feira, 11 de março de 2013

18 meses de muito amor!!!!

Oi! Acabei de nascer!
Semana passada, eu juro que foi semana passada, eu contei a notícia de que estava grávida. E sei lá, ontem, eu anunciei que ele tinha nascido. 
Mas hoje, ele tem 18 meses. Um ano e meio. Não há clichês nesse mundo, que expressem o que sente uma mãe quando vê seu filhote virar um pequeno ser humano, de fato.
Oi! Agora, já tenho 18 meses!!!!!
Todos os meses, quando o Babycenter me manda um boletim sobre o desenvolvimento do bebê, eu deixo escapar umas lagriminhas de emoção. Porque eu vejo ali, como o meu filho é normal...muitas vezes o que ele passou nas últimas semanas ou dias está lá no boletim, explicadinho porque e como acontece. E eu vejo tamanha perfeição, e fico boba.
Hoje, PL é um homenzinho. Cheio de vontades, que ensaia seus primeiros shows de birra e malcriação. Que ensaia suas palavras mais concretas. Quiçá, uma frase. Pedro Lucas hoje já faz coisas conscientes. Sabe os efeitos de um sorriso dele, de um abraço, sabe que consegue o que quer quando dispara um "mamá" pra mim. 
E como meu filho, o lema dele também é "missão dada é missão cumprida." (By Capitão Nascimento). Outro dia ele me aporrinhava na cozinha, e eu disse: - Vai lá no quarto e acorda o papai pra gente jantar. 
E não é que ele foi? E não só foi, como puxou o pé do pai e resmungou até o pai levantar. Eu siorgulho tanto gente!!!! É o meu garoto!!!!!
Muitas coisas acontecem diariamente. As vezes eu tenho medo de não registrar e esquecer. Mas, é tanta gracinha, que também não consigo registrar tudo. Enfim. Não existe melhor máquina fotográfica ou filmadora que memória de mãe apaixonada. Então...o que não for registrado pelas máquinas, está registrado no meu coração. 
E ó....acho que acabo de escrever o maior clichê desse texto! Uhu!!!! 
Então, pra terminar, só posso dizer que eu estou imensamente feliz por meu bebê estar lindo, fofo e esperto. Cada dia mais. Que Deus o conserve assim!!!!! 

sábado, 9 de março de 2013

A decisão pela escolinha.


Agora é oficial. Bebê está em adaptação na escolinha desde quarta-feira. Esse é um assunto (mais um) bem difícil pra mim. Uma parte de mim chora e se descabela de culpa. A outra, respira aliviada por ter um momentinho alone. Até lavou os banheiros, veja só.
A questão é que do jeito que está, não dá. Tá difícil, tá pesado. Me sinto sufocada. A questão não é o bebê, não me eleja uma péssima mãe. 
A questão sou eu. Eu não me encaixo nessa vida de dona de casa e mãe. Sou atrapalhada. Não gosto de afazeres domésticos. Faço rápido pra me livrar logo deles, e com um bebê em casa, limpeza e arrumação é quase impossível, seja rápida ou demorada. Fato é que estou enlouquecendo. Protelando levantar da cama só pra não ter que recomeçar a rotina novamente. E minha rotina é solitária. Não tenho ninguém por perto que segure a cria para eu ir ao supermercado, ou açougue, rapidinho, ali na esquina. Tenho que levar o baby. Ninguém pra distrair enquanto eu tomo um banho. Ou vou fazer as unhas. Com o tempo, eu me tornei expert em passar a roupa com uma mão e segurar a tábua com a outra. Porque a criança não pode ver a tábua montada, que acha que é pra brincar de cabaninha. Daí, se esconde embaixo dela, leva junto os carrinhos, os Patatás, e tudo o mais que ele encontrar. 
E tem a questão de que eu quero voltar a trabalhar. Eu preciso disso. Sério mesmo. Claro que agora a coisa é diferente. O salário não é o mais importante. Tenho que prezar pela cria. Distância da minha casa, horário de trabalho, quantos dias da semana, tudo tem que ser levado em conta. 
Não tá fácil. Já recusei proposta. Já doeu na Tati profissional. Mas a Tati mãe achou melhor assim. Então, continuo procurando algo que atenda minhas necessidades. Tem que existir algo pra mim.  
E já que pretendo trabalhar de novo, a cria vai ter que ir pra escolinha. Por isso, optei por começar com algumas horas ao dia, pra ele ir se habituando. 
Depois de muito pesquisar e ponderar, optei pela escolinha onde meu sobrinho fica. Até a pediatra do Pedro concordou que poderia ser positivo pra ele ficar perto do primo. Seria um porto seguro no momento da adaptação. 
Então, desde quarta-feira ele está em adaptação. Ele e eu. Sinto-me devastada em deixá-lo e ir embora sozinha. Mas acho que vai ser positivo. E que Deus me ajude nessa nova fase. Que dê certo, se for pra dar. Ou que eu sinta que não vai dar e pronto. O que eu quero mesmo agora, é um abraço fofo e macio. Reconfortante, que me diga que tudo vai se ajeitar. E que meu filho não vai sofrer. Alguém se habilita?

sábado, 2 de março de 2013

Das escolhas acertadas que fiz na maternagem.

Das escolhas acertadas que fiz na maternagem, uma com certeza foi campeã: Acostumar o bebê a dormir no berço. (Mas, confesso: a iniciativa foi do marido, não minha)
Esse assunto sempre foi meio controverso pra mim. Eu o queria perto, mas ao mesmo tempo precisava do meu espaço. E assim a coisa foi degringolando. Ele cresceu, tornou-se um espaçoso e voluntarioso.
A hora de dormir nunca seguiu um padrão rígido aqui em casa. Nem de costumes e nem de horários. Eu administrava a hora de dormir de acordo com a soneca da tarde, ou com o horário dos adultos dormirem. E cada vez eu me enrolava mais nisso. Vida corrida, horários malucos, bebê estava indo pra cama cada dia mais tarde e demorava mais pra dormir. E o dormir consistia em sentar na minha cama, e dar colo até ele dormir em meus braços. Foi-se a fase das músicas, das orações bem baixinho no ouvido dele, do silêncio, do barulho, do claro, do escuro. Tudo fases. E logo ele enjoava delas e o dormir era mais traumático.
No final de 2012 eu estava virando um farrapo humano. Show diário na hora do sono. Gritaria, madrugadas em claro, 15 minutos de berço e horas na minha cama - de atravessado - tirando minha paz e me dando dor nas costas.
Papai e mamãe perderam a referência de casal normal que se recolhe no quarto. Caos. Stress.
Até que um dia, num desses lampejos que a gente tem, marido levantou e disse "Chega. Ele vai dormir no berço." Levou a criança pro berço, e ficou lá até ela dormir.
Neste primeiro dia, foram mais de 2 horas de choro, berros e manhas. Eu, trancada no meu quarto quase infartando e indo resgatar a cria. Mas achei que o pai também devia participar e deixei. Coração sangrando.
Nas noites que se seguiram a coisa foi melhorando aos poucos. Eu inventei o "dar a mão pra mamãe" pela grade do berço, e ele começou a dormir segurando minha mão.
O fato é que, em poucos dias ele começou dormir com mais facilidade dentro do berço. Parou de chorar. Entendeu o processo. E agora até gosta de dormir no espacinho dele. Acorda várias vezes durante a noite, pede a chupeta que ele mesmo cospe, eu dou a chupeta, ele volta a dormir. Mamar, ele mama dormindo. Rá! Piada, eu sei. É só oferecer o tetê, ele abocanha e mama sem se importar em abrir os olhos. E não, não engasga. Agora, se deixarmos ele acordar com fome, claro, bota a boca no mundo, que de bobo ele não tem nada. 
E desde o início de dezembro a coisa entrou nos eixos dessa forma. 
Papai e mamãe voltaram a ter privacidade e conforto na própria cama. E isso é um bálsamo na loucura da maternagem.
Porque uma coisa é fato: Tatiane com sono é o monstro do pântano com fome. Tatiane sem sono é só um monstro. 
E sono é importante. Tanto para o pequeno, quanto para a família.  

Tudo juntinho, pra alegria do meu TOC.

Lá atrás, idos de 2008, eu criei um blogue. Sopa de Letrinhas da Tati. Ele me acompanhou em varias fases da vida, inclusive a mais importante, que foi a maternidade. 
Num desses xiliques que tenho eventualmente, cansei do Sopa. Foi criado, formatado e usado num outro momento da minha vida, e por motivos que não cabem aqui, resolvi que não queria mais.
Só que...
Tinha tanta informação e lembrança legal nele, que me deu angústia de deixá-lo morrer. Então....já que o problema era o blogue e não o que foi registrado nele, problema resolvido. Aqui estão todas as postagens do Sopa, devidamente importadas. Assim eu não fico feito louca procurando um texto que escrevi sobre alguma coisa importante. 
E se alguém chegar por aqui, e quiser ler ou reler, será um prazer. 
Tati.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

E eles se encontraram no presente...

Enzo visitando Pedro, ainda na maternidade.
A diferença de idade entre eles é de exatos 16 meses. Quando o mais novo chegou, isso parecia um abismo. Um pulava feito pipoca, o outro mamava e dormia. Um não entendia o que o outro fazia. O mais velho queria cuidar. Segurar no colo, dar a chupeta, talvez achava que fosse um bonequinho. O mais novo permanecia alheio a tudo isso. 
Com o passar dos meses começou uma pequena interação, sempre claro, intermediada por um adulto. O mais velho em plena expansão de vocabulário achou um jeito de chamar o mais novo: "Minha Pepê". Começaram as risadinhas, os primeiros toques, e os dois iam crescendo ali, debaixo dos nossos olhos. 
Enzo com 18 meses e Pedro com 2.
Não são irmãos, são primos. Então, não se veem todos os dias. O que rendeu várias vezes um sentimento de saudade no mais velho. 
Olha o tempo passando bem debaixo do nosso nariz.
O tempo foi passando. O mais novo crescendo e se desenvolvendo cada dia mais, começou a entender que o quarto do primo podia ser um lugar mágico. Cheio de brinquedos e pasmem: uma cama. E eles adoram pular na cama feito pipoquinhas saltitantes. 
Ensaiando as brincadeiras.
Eu não sei bem como aconteceu. Mas eles se encontraram. Hoje, 17 meses após o nascimento do mais novo, eles já são amigos. Já brigam brincam juntos. Já se telefonam pra dizer que estão com saudade. Já querem ficar juntos. E quando estão, claro, resolvem disputar o mesmo brinquedo. Já se deram os primeiros tapas. Brigaram, fizeram as pazes, correram, fizeram a avó de refém. 
Crescemos. Alguém reparou? 
Eu acho tudo isso lindo. Acho que é assim que deve ser. Acho que a família deve estar sempre presente em nossas vidas. E fico toda boba, observando como eles, Enzo e Pedro, cresceram bem debaixo do meu nariz. E o "minha Pepê", já virou "Peto Ucas". Assim...lindamente errado! 
Eu só posso pedir a Deus que esse seja somente o início de uma linda amizade e amor entre primos. 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Leitura de Janeiro...O Imortal - A Saga de um Guerreiro

Uma das coisas que mais sinto falta depois da maternidade é do hábito de ler. Porque eu admito, sou uma fraca. Não consigo dar conta de toda minha vida. Mesmo estando sem trabalhar. (Trabalhar fora, porque né, trabalhar dentro é MUITO mais massacrante.) E eu sou uma dona de casa desprezível, uma mãe a beira de um ataque de nervos, tudo ao mesmo tempo e agora. Então com essa tempestade chamada vida de mulher, eu deixei a leitura de lado. Até blogues, artigos na net e afins, eu meio que selecionei, porque o tempo se escondeu e ninguém o acha pra me devolver. Mas, ok. Concluí a leitura. 
O livro é O Imortal - A Saga de um Guerreiro - da escritora e minha amiga, Vanessa Orgélio . 
Embora o título faça menção a um guerreiro, eu achei que o mote central é algo muito conhecido nosso: O AMOR. Sim. O guerreiro é antes de tudo, um amante. No amplo sentido da palavra amar. Ama a vida, ama a família, ama a vida, ama. Simples assim. 
Muitas voltas e reviravoltas marcam a história. 
Quem puder, sugiro ler. Posso emprestar o meu, mas não posso doar. Porque ele veio com uma bela dedicatória da autora, pra euzinha, claro. 
A Vanessa é uma escritora em início de carreira, dotada de talento e inteligência. Já está pra lançar o segundo romance, e já tem escritos de um terceiro. Uma mente produtiva. 
Assim como no lançamento do Imortal em 2012, Vanessa deverá lançar sua próxima obra no Rio de Janeiro, sua terra natal, depois deve vir pra São Paulo. 
Recomendadíssimo. 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Um sonho muito louco.

Bebê super animado com o passeio
Semana passada tive um sonho muito louco. Sonhei que ia visitar uma grande amiga, lá no Rio de Janeiro. Viagem tranquila, rapidinha, bebê calmo, até ganhou uma poltrona só pra ele. Avião no chão, vista linda, mas a empolgação de ver o lugar pela primeira vez, somada a um bebê bem pesado querendo bagunçar, me fizeram deixar as fotos para depois. Daí eu encontrava a amiga, que já me esperava e começou uma série de coisas engraçadas. Primeira delas: O trânsito. Uma loucura estava. Mas pudera. Sexta-feira, início de noite, verão, pancadas de chuva, tudo favorecia. A primeira coisa que tínhamos planejado já caiu por terra. O plano inicial era ir até Niterói. Jantar e quem sabe encontrar outra amiga querida, a dona do Quartinho mais fofo da blogosfera. Mas, planos adiados. 
O legal de tudo é que o marido da amiga era um excelente guia turístico e ia nos contando tudo sobre os lugares que passávamos. "Ali, a igreja da Candelária. Vocês conhecem?" Todo educado. Eu, nem tanto: "Ah, sim, a da chacina né?" E aí as risadas começaram a fluir naturalmente...passamos pela Linha Vermelha, vimos as "barreiras acústicas" postas pela prefeitura na ocasião do Pan-Americano. Tudo pelo bem estar da comunidade, claro, vimos  vários pontos turísticos, conhecemos a história podre do ex-prefeito de Duque de Caxias, que sumiu e deixou a cidade um verdadeiro lixão (no sentido de não pagar os coletores, e o lixo se acumular nas ruas), enfim, tudo cômico, se trágico não fosse. 
Tivemos uma noite agradável entre amigos. Meu marido, vejam só, até panquecas comeu. 
No sábado as coisas ficaram bem loucas. Bebê, que neste sonho já chegava no Rio de Janeiro meio avariado e cansado, pois claro, a mãe louca o havia feito viajar duas vezes em 10 dias, e em fase de nascimento de dentes, ficou bem chatinho. Acho que estranhou também um pouco do calor, e ficou meio desarranjado. Mamãe precisava trocar fraldas e roupa toda a cada 20 ou 30 minutos. Isso reduziu muito nossas chances de fazer um bom passeio. 
E olhem só, coisa que só acontece em sonho. Rio de Janeiro estava lotado. Copacabana não tinha nenhum lugarzinho pra parar o carro. Só mesmo no posto de gasolina, onde meu filhote praticou nudismo. Sim. Calçadas de Copacabana, e o garoto ali, nu em pelo. Realmente, cada mergulho é um flash naquele lugar. 
Uma coisa que vale a pena citar, é que sonho louco é sonho louco, e nesse, pasmem, não havia Cristo Redentor no Rio. Sim. Desde sexta-feira até domingo, nada de Cristo. Minha amiga bem tentou me convencer que um morrinho lá era o Pão de Açúcar, mas veja bem, havia uma nuvem enorme em volta dele, e nada de Cristo. De modo que pode ser qualquer morro. 
Bom, ainda almoçamos e demos uma esticadinha até Petrópolis. Sonho doido mesmo. O calor do Rio em instantes dava lugar a uma temperatura bem perto de "geladinha" lá na serra. 
Ainda tivemos pastel feito pelos maridos, vejam só, nós meninas, cuidando de nossos filhotes (o da amiga na barriga e o meu nos braços) e eles, os esposos lindos e prendados cuidando da janta. Ó, que coisa de sonho. Rimos muito com um tal colchão inflável, que alguém queria encher na boca. Rá! 
Descabeladas, na serra de Petrópolis
No domingo, ainda sonhávamos em correr até Niterói. Mas as horas passaram tão rápido, que mal acordamos e o avião já nos chamava pra embarcar. E foi assim que na hora do almoço de domingo, marido, filhote e eu já estávamos em terras paulistanas novamente. 
Ah, e só pra constar: As fotos que eu não tirei quando cheguei, também não tirei quando fui embora. Porque  na manhã do domingo chovia e o céu estava bem fechado. Fica a lição: Tire fotos no momento em que tiver vontade. Porque até a paisagem muda. 

Brincadeiras de lado: Van, amei conhecer seu mundinho, sua família e tudo. Amamos o carinho e hospitalidade com que vocês nos receberam. 
Sei que não fizemos tudo o que planejamos, mas a vida é assim. Sempre nos surpreende. 
Não deixe para amanhã, as fotos que você pode fazer hoje! #ficadica
Quanto a mim, fica a vontade de voltar e conhecer tudo mais de perto. Porque né, Rio de Janeiro sem Cristo Redentor não rola. E ainda fico devendo uma visitinha pra Dany! 

E assim é a vida. Uma coisa chamada internet te aproxima de pessoas que você nem sonhava em conhecer. Num dia você faz um comentário no blog da pessoa, e tempos depois, (anos, tá?) puft, está de mala, cuia e família na casa dessa pessoa. Sonho que nada, a vida é que é muito louca.  


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Era uma vez os cachinhos!

Quase esqueci de anotar que meu bebê não tem mais cachinhos. Foram decepados. Aniquilados. Jogados ao chão sem dó. Aliás, eu acho que agora nem tenho mais um bebê, tenho um homenzinho. 
O fato é que a cabeleira de filhote deu vários saltos de crescimento. Ele ostentava cachinhos enormes. E o calor chegou forte por essas bandas. E o povo na rua começou a pensar que o menino era menina. Gente desatenta. Porque o garoto tem a maior cara de HOMEM. Sobrancelhas quase "monocelhas". Roupas de molequinho, quase nem usa body, (mamãe chora por isso) só camiseta e bermuda. É bruto como todo machinho. Não faz carinho, dá tapas. E o povo ainda chamava de menina. $%#%¨(&¨%$!!!!! 
Bom, o fato é que papai queria cortar o cabelo do menino. Eu protelei a decisão o quanto pude. Mas né...o voto do pai também tem que contar. Então vá lá. Vamos cortar. Pensei em deixar os dois sozinhos nessa empreitada. Depois achei que baby poderia fazer escândalo e resolvi ir junto. 
Sábia decisão. A criança fez uma cena digna de novela. Berros, escândalo, choro, porradas no cabeleireiro e litros de lágrimas que se misturavam com os cabelinhos que caiam. Uma festa da paçoca. 
Até tentei fotografar, mas a coisa foi tensa e desisti disso. 
E agora eu tenho um menininho com cara de menininho. Que já teve o primeiro corte de cabelo. E nunca mais vou enrolar os dedos nos cachinhos dele. Pode rir, mas eu sofri. Por isso eu queria um bebê careca. Assim, só cortaria o cabelo lá pelos 15 anos. Quando eu já tivesse mais conformada com a passagem do tempo. Hunft!!!!!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Natal do passado, do presente e do futuro!

Eu não gosto da nostalgia que algumas pessoas sentem no natal. Gente que sempre acha que o passado foi mais feliz do que o presente, gente que vive apegada a lembranças do tempo que já foi, que se emociona não com o que tem, mas sim, chora pelo que já foi. Enfim. Acho que saudosismo tem limite, e prefiro acreditar que cada final de ano é bom de alguma forma. É o fim de um ciclo, e começo de outro.
Fiquei pensando sobre isso e concluí que todos os natais que vivi tiveram sua magia. Tiveram alegria, tiveram lágrimas (de felicidade e de tristeza). Todos foram especiais. E o desse ano também será. Assim como todos os outros que virão. 
Lembro-me com emoção dos natais da infância. A casa da minha vó cheirava comida natalina e gostosa. Mesa farta era o que tínhamos. Um dia, achei uma minibicicleta escondida atrás da cortina do quarto da minha vó. Era pra mim. Fingi que não tinha visto. 
Eu não lembro quantos anos tinha, mas um dia, meu tio se vestiu de papai noel pela primeira vez. Foi uma festa. Os vizinhos compravam os presentes de seus filhos e levavam pra casa da minha vó. Na noite de natal, meu tio todo paramentado recebia a criançada da rua para entregar os presentes. Uma fila enorme. Quando isso acabou, ainda durante muitos anos ele se vestia de noel pras crianças de casa. Até que eles (nós) crescemos. 
Lembro também dos primeiros natais depois que minha vó se foi. Não foram muito alegres. Mas eu achava, e ainda acho, que devemos sempre caminhar pra frente. Tínhamos crianças. E elas mereciam continuar vivendo o natal. Mesmo que a família estivesse triste. 
Nessa época, começamos uma nova tradição. O amigo-secreto familiar. Fabrício, meu primo, era pequeno ainda e olhava pra gente e falava: "-Você quer saber quem eu tirei? eu conto!"  "-Não, Fabrício! não quero saber." "-Mas eu te falo." "-NããããO".
Esses eventos são muito engraçados. Porque todo mundo sabe quem todo mundo tirou. 
Certa vez, tivemos o natal do vermelho . Minha mãe montou um presépio debaixo da escada. Era papel imitando pedra subindo pela parede, pela escada, rs. Mas as peças do presépio eram minúsculas. Então nós entrávamos na sala e gritávamos: "Vermelhoooo" - rs, era uma alusão a uma promoção do MMs, lembra?.
Aliás, nesses presépios da minha mãe, eu sempre sequestrava o menino Jesus e escondia, porque achava que ele só podia ir pra manjedoura depois de nascido, ou seja, no dia 25 de dezembro. E ela (minha mãe), achava o menino e devolvia no presépio, e minha irmã escondia de novo...e assim a coisa ia, dezembro a dentro.   
Quando eu me casei, logo depois, andava por uma loja dessas de departamento e marido e eu encontramos enfeites de natal expostos. Foi um lampejo duplo. Compramos nossa primeira árvore. E decidimos que dali  até o natal, compraríamos presentes para nós mesmos (rs) para colocar debaixo da árvore. E desse ano em diante, todo presente que compramos, pra todo mundo, ia pra debaixo da árvore. Até esse ano, porque agora eu tenho um bebê andante. Que fuça, mexe, rasga embrulhos, enfim. Não rola mais presentes enfeitando a árvore. 
Esse ano temos o bebê que já entende muita coisa. Ele já ganhou presente antecipado. Mas vai ganhar muito mais, eu posso apostar. Ele e meu sobrinho são a nova geração da minha família. São o sopro de alegria e renovo. São a promessa de novos natais alegres. Por eles nós mantemos tradições e criamos outras. Porque eu tenho certeza de que criança em casa é promessa de que novos rituais natalinos se farão. Até já posso prever esses dois menininhos fuçando atrás das cortinas atrás de uma bicicleta. 
Sendo assim, só posso concluir que natal feliz é sempre o presente. 
Então, pra mim e pra vocês, eu desejo o melhor natal do mundo. Até que chegue o próximo! 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O bebê, a mamãe e os últimos acontecimentos.

* Lá vão papai, filhote e mamãe ao shopping na tradicional compra dos presentes. Como já é de costume, pai por um lado, mãe por outro pra que um não veja o presente que o outro comprou. Depois se encontram  e olham bem pra ver de que loja é a sacola  e levam tudo junto pra casa. Este ano mamãe ficou encarregada que levar o bebê, que ia serelepe no seu possante azul. Presente do papai comprado, "olha filho...um presente pra vovó", entramos na loja..."olha baby, uma sunga pra você"...."nossa que cara, vem, vamos encontrar o papai". Até que "BUM"!! O lugar fica simplesmente no escuro. Sim. Shopping center em meados de dezembro, final de tarde, super cheio, num calor desértico, ficou sem energia. Mamãe, que nem tem medo de escuro, imagina, se ajoelha em frente ao bebê, dá um abraço nele e diz: "- Calma filho, vai ficar tudo bem, papai já vem encontrar a gente" Oi???????? Bebê não entende nada, continuou na dele, as luzes de emergência começaram a acender e papai apareceu. E mamãe parou de tremer.

** Levei Pedro Lucas para tomar banho de piscina no prédio. Com sua super boia em formato de fusquinha. Um barato, ele adorou a curtição. Até que percebeu que os meninos maiores que ali estavam, não usavam boia como ele. Pediu pra sair, (deu os bracinhos, quem é mãe entende). Eu, burra, tirei o menino do artefato, achei que ele queria sair da piscina. Pronto, quando se livrou da boia começou um escândalo pra ir no chão, e uma vez que ganhou o chão, queria acompanhar os outros meninos. Posso com isso?

*** Pedrão também decidiu que não precisa escovar os dentes. Nem os seis que ele já tem, nem os dois que estão nascendo essa semana e nos enlouquecendo. Escova de dentes virou inimiga mortal da criança. Ele joga longe, grita, chora, esperneia. E eu, enlouqueço. Sentar e chorar define. 

Bibi....sai da frente!
**** Ele também anda meio rebelde no quesito comida. Come pouco, desfaz do que eu preparo. E pra completa frustração desta que vos escreve, quando vê um pote de papinha Nestle, ele pira. Pede enlouquecidamente. Não era pra ser assim. Esses potinhos são somente quebra-galho, num momento em que eu não posso dar comida decente. Ele devia desprezar os potinhos redondos cheios de gordura e sal. DROGA!!!!!! Onde foi que eu errei? 

***** Ah, criança me deu uma cabeçada num dente que me rendeu uns quatro dias de dor. Cheguei a pensar que o tal ia amolecer e eu ia ficar banguela. Sério mesmo. Fui ao dentista, ele olhou, disse que não tinha sido nada, mas que a criança devia ter machucado a cabeça. "Que nada doutor, nem se dignou a chorar." Eita cucoruto duro!!!!!

****** Teve também a caixa com o presente de natal do baby. Estava de bobeira em cima de um móvel baixinho, o moleque olhou e zás, numa rapidez incrível, jogou no chão e rasgou um pedaço do papel. Só escutei um grito: "Corre amor, ajuda aqui!" Quando cheguei na sala, marido lutava com bebê pra que ele soltasse a caixa e não visse o que era. Porque se visse, ah...ninguém tirava dele. 

Esse é o meu garoto...e seus pais, lutando pra manter a sanidade. Rá! 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A morte, os filhos e os medos.

Sábado eu assistia ao programa da Supernanny brasileira, e a família apresentada me emocionou. Três filhos, com 20, 12 e 8 anos, morando sozinhos. Pai morto de câncer em 2007 e mãe morta pelo mesmo motivo em 2010. A irmã mais velha assume então o papel de responsável pelos irmãos. O que se vê daí em diante dá nó na garganta da mais fria criatura. Todos tristes e perdidos. 
Fiquei tocada de verdade porque me coloquei no lugar deles. Angustiante pensar em tanta tragédia junto. Perder o pai, a mãe, e ter que continuar a vida sem referencial. Já vi uma situação parecida bem perto de mim, e posso dizer que os efeitos dessa tragédia são devastadores. Filho sem pai é barco sem rumo. A deriva, e demora até que os caminhos voltem a fazer sentido.
E também, me coloquei no lugar de mãe mesmo, e pensei como seria deixar meu filho sozinho neste mundão. Imaginei a falta do colinho que só a mamãe sabe dar, ninguém para distinguir o choro de manha do choro de dor, ninguém para arrumar seus cachinhos de cabelo atrás da orelha. Imaginei como seria não ter a minha referência, talvez ter a minha lembrança cada vez mais apagada na memória dele, nas mãos de alguém que não faça questão de me manter viva pra ele. Enfim. Tremi nas bases. Chorei de medo dessa possibilidade e naquele momento minha única vontade era de que todas as mães fossem eternas para seus filhos. Que todas nós, mães de plantão tivéssemos a certeza de que poderíamos criar nossos filhotes até que eles se tornassem adultos, fortes e capazes.
Eu sei que não há certeza de nada nessa vida, então corri e abracei meu filho. Senti o cheirinho dele. E como todas as noites, quando foi para o berço, ele ganhou um beijinho no rosto e uma promessa de que, enquanto eu puder, estarei ali do lado. Sempre alerta pra quando ele precisar. E fiz uma oração pra que Deus me conceda a graça da vida longa e saudável. E que meu filho me tenha enquanto precisar de mim. 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Essa noite você me assustou!

(Reblogagem - Post originalmente escrito e publicado em 22.06.2008 - no blogue "Sopa de Letrinhas da Tati" - texto transcrito sem alterações, tal qual foi criado).


Essa noite você me assustou. Acordei e não sabia ao certo onde estava. Logo me lembrei. Estou em minha nova vida, nova casa, nova cama, e neste momento até eu sou nova, sou outra.
Paro e penso em tudo o que aconteceu. Tudo mudou em tão pouco tempo, chego a ficar zonza, embora esteja feliz.
Ainda lembro do que pensei quando voltei do nosso primeiro encontro: “Menina, você não aprende. Vai quebrar a cara de novo, parece criança”.
Hoje me pego pensando em como serão as nossas crianças, fazendo planos que nunca antes imaginei, nem nos melhores sonhos.
Tudo que vivemos tem gosto de novidade, e aos olhos de muitos parece loucura, mas cada detalhe desta nova vida me faz feliz: Dormir e acordar juntos, dizer “Eu te amo, vai com Deus” cada vez que vai ao trabalho, sentar para jantar e ouvir como foi seu dia, contar o meu, e chegar à conclusão de que é bom estar em casa, finalmente. Louça lavada em dupla, compras no mercado, contas a pagar, filminho com pipoca no sábado à noite, tomar banho junto, perder a hora do trabalho, chocolate de sobremesa, caixas e caixas de cereal, roupa manchada na máquina de lavar, ataque de riso pra comemorar o quanto estamos felizes.
Vivo uma fase de descobertas, que às vezes são estranhas, confesso que me assusto com tanta novidade.
Todos dizem, “aproveita, isso passa...”, mas prefiro acreditar que conosco será sempre assim, perfeito.
Perfeito porque felicidade não exige grandes eventos, ou solenidades...Ela se encontra nos pequenos detalhes de uma vida corrida e agitada como a nossa.
Quando perguntada se estou feliz, sinto vontade de responder: “olha, mais um pouco e saio flutuando”.Tantas coisas busquei no mundo, e nada achei, até que vi em você aquilo que tanto ansiei: nossa vidinha, tão nossa, tão apaixonada, tão saborosa, e abençoada por Deus, que é o mais importante.
Essa noite você me assustou, e depois me confortou, e eu espero que continue a fazer o mesmo em todas as noites de nossa vida.