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quinta-feira, 24 de abril de 2014

O nascimento de Helena



39 semanas e um dia. Foi o tempo de gestação da pequena Helena. Nasceu numa quinta-feira, 06 de fevereiro de 2014, em um dos verões mais quentes da nossa história.
Foi como devia ser. Como nós achamos que seria melhor pra nossa família. Na segunda que antecedeu o parto, deixamos acertado com a médica. Se não entrasse em TP até quinta, faríamos o parto naquela noite. Ali eu sabia que seria então esse o dia do nascimento da pequena. Um misto de medo e ansiedade tomou conta de mim, que só sabia chorar. Decepção por marcar a hora, justo eu que sempre condenei a prática. Mas o fato é que seria o melhor. Não estava nas melhores condições. Nem físicas e nem psicológicas. Fato que ficou claro na consulta de segunda que durou quase uma hora e dona doutora não sabia mais o que fazer para que eu parasse de chorar. Enfim. Poucas pessoas souberam do que ia acontecer. 
Um medo enorme chamado Pedro Lucas me assombrava. Pensei e repensei nas estratégias para que ele se sentisse o menos "abandonado" possível. O levei na escola normalmente, dirigindo como todos os dias, e depois fui arrumar o que ainda estava pendente. Vovó o pegaria na escola, daria banho, janta e depois iria para o hospital. Eu fazia questão que ele estivesse por perto. 
Marido chegou e rumamos para o hospital no final da tarde.
Eu estava tensa. Queria que acabasse logo e me culpava por isso. Quando desci (ou subi, juro que não sei) para o centro cirúrgico, marido foi se paramentar e fui para uma sala de pré-parto. Enfermeira ofereceu ligar a TV. Eu recusei. Foi a melhor escolha que fiz. Ali, no silêncio do CC, eu senti a paz que tanto procurava. Era um silêncio acolhedor. Pra mim, foi o bálsamo que precisava pra me tranquilizar. Eu iria entrar em uma nova cesárea e ia sair bem e saudável pra cuidar dos meus dois filhos. Era certo. O medo caia por terra. Era isso que bastava, e todo o resto virou, efetivamente, resto.
Marido entrou. Logo, o médico auxiliar veio se apresentar. Trocamos umas palavras e ele se foi. Veio a enfermeira e lá fomos nós.
O curioso de se passar por um procedimento cirúrgico pela segunda vez, é que da primeira você não sabe direito o que vai acontecer, e não encana tanto. Na segunda, você acha que tudo vai dar errado, e entra em pane. Loucura total. 
E assim, às 20:29h Helena chegou neste mundo. 46 cm e 3.135 kg. Fofa, linda e forte! 
Depois da recuperação, fui levada de volta ao quarto, onde logo chegaram mamãe, marido e Pedro Lucas. Eufórico, correndo, meio assustado com tanta novidade, ele me olhou com curiosidade, conversamos sobre a chegada da Heleninha, e eu vi que tinha feito o melhor pelos meus pequenos. Pedro esteve nos bastidores o tempo todo. Viu a irmã assim que ela desceu para o berçário, viu o banho, me viu logo após o parto, viu onde a mamãe estava e foi embora tranquilo. Dormiria sozinho com o papai naquela noite. Meu coração estava em paz.Vovó dormiu comigo e Helena ficou conosco a noite toda. 
Na sexta-feira algumas coisas saíram do controle. Não conosco. Mas tivemos uma morte na família e marido precisou viajar. Infelizmente uma das bisas de Helena não conseguiu conhecê-la. 
A viagem dele desestruturou nosso esquema para o bem-estar do PL. Mas improvisamos bem, e com ajuda de minha irmã e mãe, tudo deu certo. 
Domingo de manhã estávamos indo pra casa. Dessa vez com a família completa.
Todo o medo, angústia, e preocupação deram espaço à gratidão a Deus por tudo que ele nos deu. 
Tudo o que eu não planejei, mas aconteceu. Muita coisa saiu do curso normal, coisas que eu não queria relatar. Tentei várias vezes escrever sobre o nascimento de Helena e depois desisti. Porque queria só escrever coisas boas. Mas depois entendi. Não adianta tentar descrever uma cena de cinema. Porque não foi assim. A vida real não é um comercial de margarina, infelizmente.
 Mas é assim., com altos, baixos, imprevistos e tal. Mas foi lindo. Da maneira como tinha de ser.
E hoje, vendo um bebê tão saudável e feliz em casa, voltei a ter certeza das minhas escolhas e me lembrei de algo muito legal que ouvi na época em que Pedro nasceu: o nascimento é só o portal da vida. Ali é o ponto de partida. Apenas a partida. Sou agora responsável por todo o percurso que minha filha vai percorrer. E vou fazer com que seja o melhor possível.
Bem-vinda, filha!
Não te garanto somente momentos bons, porque não tenho total controle sobre isso. Mas garanto meu colo e meu abraço sempre que a vida lhe machucar!


segunda-feira, 24 de março de 2014

Helena e o banho de chuveiro.

Era uma sexta-feira. Com papai em casa, tudo devia ser mais tranquilo. Mas não foi. PL resolveu vomitar. Primeiro no carro, causando um pequeno terremoto fedorento. Depois em casa. No tapete da sala. Ele não lida bem com essa coisa de vomitar. Fica mal, chora, tem medo. E no meio daquilo de limpar, consolar o menino, dar banho, tinha a pequena Helena. Que resolveu que era hora de fazer o peso dela em cocô. E espalhar pela roupa toda. 
Num ataque de praticidade, pedi pra marido tirar a roupa da criança número 2 que ela ia ser a próxima no banho. No chuveiro mesmo. Água corrente é o melhor remédio, além de ser o que dava pra fazer na hora. Muito mais prático. Tirei minha roupa e entrei com a menina no banho. 
Pausa. 
Com 40 dias de vida, Helena A-do-rou o banho. 
Despausa.
Ficou inebriada olhando pra água que caia. Nem uma lágrima. Nem um assombro de medo. Só ficou olhando e curtindo em silêncio. 
Eu? Adorei a experiência. 
Nos dias que se seguiram, resolvemos continuar com o banho de chuveiro. É muito mais prático e prazeroso. Não preciso encher banheira, ficar com medo que a mangueirinha escape e molhe o quarto todo, nem limpar depois do banho, passar álcool e tal. 
E eu também descobri uma coisa: Banho de bebê pode ser prazeroso. Porque pra mim, nunca foi. Nunca vi a graça que a maioria das pessoas veem. Sério mesmo. Sempre me foi uma obrigação regada a choradeira. 
Mas ali, no chuveiro, pele com pele e um bebê curtindo, eu pensei que a hora do banho devia ser sempre assim. 
Não consigo descrever a carinha de sapeca e tranquilidade que Helena faz quando tá ali, aninhada nos meus braços. Ela confia. Não sente medo. Apenas aproveita o momento. Os olhinhos dela parecem me dizer: "- Eu confio em você."
Outro dia, percebi que ela estava bebericando um mamá enquanto tomava banho. Encontrou o peito e não pensou duas vezes. Morri de amores.
E assim vamos indo. Cada dia uma descoberta. Dois bebês. Tudo igual, tudo diferente. 
Claro que esse esquema depende de um segundo adulto pra funcionar. Mas é simples. Hora do banho é a hora que estamos todos em casa, de preferência no começo da noite. 
Aliás, ta aí outra coisa que eu nunca gostei: dar banho no bebê de manhã, ou logo depois do almoço. Sei lá. Nunca me fez sentido isso. Banho deve ser pra relaxar e limpar. Pra mim, nada melhor que estar limpo e relaxado antes de se deitar para dormir. Não tem coisa mais gostosa que tomar um banho e cair na cama. 
Então, aqui o costume é esse. O calor foi embora, acabaram os milhares de banhos diários nas crianças (reservatórios de água agradecem), vamos estabelecer uma rotina toda nossa. Com banho coletivo. E muita curtição. 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

A nossa despedida!

Você dormiu no sofá. Eu me sentei ao seu lado, sala iluminada apenas pela TV. Só nós dois em casa. De repente, um barulho te incomodou. Você levantou sonolento, encontrou meu corpo e se aninhou, meio sentado, meio apoiado em mim. Cheirei seu cabelo. Senti uma saudade quase insuportável invadir o peito. Algumas lágrimas rolaram e molharam seu cabelinho cheiroso. Fiquei ali, abraçada a você, pensando que muito em breve não seríamos apenas "uma mãe e um filho". Em pouco tempo seríamos "uma mãe e dois filhos". Tudo dividido. Tudo multiplicado. E essa conta parece não fechar.
Papai chegou e te levou pra cama. Mesmo sem precisar porque você já dormia, me deitei ao seu lado. Pra somente te sentir. Agora já não eram algumas lágrimas. Mas um choro copioso. Chorei de alegria e gratidão pela tua vida, de tristeza porque em breve minha atenção pra você será diminuída, de saudade antecipada, chorei pedindo perdão por tudo o que fiz de errado com você, chorei. Chorei porque quando os sentimentos são grande demais eles transbordam em forma de lágrimas. Chorei porque você não é mais um bebê, só que ainda é. Você me entende? Pra mim, você sempre será um bebê. 
Chorei de medo de te machucar, de te traumatizar. Chorei porque me senti incapaz de dar conta de dois bebês. Tudo junto e misturado agora. 
Seu travesseiro ficou molhado pelo tanto que meus sentimentos sobejavam. 
Uma das coisas que mais temo nessa vida é te machucar. Eu queria muito uma bolha mágica que te protegesse de tudo o que é ruim nesse mundo. 
Enfim. Depois de tanto chorar, te deixei dormindo. O sono mais tranquilo e alheio a tudo o que eu fazia ou sentia ali do seu lado. 
Meio sem querer isso acabou sendo nossa despedida de "mãe e filho único". Não tivemos mais outro momento assim, tão nosso, tão intenso e tão particular. Logo depois sua irmã chegaria nesse mundo. Mas esse é outro assunto. 
Meu filho, mesmo que a atenção seja dividida, o amor é multiplicado. Sempre. todos os dias. Mesmo que para isso eu precise de quatro braços. Ou ficar sem dormir. Pra vocês eu darei o melhor de mim. 

*** Em tempo: Helena nasceu dia 06/02/14. Estamos bem. Sobrevivendo aos primeiros dias. Com grandes turbulências familiares em volta de nós. Mas creio na vitória. ***

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

E esse tal de rolezinho, hein?

Nos últimos dias o noticiário ganhou uma pauta recorrente: os tais "rolezinhos" dos adolescentes das periferias de São Paulo. Eu, como consumidora voraz de informação acompanhei diversas matérias e opiniões sobre o assunto. Confesso que poucas vezes vi tanta bizarrice junta. Sim. Está chovendo "análises" do "fenômeno político-cultural" que não tem nada de político, muito menos de cultural. Luta de classes. Preconceito racial. Gente, tá difícil. Quer a opinião de quem mora a vida toda nesta metrópole velha de guerra? Senta que eu te conto.
Rolezinho em shopping sempre existiu por essas bandas. Todo adolescente, rico ou pobre, já foi passear no shopping com os amigos, já foi namorar, ao cinema, comer, bater papo olhando vitrines. É uma coisa normal em um lugar onde não há praias, os parques são de número reduzido (e a maioria que é frequentável está longe da periferia), teatro ainda é coisa de poucos, museu então, nem se conta. Enfim. Há muitos anos existe a cultura de passear pelos corredores de shopping. Eu fiz parte desta turma. Frequento os centros de compras em companhia de amigas desde os 13, 14 anos de idade. Posso te dizer com propriedade. Pobre nunca foi barrado na porta única e exclusivamente por ser pobre. Claro, existem os shopping de elite, de classe alta, mas que na boa? Cada um sabe onde coloca o nariz. Eu nunca quis frequentar um lugar onde me sentisse uma estranha, deslocada dos demais. Simples assim. Não vou atravessar a cidade para visitar um lugar onde não me encaixo. 
A questão que está pegando nessa modinha dos rolezinhos atuais, é que os jovens extrapolaram os limites do bom senso. Uma coisa é marcar um passeio com uma turma de amigos, outra é marcar um evento público com mais de seis mil confirmações de presença, num espaço privado para usa-lo com outros fins diferentes do que se destina. Sim, porque o shopping é um lugar aberto ao público, mas tem dono e tem regras. Não dá pra entrar fazendo algazarra, incomodando, ouvindo música alta, etc. E isso independe da análise dos intelectuais de que o shopping é um templo de consumo e blá, blá, blá. Antes de ser qualquer coisa, é uma instituição privada, onde empresários investem seu dinheiro, oferecem empregos, fazem a economia girar e vamos combinar, muitas vezes facilitam e muito nossas vidas. É um fato. Contra fatos não há argumentos.
Imagina você dentro de um shopping. Seja por que motivo for. De repente, uma turba de pessoas correndo e gritando, cantando versos de músicas chulas e desrespeitosas aparece na sua frente. A polícia tentando agir sem saber bem como. Todo mundo embasbacado com a nova situação. Você acha isso um fenômeno cultural? Eu acho perturbação da ordem. Vandalismo. Quem quer se divertir não precisa de milhares de amigos pra "tumultuar" - palavra usada pelos próprios organizadores dos eventos. Aliás, eu li entrevistas com diversos participantes do movimento e nem eles concordam com isso. A maioria acha que a coisa está se perdendo e alguns já estão desistindo de participar disso. Em parte pelo medo da polícia, não vou negar.
Quer uma prova que a coisa descambou? No último final de semana, temendo a represália, os jovens mudaram o local dos encontros. Iriam ao Parque do Ibirapuera. Teve 3.000 confirmações. Cerca de 100 jovens apareceram. Havia mais imprensa do que adolescentes. Por que será? A meu ver, a coisa perde a graça se não der pra tumultuar. Ah, em tempo: Eu também fazia "rolezinho" com amigos no Ibirapuera, carinhosamente chamado de "Ibira".
Observando os vários shoppings que tenho conhecimento, posso te provar que existia paz nos rolezinhos de grupos menores. O shopping Leste Aricanduva recebe todos os finais de semana esses jovens no melhor estilo funkeiro. Quem já passou por ali no sábado e se atentou bem ao fundo da praça de alimentação, na escada que dá acesso à Lojas Americanas, viu jovens que costumam se reunir pra paquerar (usando uma expressão antiga, porque o negócio agora é pegar), conversar e sei lá mais o que.
O shopping Metrô Tatuapé é um reduto de jovens casais (hétero e homossexuais) que se encontram ali na entrada do estacionamento. Ficam lá de papo, alguns ensaiam gestos de carinho, socializam e eu nunca soube de nenhuma intervenção mais grave, salvo casos de necessidade.
O ABC Plaza em Santo André recebe centenas de jovens daqueles com caras tristes e roupas pretas. Que usam uma franjinha cobrindo os olhos.  Saem dali e se dirigem ao parque Celso Daniel, em frente ao shopping. Voltam. E vão de novo. Nunca ouve notícia de confusão maior.
Até que justamente em Itaquera, um dos bairros mais pobres da capital a coisa ferveu. Gente, é ridículo falar em preconceito racial ou de classes dentro de Itaquera. Volto a dizer: a coisa ferveu porque houve excessos. O próprio Shopping JK recebe muitos "pobres". É um tiro no pé do empreendimento barrar qualquer possível comprador, mesmo que seja de um Big Mac.
O que eu entendo disso tudo? A mídia, essa voraz "formadora de opinião" logo se dividiu em duas. Uma apoiando, outra achincalhando. O governo, claro, em ano de eleição mais importante do país, não quis se indispor com a "massa", que é de onde lhe saem a maioria dos votos. Criticou, depois voltou atrás. Pobre da nação comandada por interesses políticos. Os entendidos em fenômenos políticos e sociais, ávidos por assunto inventaram uma tal luta de classes. Na boa? São só pessoas assustadas. De ambos os lados. Uns querem se divertir. Mas não entendem muito bem o que são limites. Outros querem ter o direito de frequentar em paz um local onde possam comprar, comer e passear. É justo. Independente de ser ou não ostentação, consumo desenfreado e tal. E também independe de ser em um shopping em Itaquera ou no Morumbi. Cada um oferece algo que as posses da região permite. 
Como mãe, eu proponho um exercício de pensar: Quem quer estar dentro de um local fechado, com corredores estreitos, puxando seus filhos pela mão e de repente se ver no meio de um quebra-quebra com milhares de pessoas correndo em sua direção? Como ter certeza de que o "evento" dos jovens vai ser de paz? Que não há arruaceiros ali no meio? (E já foi comprovada a presença deles, infiltrados no meio do movimento, assim como nas manifestações do meio do ano).
Eu quero segurança e comodidade. Pagamos por isso. Eu, você, e o próprio menino do rolezinho, que na sua maioria adora comprar roupas de marca - dentro do shopping. 
Falar em preconceito racial nesse caso também é risível pra mim. Na periferia não há só negros. No funk não há só negros. Aliás, de todos os entrevistados que eu vi fotos, nenhum era. Existe pobre de todas as raças. Nasci e cresci na periferia, sempre estudei em escola pública, e a coisa não é dividida entre negros e brancos. Acredite. Há de tudo. 
Isso tudo é o que eu penso. É o que eu vejo. Não concordo com pessoas que ao invés de lutar contra a corrente, se rendem ao mantra: "Sou pobre mesmo, sou filho do sistema". Acho triste. Conheço muitos exemplos bacanas de pessoas que não sucumbiram ao rótulo de "preto - pobre - favelado". Pra mim, e sempre disse isso, pobreza é estado de espírito e não de conta bancária. 
E acho também, que muito do que acontece hoje é reflexo do que nosso atual governo criou com suas N bolsas-alguma coisa. "Ah, você matriculou seu filho na escola? Toma aqui essa esmolinha. Vá gastar. E não precisa acompanhar o rendimento escolar do seu filho, nós não o reprovaremos. Fica entre nós."
Gente, eu tenho tanta opinião. Mas isso é outro papo, por hoje já me estendi demais.  

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O primeiro palavrão?

Eu até agora não sei bem como aconteceu e que importância dar pra isso.
Mas ontem, coloquei PL no chuveiro para o banho, e quando fui lavar o bumbum dele, a criatura me solta essa:
- Ai, minha bun-da !!! Assim, pausado e perfeitamente audível. Sem saber o que fazer, saí do banheiro pra rir no quarto e contar ao marido. (Quanta maturidade, quem escreveu o post de ontem mesmo?)
Resolvi não dar ibope ao fato e fingir que não era nada demais. Voltei e falei que ia lavar o bumbum dele. Ele não repetiu a palavra, não falou outras, também não fez caso de nada.
 E eu estou aqui, revendo onde ele aprendeu a se expressar assim, e tentando pensar em cada palavra dita perto dele, sim, porque a criança virou um grilo falante. Outro dia no carro, o pai dirigia quando foi fechado por outro e lançou um : - Seu bobão! E Pedro repetiu o bobão umas 5 vezes achando graça. Já eu, dirigia tranquilamente, quando um menino de bicicleta me cortou pela direita e entrou na minha frente, eu disse pra mim mesma: - Eh, moleque, quer morrer? Pedro escutou e perguntou: - I foi, mãe? (Que foi, mãe?)
- Nada filho.
- I foi?
- Nada Pê!
- I foi???
- Foi o menino que quase caiu da bicicleta. 
- Ahhhh (como se tivesse super entendido o que aconteceu)

Agora, me fala: Posso com um menino desse? Faço o que com tanta esperteza? Asso no forno com molho madeira e batatas pra me deliciar de bebê suculento e gostoso?
Definitivamente, meu filho está crescendo! Socorro!!!!!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Mãe ou amiga?

Esses dias eu li um artigo que me fez pensar muito. A blogosfera materna tem isso de promover questionamentos. Eu acho ótimo. Muito embora não tenha o costume de comentar nada contrário às ideias da blogueira que escreveu. 
O que me fez pensar foi a passagem em que a autora dizia que tinha optado em ser "amiga" dos filhos. Revi minhas posições e as ratifiquei. Aqui eu sou MÃE e pronto. Quero ser uma mãe amiga dos filhos. Quero que eles tenham em mim uma pessoa pra confiar, pra confidenciar, mas acima de tudo, alguém que lhes direcione e lhes inspire respeito. Pra mim, veja bem, PRA MIM, mãe e pai precisam oferecer limites. Precisam direcionar. Temos sim que ouvir as opiniões das crianças, mas sabendo quando devemos ceder ou não. Filhos são seres dotados de uma capacidade incrível de manipular os pais, quando estes se mostram "moles" demais. E nem tudo que um filho quer é necessariamente o melhor pra ele. 
Eu acredito que devemos ser pais amigos, mas nunca somente amigos permissivos e complacentes, nem tampouco somente pais educadores e opressores.
Ser mãe, ou pai, é acima de tudo a arte de praticar o bom senso. De aprender a dosar. De se multiplicar, de acumular funções. 
Lembro-me de uma velha conhecida, que mãe de dois garotos de 9 e 11 anos, um dia tomou um susto enorme, mas conseguiu contornar a situação e saiu da história como mãe-amiga!
Um dia, o mais velho chegou da escola e contou para a mãe sem malícia nenhuma, que um coleguinha havia levado  um celular, com fotos de "homem e mulher pelados" - segundo frase da própria criança. 
Minha conhecida quase caiu da cadeira, mas numa fração de segundos conseguiu conter o ímpeto de um surto e conversou calmamente com filho. Como se fosse normal, foi tirando as respostas da criança -  que fotos eram, como o garoto as conseguiu, quem era o garoto - e por fim explicou que isso não era bom, que era feio ficar mostrando fotos íntimas de outras pessoas, e tal. E assim, conseguiu sair bem, agindo como amiga, mas direcionando como mãe, e ainda pode ir até a escola e contar o que estava acontecendo entre as crianças. Eu achei isso tão sábio! Nunca mais esqueci isso, e muitas outras histórias que ouço de mães de filhos maiores que o meu.  
E assim eu quero que seja aqui em casa. Que meus filhos confiem em mim, mas que me respeitem. E se precisarem de correção, estejam certos que terão. A própria bíblia me ensina que devo orientar meus filhos no caminho certo. Eu sei que o "caminho certo", com suas estradas e atalhos e pontes depende muito de cada família. E respeito isso. Por isso sigo direcionando pelo caminho que eu julgo aceitável. 

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

17 semanas hoje!!!

E hoje entramos na semana 17. A barriga cresce numa velocidade considerável. Tanto falaram que ela estava grande, que parece que a danada escutou e cresceu mesmo. Esses dias me senti pesada. Aquele peso de gravidez mesmo, sabe? De barriga pesada, de centro de gravidade que começa a mudar de lugar? Acho cedo...mas...não dá pra evitar. Coisas de segunda gravidez, eu acho!
Semana que vem tem ultra. Quem sabe conseguimos ver o sexo. Eu queria saber com certeza. Pular essa etapa dos milhões de perguntas sobre o sexo, e de quebra poder pensar no que eu realmente vou precisar comprar, e o que será reaproveitado do Pedro. Segundo filho tem disso. Ganha várias coisas de segunda mão. Mas pra que gastar fortunas se tenho tanta coisa novinha ainda não é? 
O engraçado da segunda gestação é que as coisas acontecem mas parecem não acontecer. Você tá grávida, mas todo mundo esquece. Você fica doente e as pessoas querem te medicar, e você tem que explicar que não, você não pode tomar remédio porque está grávida. "Ah, é, né. Esqueci". Sim. todo mundo esquece. Até a gente esquece. Na correria da rotina perdemos a frescura da primeira gravidez. Seguramos o primogênito no colo quando ele precisa, levamos sacola pesada, fazemos mercado. Nem nos lembramos da soneca da tarde, outrora tão importante. Tudo é mais sereno. Mais light. Ainda mais no meu caso que não tive sintomas típicos de gestação. E daí a gente vai levando, esperando o tempo certo de comprar enxoval, com menos empolgação e mais pé no chão. Esperando não caber nas roupas pra improvisar algo. (Porque comprar roupas para gestante não é lá muito legal e compensador). Na segunda gravidez a gente literalmente espera. Espera seu bebê aparecer sob a barriga e mexer, pra tentar fazer o primogênito entender que ele terá um irmão (a). Esperamos, esperamos e esperamos. E no meio de tudo isso, começamos a tecer teorias e outros pensamentos. Novos medos e dúvidas. Não mais aquelas de mãe de primeira viagem, mas dúvidas novas, de mãe de dois. De quem tem que aprender a se equilibrar entre dois amores. 
Mas este é assunto pra outro texto. 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Saudade de quem eu fui...



Eu não tinha este rosto de hoje, 
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, 
nem o lábio amargo. 

Eu não tinha estas mãos sem força, 
tão paradas e frias e mortas; 
eu não tinha este coração 
que nem se mostra. 

Eu não dei por esta mudança, 
tão simples, tão certa, tão fácil: 
- Em que espelho ficou perdida a minha face?

(Retrato - Cecília Meireles)


Eu acho lindo essas mulheres que ao se tornarem mães se encontram na vida. Aquelas que sonharam a vida toda com casa, marido, filho e cerquinha branca em volta de tudo isso. Mulheres que nunca sonharam em ser professoras ou astronautas. Acho que é uma verdadeira vocação. Não ter mais ambições, aspirações e tal. 
Infelizmente, eu não sou assim. Ser mãe foi um desejo realizado, claro. Casar não era bem um desejo (quem me conhece sabe, eu SEMPRE achei que ia morrer encalhada). Enfim, eu construí uma família verdadeira e feliz. Nos amamos. Nos amparamos, como sempre deve ser. Mas, (sempre tem um mais) paralelo a isso, eu sou um ser humano. Que caminha, respira, pensa como um ser individual. Alguém que além de ser mãe e esposa é mulher. É um ser pensante. Essa, aliás, é uma qualidade que muitas vezes me soa como defeito. Ser pensante. Por vezes pensar demais não é muito legal. Cansa. Entristece. Porque tem horas em que você pensa que pode ser mais do que é. Mesmo que o seu dia continue tendo 24 horas, você pensando muito ou não. Não é uma questão de desdenhar o que se tem, veja bem. Família é uma graça de Deus que deve ser celebrada. Mas muitas vezes essa rotina de dona de casa cansa. Essa coisa de correr atrás do rabo. Você faz, faz, faz e nunca acaba o trabalho. A TV a cabo tem 200 canais e nada enriquecedor passando. A rotina do lava-passa-cozinha é um tormento. Recolher brinquedos é tarefa eterna. E tudo se repete no dia seguinte. 
E tudo o que estudei, todo o conhecimento que absorvi, e todo meu potencial, fica aonde nisso tudo? Eu sempre me empenhei tanto pra ser bem sucedida. E tem horas que tudo me parece perdido. Horas, dias, anos em vão. 
Quando eu estou no ápice do dia, aquela hora em que você já não aguenta mais, eu costumo brincar com marido dizendo que eu podia estar nas aulas do Mestrado. Mas estou de pijama, correndo atrás de criança que não quer tomar banho. Ou pensando no que cozinhar pro jantar. Frustração define. 
E eu sou pessimista. Muitas vezes, eu só vejo pelo prisma de que já passei dos 30. Logo estou velha pra qualquer coisa interessante nessa vida. Eu sei que é exagero. Mas no olho do furacão, é assim que me sinto. 
Quando vi as chamadas para o filme sobre Elizabeth Bishop me senti uma burra. Eu estudei Bishop na faculdade, e simplesmente não me lembrava da passagem dela pelo Brasil. Como assim? Onde foi que eu guardei tudo aquilo que me orgulhei tanto em aprender? 
Talvez seja só uma questão de tempo até que as coisas se arranjem. Até que a situação melhore. Vai ser assim. Porque eu sei que posso mudar qualquer situação enquanto houver sopro de vida em mim. 
Mas as vezes é preciso deixar transbordar. Porque externar pode ajudar a resolver. Tem dias em que eu sou pequena pra guardar tantos pensamentos. É necessário colocar pra fora. Seja em forma de lágrimas, ou de palavras. 
Não é falta de gratidão, nem de amor. Não me entendam mal. 
É apenas excesso de pensamentos. 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Pensamentos soltos: menina ou menino?...barriga...

* Semana passada estava fazendo Pedro Lucas dormir. No escuro do quarto, escrevia um tweet sobre isso. (@maedopl tá? - mas não esperem grande coisa. É só um apanhado de pensamentos e desabafos em 140 caracteres, nada de tese para mestrado). 
De repente, acho que senti a sementinha mexer. Sei lá, 15 semanas, talvez não seja. Ou seja. O fato é que não se repetiu. E eu fico meio neurótica porque todo mundo diz que na segunda gravidez a gente sente as mexidas mais cedo! 

* Uma coisa dessa gravidez que me muito me irrita são os palpites sobre o sexo do bebê. Não daquelas pessoas próximas, que torcem, amam,  acompanham e tal. Mas das pessoas que nada tem de intimidade comigo, daí ficam sabendo da gravidez e lançam um: "- Ah, agora é uma menininha, né?" ou "Vai dar uma menina pro vovô, agora?" Na boa? Nem eu, nem meu filhote merecemos tamanha pressão. O sexo da criança independe de mim. Não acho legal querer me forçar a dizer que quero uma menina. Pelo simples fato de que eu vou amar o que vier. E também não sou obrigada a dar nada pra ninguém. Não faço filho pra agradar ninguém. São MEUS filhos. Se forem 10 meninos, problema meu, adoto outro e monto um time de futebol, com o nome de "Sou da Mamãe futebol clube". 

* Vestir-se na segunda gravidez tem sido uma situação esquisita. Ainda sirvo em quase todas as roupas "normais". Algumas evidenciam de longe uma barriga grávida, outras disfarçam super bem (ah, pretinho básico). Não faço a menor questão de desfilar barrigão pra todo mundo perceber. Colabora muito o fato de eu naturalmente não usar roupas muito apertadas e tal. 
Mas é aquilo, há dias em que eu acordo me sentindo linda e super proporcional. Mas há dias em que "pelamor", sinto que só uma lona de caminhão me cairia bem. 

* Aniversário do PL está chegando. Vamos fazer uma festinha na escolinha para os amiguinhos dele. Eu estou super ansiosa. Coisa de mãe de primeira viagem, fico pensando em como vai ser, se ele vai curtir e tal. E ele? Bem, no momento ele canta parabéns quando lembra da música, e não tem a menor ideia do que vai acontecer. 

* Também tenho que responder milhões de vezes a pergunta: "E o Pedro, já sabe que vai ganhar um irmãzinho (a)?"
Gentes, ele tem 23 meses. Ainda não tem noção de certas coisas. A gente fala, mas ponha-se no lugar dele. O bebê da casa é ele. Ele nem entende que existem crianças menores. Acho que no tempo certo ele vai entender. E amar a ideia. 

E assim vamos caminhando...tudo certo e nada resolvido! Rá! 




quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Como não amar?

Eu arrumei uma receita infalível pra você mãe que está desesperada com os "Terrible Two's". Devo até aparecer no Fantástico. 
Sim. Está louca da vida com seu filhote pisando na adolescência precoce? Simples. Faça um post, um artigo ou qualquer coisa que o valha. Fale o que sente, o que ele faz, sem pudores. Arrisque-se a ser tachada de #mãedecesárea do ano, por criticar seu filho. Depois publique. Num blogue, numa rede social, onde preferir, mas torne-o público.
Sabe se lá que mágica acontece, mas depois disso seu filho será outro. Experiência comprovada aqui em casa. Depois do post da semana passada sobre a teimosia de Pedro Lucas, o garoto anda tão fofo, esperto e participativo, que dá vontade de refogar e comer com batatas, que é a preferência dele. Tudo com "tatatinha". 
O banho não está tão difícil, dormir também não, quase não se joga no chão, está formando frases com 3 ou 4 elementos, fala horrores o dia todo (confesso que tem horas que eu queria um silêncio), canta parabéns e acompanha todas as músicas que ele gosta, e isso inclui aquele repertório Discovery Kids todo. 
Sexta-feira passada eu estava super mal, achando que era gripe (não era, era sinusite, again) e o garoto tava trabalhado na traquinagem. Pulava, brincava, tomava o inalador da minha mão pra brincar, queria vir no meu colo, queria pular em cima e tal. Eu, num surto de maturidade, me coloquei a chorar, ajoelhada no chão, tamanho o desespero que me assolava (doente de novo, sozinha em casa, morrendo de medo de passar gripe para ele, enfim...). Quando Pedro viu a cena, parou a bagunça na hora, veio até mim e lançou: "-Ti foi, mãe?" Eu disse que tava dodoi, ele foi, pegou a máscara do inalador, me deu, e me abraçou. 
Se isso não é atitude do melhor filho do mundo, me contem o que é!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

14 semanas de gestação! O teve até agora?

Segundo a DUM, hoje entramos na semana 14. E o que tivemos até o momento?

* Nada de enjoos. Todos dizem AMÉM nesse momento, por favor. Nada. nem enjoo matinal, nem vômitos, ah, que felicidade. Na gestação do Pedro eu mal podia escovar os dentes. Uma loucura que só passou perto das 20 semanas.

** Em compensação, dor de cabeça teve aos montes. É, nada é perfeito.

*** Doenças oportunistas também. Brinquei com a médica que já fiquei mais doente nesses últimos 3 meses do que nos últimos 4 anos. Foram 2 resfriados daqueles que atacam sistema respiratório, 2 crises de sinusite, sendo uma delas com direito a antibiótico e corticoide, o que baixou minha imunidade abrindo portas para aftas na boca, entre outras coisinhas, assim, femininas.

**** Também já cai. Com Pedro no colo. Ralei os 2 joelhos. Nada demais. Fora o susto.

***** A barriga começou a disparar agora. Isso depois que deixei a notícia vazar pra geral, com 12 semanas. Mas é aquilo: Quem sabe da gravidez acha que a barriga já tá aparecendo. Quem não sabe acha que eu relaxei e tou gordinha. Fato. Até eu acho que a barriga é mais panceps do que gravidez.

****** No ultra morfológico tivemos um palpite sobre o sexo. 70% de chance. Sei!! Como ainda sobram 30%, preferimos deixar a informação no gelo. Quem sabe mais pra frente temos certeza e aí soltamos a notícia.

No mais, acho que está tudo indo dentro da normalidade. Segundo a pesagem, eu engordei 1kg. aproximadamente. Segundo a MINHA pesagem, feita antes de descobrir a gravidez, até a consulta de 12 semanas, quando a médica pesou pela primeira vez.
Medo master de virar uma bola na segunda gravidez, visto que a idade aponta 3.2!!! E fuçando nas minhas postagens antigas, achei um texto onde eu disse que engordei 300 gramas no primeiro trimestre do Pedro! SOCORRO!!!!

Quer ver como evoluí? Dá uma olhadinha em uma postagem antiga, mais ou menos nas 14 semanas de gestação do Pedro Lucas.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Menos expectativas, mais qualidade na gestação.

Engravidar pela primeira vez é virar a "louca da maternidade". É devorar milhões de artigos sobre o tema, é fazer e refazer lista de enxoval. É querer 94857676 ultrassons pra ver a carinha do bebê, mesmo que ela ainda seja uma massa meio disforme e a gente não veja nada muito claramente. É querer que are  barriga cresça logo, pra todo mundo ver que você está carregando uma vida no ventre. É querer roupas de gestante (feiosas) só pra deixar a barriga confortável. "Deus me livre de apertar o bebê".
Daí vem a segunda gestação, te pega desprevenida, porém mais experiente. E você vê ruir seu castelinho de expectativas. 
A leitura sobre o tema, bem como a gravidez semana a semana, dessas que você acompanha nos portais sobre gravidez, parecem não trazer mais novidades. Na verdade, você até se lembra o que o boletim vai trazer. Na correria, talvez você nem leia o e-mail. Verá no celular e jamais abrirá sua caixa postal pra ler de fato.
Fazer ultrassom é bom pra verificar a saúde do feto e tal, mas você percebe que fazer o exame mensalmente não tem grande serventia. Além claro, de fazer com que você arme um esquema todo pra levar seu rebento mais velho junto, e ele vai se estressar com o atraso do laboratório, você vai se irritar, enfim! Ou você o deixará com a avó, e morrerá de culpa, pois achará que não está envolvendo seu filho na chegada do irmãozinho.
São tantas expectativas caindo por terra, que vez ou outra você acha que não está dando a devida atenção pra essa gestação. Mas quando a culpa sai de cena, você vê que menos expectativa é igual a mais qualidade. Mais calma, mais serenidade. Você chega a conclusão de que existem coisas que não são necessárias. Que o enxoval é muitas vezes inútil. você compra mil besteirinhas, e olha só, aquela coisinha que você mais precisará numa madrugada (tipo uma bombinha de leite), você não tem. (E isso é experiência própria)
Li um artigo que dizia que o segundo filho custa em torno de 20% menos para os pais. A princípio, eu fiquei penalizada. Depois analisei e percebi que a economia não é falta de amor, mas resultado de compras mais eficientes. Assim eu pretendo fazer: Dar coisas lindas ao novo filhote, mas que sejam úteis. Necessárias.
E assim vamos seguindo. Aprendendo que existem coisas necessárias e outras nem tanto. Aprendendo que uma calça jeans não "aperta" o bebê nas primeiras semanas. E que quando apertar, pode ter certeza, você não vai caber mais na tal calça.
Acho que essa é a graça da segunda gestação: Contar com a experiência da primeira. Claro que acontecerão mil coisas novas. Situações não vividas, sintomas novos. Mas tudo será mais bem tolerado e recebido. E no meio dessa calma, a nova gestação vai acontecendo de forma mais segura e serena. Vai sendo mais curtida. E quando menos se espera, fim do segundo ato. Novo bebê em mãos. Leve seu pacotinho pra casa, apresente ao seu primogênito, e aí, bem, aí, só Deus sabe o que lhe reserva o futuro. Isso eu só vou poder contar daqui a alguns meses. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

“Terrible Twos” batendo forte por aqui...

Se alguém souber onde se encontra, favor me devolver o bebê dócil e meigo que eu sempre tive. Mas o faça rápido, por favor. Estou enlouquecendo.
Estudos dão conta que entre 18 e 36 meses os bebês vivem uma espécie de "adolescência", chamada de "terrible twos". Eu nunca dei bola e acreditava na coisa da educação. Carinho, limites, atenção, isso bastaria pra ter um bebê livre de rebeldia precoce. Ahãm. Senta lá. Assim como os saltos de desenvolvimento (passamos por todos eles, claramente), a fase da rebeldia chegou por aqui.
Pedro Lucas virou o garoto NÃO. Tarefas simples viraram hercúleas. 
- Trocar a fralda? Não. Choro, tentativas de fuga, grito e tempo perdido.
- Trocar de roupa? Não quer tirar nem sob tortura. A roupa "aninha" (leia-se "é minha"). Não quer tirar. Nem trocar. Já ficou de pijama a manhã toda porque eu desisti da guerra.
- Comer? Para os fracos. Brincar com a comida é mais legal. Jogar no chão é muuuuito mais divertido. Descobriu que pode comer sozinho, que não gosta mais do cadeirão e que pode fazer greve de fome. Contra esse último item, eu não estou dando moleza, pois não tolero criança que não come. Diminui os lanches fora das refeições. Ou almoça direito, ou fica sem sobremesa. 
- Dormir é outra tarefa que está chata e demorada. Pula na cama, joga os travesseiros pra cima, levanta o lençol, mexe no quadro acima da cama, rola, enrola, e a operação "nana nenê" nunca é menor que uma hora. 
- Banho então, misericórdia. Porque junta a coisa de tirar a roupa, a fralda e tal, com entrar no chuveiro, ficar de baixo d'água, lavar o cabelo com shampoo, comer o sabonete, enfim. O curioso é que, depois da coisa engrenada, o choro recomeça porque ele não quer sair. Vai entender. 
- Ir à igreja agora é um ato de MUITA fé. Sim. Porque ele vai causar durante todo o tempo. Correr, tentar subir no altar, se jogar no tapete, vai querer chamar atenção. Nos dias em que eu tenho alguma participação no culto, dá vontade de chorar. Descobri o verdadeiro sentido do dito popular "um olho no peixe, outro no gato". 
E a coisa não para por aí. Tudo, absolutamente tudo é motivo pra choro. Pra se jogar no chão. Contra essa palhaçada de se jogar no chão, também desenvolvi uma técnica. Ignorar. Quando percebe que não teve ibope, ele para. Pelo menos isso. 
E não tem sido fácil. Há dias em que ele acorda trabalhado na fofurice. Outros na macaquice. Já perdi a paciência. Isso me irrita. 
Quero acreditar que seja fase, porque de uma coisa eu sei. Eu dei, e dou, educação. Sempre coloquei limites. E os mimos nunca ultrapassaram o limite do bom senso. Então, só posso esperar que seja mesmo uma coisa do desenvolvimento dele, que logo vai passar. 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

"Adultização" dos nossos filhos: Aqui, não!!!!

Que nós vivemos num mundo insano e competitivo todo mundo sabe. Temos que ter o maior salário, o melhor emprego, a casa mais legal, o AP mais bem decorado, o cabelo mais liso, as roupas mais bem alinhadas, o marido mais gato, a alimentação mais saudável, o Iphone mais novo, e claro, nessa linha, nossos filhos devem ser os mais inteligentes e precoces da face da terra. Sim, porque qual mãe quer ter um bebê "atrasado", não é? Queremos bebês que crescem na velocidade da luz. Que com 4 anos pedem a chave de casa e com 7 vão morar sozinhos e de preferência, aprovados em Harvard. 
Pausa. Stop. E como diriam os saudosistas, vamos rebobinar essa fita.
Eu, Tatiane, mãe do Pedro, nado na contramão dessa corrente. 
Detesto, abomino que tentem adultizar meu filho. E aos pais que fazem isso, só posso dizer que lamento. É uma pena acelerar o que deve acontecer no tempo certo. E eu acredito que tudo o que nossos filhos aprendem ou tomam gosto é porque nós, os responsáveis por ele, permitimos. Não acredito que os "bebês de hoje já nascem espertos". Balela. 
Por exemplo, Pedro Lucas foi um bebê que ficou deitado no colo até se firmar o bastante pra ficar de pé. Só mesmo ficava de pé, apoiado em meu peito pra arrotar e voltava pra posição de bebê, enrolado no charutinho de manta. Nunca reclamou. Certa vez, uma mulher me reclamou que a bebê dela, de umas 3 semanas, não "gostava" de ficar deitada. Quando eu observei com calma, vi que toda a família a pegava em pé. A garota acostumou. Mas daí a dizer que ela prefere, por conta própria, é outra história. 
E os exemplos não param por aí. Uma avó de outra menininha, uns 2 meses mais nova que meu filho veio toda orgulhosa me mostrar a neta e dizer que ela já tinha saído das fraldas. E que a menina escolhia a roupa que ia vestir todos os dias. A menina viu minha boca com batom, passou o dedo e levou na boca dela. E me mostrou os pequenos dedinhos pintados de rosa. -"Ah, é muito vaidosa" - Disse a avó. 
Eu ri, achei bonitinha, e talz...mas fiquei penalizada. Ainda é um bebê e está se portando feito uma adolescente. 
Por aqui, PL usa fraldas e vai usar até estar pronto pra tirá-las. Não tenho pressa. Se a comunicação verbal dele continuar nesse ritmo crescente que está, ensaiamos um desfralde quando chegar o verão. Sem pressa. No tempo dele. E roupas aqui, ele só escolhe mesmo é a fantasia de índio pelado. Sai do banho todos os dias e quer virar índio, correndo pelado pela casa. De resto, ele nem liga. 
E assim vamos indo. Meu filho, com quase 2 anos, não sabe o que é dinheiro. Não ensinei. Acho feio esse negócio de "Pede Real, neném". No tempo dele, saberá. 
Não é questão de bolha, que aliás, sou completamente contra criar criança dentro da bolha de um mundo perfeito. Acho que proteção em demasia não é saudável. É puramente uma questão de não participar da corrida do filho mais precoce. Eu prefiro deixar que ele cresça no tempo dele. Andou de fato e efeito, aos 14 meses. E eu escutei tanta groselha! Que fulaninho andou com 8 meses, que ciclaninho andou na festa do primeiro aniversário, e blábláblá, deixei de prestar atenção. E fora que né, ele não engatinhava, rastejava de bundinha no chão. E isso era a morte pra algumas mães. Cheguei a ouvir aqui no play do condomínio que depois que ele crescesse, ia regredir e querer engatinhar.  Enfim. Nunca treinei tanto fazer a egípcia, como depois que virei mãe. 
E por aí, como você lida com a "adultização" de nossas crianças? 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

#Protestomaterno! Eu aderi!!!!

Vendo o movimento pela net sobre o #protestomaterno, resolvi aderir. Sim, eu sei que sou uma blogueira pífia. Já fui melhor, já me dediquei com afinco. Hoje, já não tenho o mesmo gás. Não tenho mais muitos leitores, mas  acho que como cidadã que sou, preciso deixar minha contribuição. 
Meninas que organizaram o Protesto Materno, aqui vai minha contribuição! 


Sempre fui de fazer barulho. Inconformada com o comodismo e amante da perguntinha clássica: "Por que?".
Busquei meus direitos como pude. Na escola, enfrentei professores ditadores e senhores da razão. Questionava, queria mais. Certa vez, uma professora disse que meu mapa estava bom demais e que não devia ter sido feito por mim. Eu estava na quinta série. Fiz uma bagunça tão grande, que a professorinha me pediu desculpas perante toda a turma. 
As questões políticas sempre fomentaram em mim opiniões fortes. Eu ainda era criança, mas me lembro de ter ficado muito orgulhosa com o movimento que ajudou a derrubar o então presidente Fernando Collor. Mas sempre achei o que o Brasil é feito de um povo muito acomodado. Que vive em mazelas, mas está sempre tudo bem. Povo preguiçoso mesmo. Que aceita esmola pra não ter que ir à luta. Povo que não se informa, que aceita o que a mídia põe na TV e tá tudo bem. Mas acredito que isso aconteça por um looping eterno. O cidadão levanta de madrugada, luta o dia todo, pega ônibus lotado, ganha um salário ridículo, mal sobrevive, vai lá ter tempo de lutar pelos seus direitos? Entramos aí no tal looping. Já não se sabe o que nasceu primeiro. As mazelas, ou a preguiça de lutar.
Sempre achei também, que a chave pra mudança disso tudo chama-se JUVENTUDE. A força e o idealismo da juventude podem (e estão) fazer a diferença. 
Uma juventude que agora, em meados de 2013, resolveu ir às ruas e bradar pelos seus direitos. É isso!!! Vamos bradar. Vamos deixar de lado essa passividade e dizer que basta de uma minoria comandar a maioria. Chega de roubar o que é do povo. Vamos pedir por transparência. Se cada cidadão, jovem ou não, tiver em mente que deve lutar pelos seus direitos, seja nas ruas, seja nas urnas, o país pode sair dessa muito mais fortalecido.
O meu clamor aqui, é para que a população que está se manifestando não perca o foco. Antes de lutar, é preciso saber porque lutar. 
Contra a PEC 37? Ótimo. Saiba o que é PEC. PL? Saiba o que é PL, não saia apenas compartilhando nos seus murais de rede social. Informação é a arma mais letal que um povo pode usar contra a corrupção. 
Quero um dia poder contar ao meu filho tudo o que está acontecendo hoje. Quero dizer o quanto me emocionei ontem, quando vi um bando de policiais atirando contra um manifestante segurando uma bandeira branca, lá no Rio de Janeiro. Quero dizer ao meu filho, que a violência que se infiltrou no movimento era minoria, e que ela foi derrotada pela massa que prefere a paz! 
E quero principalmente, dizer que tudo o que vivemos neste junho de 2013, foi o que deu início aos tempos de um Brasil mais justo, que ele viverá. 
Filhote, mamãe deseja que você e todos os filhotes dessas mamães unidas possam se orgulhar do que o nosso povo faz hoje! 

sábado, 9 de março de 2013

A decisão pela escolinha.


Agora é oficial. Bebê está em adaptação na escolinha desde quarta-feira. Esse é um assunto (mais um) bem difícil pra mim. Uma parte de mim chora e se descabela de culpa. A outra, respira aliviada por ter um momentinho alone. Até lavou os banheiros, veja só.
A questão é que do jeito que está, não dá. Tá difícil, tá pesado. Me sinto sufocada. A questão não é o bebê, não me eleja uma péssima mãe. 
A questão sou eu. Eu não me encaixo nessa vida de dona de casa e mãe. Sou atrapalhada. Não gosto de afazeres domésticos. Faço rápido pra me livrar logo deles, e com um bebê em casa, limpeza e arrumação é quase impossível, seja rápida ou demorada. Fato é que estou enlouquecendo. Protelando levantar da cama só pra não ter que recomeçar a rotina novamente. E minha rotina é solitária. Não tenho ninguém por perto que segure a cria para eu ir ao supermercado, ou açougue, rapidinho, ali na esquina. Tenho que levar o baby. Ninguém pra distrair enquanto eu tomo um banho. Ou vou fazer as unhas. Com o tempo, eu me tornei expert em passar a roupa com uma mão e segurar a tábua com a outra. Porque a criança não pode ver a tábua montada, que acha que é pra brincar de cabaninha. Daí, se esconde embaixo dela, leva junto os carrinhos, os Patatás, e tudo o mais que ele encontrar. 
E tem a questão de que eu quero voltar a trabalhar. Eu preciso disso. Sério mesmo. Claro que agora a coisa é diferente. O salário não é o mais importante. Tenho que prezar pela cria. Distância da minha casa, horário de trabalho, quantos dias da semana, tudo tem que ser levado em conta. 
Não tá fácil. Já recusei proposta. Já doeu na Tati profissional. Mas a Tati mãe achou melhor assim. Então, continuo procurando algo que atenda minhas necessidades. Tem que existir algo pra mim.  
E já que pretendo trabalhar de novo, a cria vai ter que ir pra escolinha. Por isso, optei por começar com algumas horas ao dia, pra ele ir se habituando. 
Depois de muito pesquisar e ponderar, optei pela escolinha onde meu sobrinho fica. Até a pediatra do Pedro concordou que poderia ser positivo pra ele ficar perto do primo. Seria um porto seguro no momento da adaptação. 
Então, desde quarta-feira ele está em adaptação. Ele e eu. Sinto-me devastada em deixá-lo e ir embora sozinha. Mas acho que vai ser positivo. E que Deus me ajude nessa nova fase. Que dê certo, se for pra dar. Ou que eu sinta que não vai dar e pronto. O que eu quero mesmo agora, é um abraço fofo e macio. Reconfortante, que me diga que tudo vai se ajeitar. E que meu filho não vai sofrer. Alguém se habilita?

sábado, 2 de março de 2013

Tudo juntinho, pra alegria do meu TOC.

Lá atrás, idos de 2008, eu criei um blogue. Sopa de Letrinhas da Tati. Ele me acompanhou em varias fases da vida, inclusive a mais importante, que foi a maternidade. 
Num desses xiliques que tenho eventualmente, cansei do Sopa. Foi criado, formatado e usado num outro momento da minha vida, e por motivos que não cabem aqui, resolvi que não queria mais.
Só que...
Tinha tanta informação e lembrança legal nele, que me deu angústia de deixá-lo morrer. Então....já que o problema era o blogue e não o que foi registrado nele, problema resolvido. Aqui estão todas as postagens do Sopa, devidamente importadas. Assim eu não fico feito louca procurando um texto que escrevi sobre alguma coisa importante. 
E se alguém chegar por aqui, e quiser ler ou reler, será um prazer. 
Tati.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

E eles se encontraram no presente...

Enzo visitando Pedro, ainda na maternidade.
A diferença de idade entre eles é de exatos 16 meses. Quando o mais novo chegou, isso parecia um abismo. Um pulava feito pipoca, o outro mamava e dormia. Um não entendia o que o outro fazia. O mais velho queria cuidar. Segurar no colo, dar a chupeta, talvez achava que fosse um bonequinho. O mais novo permanecia alheio a tudo isso. 
Com o passar dos meses começou uma pequena interação, sempre claro, intermediada por um adulto. O mais velho em plena expansão de vocabulário achou um jeito de chamar o mais novo: "Minha Pepê". Começaram as risadinhas, os primeiros toques, e os dois iam crescendo ali, debaixo dos nossos olhos. 
Enzo com 18 meses e Pedro com 2.
Não são irmãos, são primos. Então, não se veem todos os dias. O que rendeu várias vezes um sentimento de saudade no mais velho. 
Olha o tempo passando bem debaixo do nosso nariz.
O tempo foi passando. O mais novo crescendo e se desenvolvendo cada dia mais, começou a entender que o quarto do primo podia ser um lugar mágico. Cheio de brinquedos e pasmem: uma cama. E eles adoram pular na cama feito pipoquinhas saltitantes. 
Ensaiando as brincadeiras.
Eu não sei bem como aconteceu. Mas eles se encontraram. Hoje, 17 meses após o nascimento do mais novo, eles já são amigos. Já brigam brincam juntos. Já se telefonam pra dizer que estão com saudade. Já querem ficar juntos. E quando estão, claro, resolvem disputar o mesmo brinquedo. Já se deram os primeiros tapas. Brigaram, fizeram as pazes, correram, fizeram a avó de refém. 
Crescemos. Alguém reparou? 
Eu acho tudo isso lindo. Acho que é assim que deve ser. Acho que a família deve estar sempre presente em nossas vidas. E fico toda boba, observando como eles, Enzo e Pedro, cresceram bem debaixo do meu nariz. E o "minha Pepê", já virou "Peto Ucas". Assim...lindamente errado! 
Eu só posso pedir a Deus que esse seja somente o início de uma linda amizade e amor entre primos. 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Ontem foi um dia difícil.

Daí que ontem foi um dia difícil. Chuva o dia todo na terra da garoa. Piada infame. 
Bebê acordou cedo. Com disposição pra correr o mundo. E não se contentou com os míseros metros quadrados do apartamento. Tocou o terror, espalhou brinquedos e objetos da casa. Queria companhia. Queria seus DVDs, mesmo que só pra rodar. Não para assistir.
Eu, por minha vez, queria paz. Queria usar o computador. Queria ler. Queria procurar emprego. Tarefa que mal comecei e já me deixa ansiosa demais. Queria fazer as unhas, mas tive que desmarcar. Chuva que não parava de cair.
Chovia lá fora e chovia dentro de mim. Um pouco dessa água vazou em forma de lágrimas por 2 vezes. Exaurida, sem forças, sem ânimo. Era assim que eu me sentia. Queria mesmo dormir pra que o dia acabasse logo. Mas não. Há uma criança na história, alheia a tudo isso, querendo só brincar. Criança que acha graça em ver as lágrimas da mãe. Que vê o pai chegar na porta e já chama pra brincar. E o puxa pela mão, e depois puxa a mãe do mesmo jeito. Todos brincando. 
Talvez a solução de tudo esteja aí. Brincar mais. Levar a vida com mais leveza. Talvez eu não esteja aguentando o peso que escolhi carregar sozinha. O peso das minhas escolhas. 
Ou talvez não seja nada disso. Seja apenas TPM. Ou falta de sol. Porque essa pessoa não funciona bem quando o sol desaparece do céu. Nublou lá no alto, nubla aqui dentro, isso é fato. 
Depois a noite chegou, um banho quente, e tudo foi se acalmando.
Ontem, definitivamente foi um dia difícil. Mas outros virão e hão de ser melhores.  E espero que neles eu consiga manter o regime. Porque ontem, o dia difícil se tornou também o dia em que eu dei um balão no regime. 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Era uma vez os cachinhos!

Quase esqueci de anotar que meu bebê não tem mais cachinhos. Foram decepados. Aniquilados. Jogados ao chão sem dó. Aliás, eu acho que agora nem tenho mais um bebê, tenho um homenzinho. 
O fato é que a cabeleira de filhote deu vários saltos de crescimento. Ele ostentava cachinhos enormes. E o calor chegou forte por essas bandas. E o povo na rua começou a pensar que o menino era menina. Gente desatenta. Porque o garoto tem a maior cara de HOMEM. Sobrancelhas quase "monocelhas". Roupas de molequinho, quase nem usa body, (mamãe chora por isso) só camiseta e bermuda. É bruto como todo machinho. Não faz carinho, dá tapas. E o povo ainda chamava de menina. $%#%¨(&¨%$!!!!! 
Bom, o fato é que papai queria cortar o cabelo do menino. Eu protelei a decisão o quanto pude. Mas né...o voto do pai também tem que contar. Então vá lá. Vamos cortar. Pensei em deixar os dois sozinhos nessa empreitada. Depois achei que baby poderia fazer escândalo e resolvi ir junto. 
Sábia decisão. A criança fez uma cena digna de novela. Berros, escândalo, choro, porradas no cabeleireiro e litros de lágrimas que se misturavam com os cabelinhos que caiam. Uma festa da paçoca. 
Até tentei fotografar, mas a coisa foi tensa e desisti disso. 
E agora eu tenho um menininho com cara de menininho. Que já teve o primeiro corte de cabelo. E nunca mais vou enrolar os dedos nos cachinhos dele. Pode rir, mas eu sofri. Por isso eu queria um bebê careca. Assim, só cortaria o cabelo lá pelos 15 anos. Quando eu já tivesse mais conformada com a passagem do tempo. Hunft!!!!!