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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Se não for amor, não sei o que é!

Hora do banho de Pedro Lucas. Estoque de sabonete nível zero. Abro o armário de Helena e pego um sabonete entre os presentes que ela ganhou no chá de bebê. Vou para o banheiro e a seguinte cena se desenrola:
- Pê, tem sabonete novo pro banho, hoje!
- Oi? (ele agora está com a irritante mania de responder tudo com oi).
- Sabonete novo.
- Hã? Mas é da Nininha. (sim, ele sabe tudo o que tem no armário. Já cansou de ir xeretar e brincar por lá)
- É, mas a mamãe pediu pra ela, e ela deixou. (simulo uma conversa com a barriga, ele ouve atentamente e aceita o banho com o sabonete da irmã).
- Nininha, qué banho, qué? Tira mamãe, tira. Avá Nininha.
(Eu levanto a camiseta e mostro a barriga. Ele pega um pouco de sabonete nas mãos e passa uns 5 minutos "dando banho na irmã - lavando a barriga com toda a paciência do mundo")
- Ponto. Tá impa. Fecha mamãe. 

*** cataploft *** morri de tanto amor! 

Tapa na cara da sociedade que acha que irmão mais velho tem que sentir ciúme de tudo! 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

20 semanas / Início da série: Medos da segunda gravidez.

E ontem batemos a marca de 20 semanas de gestação. Passamos do início complicado de doencinhas oportunistas que grudaram em mim feito carrapato. Baby-girl já se faz sentir, embora com movimentos ainda sutis. Foi uma felicidade voltar a sentir vida dentro de mim. Até o momento engordei aproximadamente 2.500 kg. Aquela coisa das pessoas olharem e chamarem de barriguda voltou. Todo mundo se assusta com o "tamanho" da barriga. Eu, particularmente não acho tão grande. Sou pequena e magra. É fato que a barriga apareça bastante. Acho desagradável ficarem me chamando de barriguda toda hora. Tenho lá meus complexos e isso não ajuda em nada. 
Bom, depois da descoberta do sexo, ganhamos vários presentinhos. Quanta coisa linda nesse universo feminino! Estou apaixonada! 

Há um tempo eu disse que a segunda gravidez trazia novos medos. Acho que é hora de começar a pensar sobre eles.
Acredito que o primeiro de todos os que sentimos, e dá até um pouco de vergonha de falar, é se conseguiremos amar tanto o novo bebê quanto o primeiro. 
Eu andei pesquisando sobre o assunto, procurando posts e artigos que falassem sobre isso, e acabei descobrindo que é uma preocupação recorrente entre as mamães de segunda viagem. Achei até o depoimento de uma atriz dizendo que passou a segunda gravidez toda com esse medo. 
Sendo assim, concluí que não sou eu uma megera insensível, que idolatra o primeiro filho. Sou apenas uma mulher que engravidou novamente e está descobrindo que amor não se divide. Se multiplica. E é gradual sabe? Cada dia uma nova descoberta, ou uma redescoberta, um novo olhar sobre uma sensação já antes vivida. A coisa da espera, do bebê com sexo diferente do primeiro, um mundo novo que se abre frente aos seus olhos. Uma coisa igual, embora totalmente diferente. Deu pra entender? 
A vontade de ter nos braços, e os esquemas mentais que começamos a elucubrar sobre como daremos colo para dois. Pasmem, eu penso nisso! Muito!  
E assim vamos seguindo! De semana em semana, de medo em medo! Mas sempre sobrevivendo a tudo!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A dona desse sapatinho já existe!

Agora é oficial. O ser que habita esta pança é uma menininha! (Uhu, todasgrita!!). 
Eu já sabia desse palpite desde o ultra morfológico das 12 semanas. Mas era palpite, de modo que segundo a dona doutora, havia 30% de chance desse quadro mudar e aparecer um pipizinho na próxima ultra. Mas, segundo o seu doutor do ultra que fiz no domingo, é mesmo uma menininha! 
E a minha vida se pintou de rosa. Aliás, rosa não, que é muito comum. Eu estou mesmo é apaixonada pelo vermelho. Desde que engravidei e tudo o que eu sentia era frio na barriga pela novidade, eu só conseguia reparar em coisas vermelhas para o possível bebê. 
Helena, nossa rainha, deverá vir ao mundo em 16 de fevereiro, segundo a DPP. Bom, sabe-se lá né? Pedro era folgado como a maioria dos homens e ficou na barriga até os 45 do segundo tempo. Mas agora a história é outra. Sexo feminino, gente! 
Eu não sei como agir. Tudo é novidade! Socorro, eu não sei limpar pererecas! (Pode parecer estranho dizer isso, né, eu sei) mas eu nunca troquei uma bebê. Onde passa pomada? Precisa de água e sabão quando tiver um cocô bombástico? Porque com meninos está tudo BEM exposto. É fácil e indolor, mas e com o dito sexo frágil? 
Eu confesso que fiquei me imaginando mãe de menina, e senti pena dela. Eu sou dotada de 2 mãos esquerdas, até um rabo de cavalo que eu faço em mim fica torto. Não sou de firulas nem de enfeites. Anel, só a aliança e tá ótimo. Roupa colorida eu aprendi a usar depois dos 20. Antes era preto, branco e jeans. 
Minha irmã me mandou uma foto de uma menina toda fofa esses dias. Eu olhei, e só consegui pensar: Se fosse minha filha eu faria um regime nela, porque ela tá obesa. E pegaria essa bolsinha pra mim! Rá! Juro que pensei isso!!!
Bom, deixemos de lado as divagações de mãe louca. O tempo se encarrega de ajeitar tudo o que precisa. 
De verdade, eu fiquei feliz, claro, e um pouco aliviada por poder corresponder as expectativas de um monte de gente querida. (Sim, eu reclamo muito, mas sou meio como a Mônica dos Friends, preciso de aceitação alheia). Não ligo para estranhos, mas ligo para família, e fico feliz quando nossos sonhos acontecem. Para a família marido-Pedro-mamãe será ótimo ter uma menina que equilibre nossa conta, ficamos felizes com isso. E quanto ao novo ser que vai nascer, eu acho que ser diferente do primeiro vai ser bom pra que ele tenha identidade própria. Pra que não seja "mais um menino". Mas que seja o novo bebê, com características próprias. Que possa fazer as escolhas que lhe couber, sem herdar tudo do irmão mais velho, que nem é tão velho assim! 
Enfim, eu amaria qualquer que fosse o resultado. Amava antes de saber porque é meu. Eu fiz. Eu vou criar. E gosto de futebol, jogaria com eles se fossem 2 meninos. Já ensinei um a gostar de homem-aranha, poderia fazer isso com outro. Mas, que venham as Barbies, as Pollys e o que mais me reserve o futuro!
Que nossa rainha venha com saúde! Pedro Lucas já ensaia um "Heleninha" que é a coisa mais fofa desse mundo! 

domingo, 2 de junho de 2013

O que é que eu fui fazer?

"O que é que eu fui fazer?" - Atire a primeira fralda descartável a mulher que nunca, nunquinha na vida materna pensou algo parecido. E deixemos de lado a perfeição tão pregada e alardeada nos tempos atuais. Deixemos as máscaras da felicidade eterna e falemos francamente. Ser mãe é uma tarefa hercúlea e sem fim. Ah, claro, e progressiva também. Você acha que os primeiros meses de vida do bebê são tensos. Cólicas, noites em claro, peitos rachados, livre demanda, cama compartilhada, tudo é cansativo. Mas logo vai passar. Rá! Sinto em informar, mas nessa viagem os percalços não acabam nunca. Eles apenas se modificam. E eu ouso arriscar que assim será até quando meu filho me promover a avó. Sim, porque, quando a coisa fica tensa de verdade, é sempre bom ter uma avó prestativa por perto.
As cólicas são terríveis. Mas a crise respiratória que o bebê sismou de ter com a chegada do outono pode ter enlouquecer muito mais. Amamentar em livre demanda toma tempo. Mas ficar o dia todo atrás da cria quando ela resolve não comer, ah, também não é fácil. Levar o bebê conforto ao banheiro junto com você para o bebê ficar pertinho na hora do banho pode ser trabalhoso. Mas experimenta deixá-lo por 30 segundos no banheiro, ali, em pé, em cima do vaso sanitário. Você volta e ele está com a lâmina nas mãos, barbeando o rosto, como se todos os dias fizesse isso. Você terá um pequeno derrame até perceber que a lâmina estava com a tampa de proteção. Mas aí meu bem, senta porque você irá tremer por uns 5 minutos ainda. 
Há dias em que a criança parece acordar trabalhada na chatice. Tudo é motivo de birra e choro. E manha. E mais choro. Ai, como tem vocação pra chorar. E conseguir o que quer no grito, literalmente.
Tem momentos em que tudo parece que vai desabar. Você se imagina longe dali, num lugar calmo e silencioso, onde não haja brinquedos espalhados. Mas né, é até pecado imaginar algo assim. Tanta gente querendo ser mãe. Então você volta. E olha ao redor. E ri. E pensa que logo vai passar. Ou talvez não. Que talvez sua casa nunca mais volte a ser o que era antes. Mas tudo bem, aposto que hoje tudo está mais colorido do que no passado. (inclusive a parede branca, que foi pintada de giz colorido). 
E daí, como num passe de mágica, o apetite volta, a educação reaparece, o bebê fofo de outrora diz "Presente", lança um "mamãe" e te ganha. Te amolece, enfraquece e espanta qualquer pensamento de queixa. E logo depois disso, ele parte pra um cochilo. E ali, enquanto dorme o sono dos anjos, você observa. E pergunta como pode amar tanto uma criatura tão pequena. E fica com saudade da agitação. E corre no celular pra assistir os pequenos vídeos das traquinagens que ele fez, e você, como expectadora fiel, fez questão de registrar. 

segunda-feira, 11 de março de 2013

18 meses de muito amor!!!!

Oi! Acabei de nascer!
Semana passada, eu juro que foi semana passada, eu contei a notícia de que estava grávida. E sei lá, ontem, eu anunciei que ele tinha nascido. 
Mas hoje, ele tem 18 meses. Um ano e meio. Não há clichês nesse mundo, que expressem o que sente uma mãe quando vê seu filhote virar um pequeno ser humano, de fato.
Oi! Agora, já tenho 18 meses!!!!!
Todos os meses, quando o Babycenter me manda um boletim sobre o desenvolvimento do bebê, eu deixo escapar umas lagriminhas de emoção. Porque eu vejo ali, como o meu filho é normal...muitas vezes o que ele passou nas últimas semanas ou dias está lá no boletim, explicadinho porque e como acontece. E eu vejo tamanha perfeição, e fico boba.
Hoje, PL é um homenzinho. Cheio de vontades, que ensaia seus primeiros shows de birra e malcriação. Que ensaia suas palavras mais concretas. Quiçá, uma frase. Pedro Lucas hoje já faz coisas conscientes. Sabe os efeitos de um sorriso dele, de um abraço, sabe que consegue o que quer quando dispara um "mamá" pra mim. 
E como meu filho, o lema dele também é "missão dada é missão cumprida." (By Capitão Nascimento). Outro dia ele me aporrinhava na cozinha, e eu disse: - Vai lá no quarto e acorda o papai pra gente jantar. 
E não é que ele foi? E não só foi, como puxou o pé do pai e resmungou até o pai levantar. Eu siorgulho tanto gente!!!! É o meu garoto!!!!!
Muitas coisas acontecem diariamente. As vezes eu tenho medo de não registrar e esquecer. Mas, é tanta gracinha, que também não consigo registrar tudo. Enfim. Não existe melhor máquina fotográfica ou filmadora que memória de mãe apaixonada. Então...o que não for registrado pelas máquinas, está registrado no meu coração. 
E ó....acho que acabo de escrever o maior clichê desse texto! Uhu!!!! 
Então, pra terminar, só posso dizer que eu estou imensamente feliz por meu bebê estar lindo, fofo e esperto. Cada dia mais. Que Deus o conserve assim!!!!! 

sábado, 9 de março de 2013

A decisão pela escolinha.


Agora é oficial. Bebê está em adaptação na escolinha desde quarta-feira. Esse é um assunto (mais um) bem difícil pra mim. Uma parte de mim chora e se descabela de culpa. A outra, respira aliviada por ter um momentinho alone. Até lavou os banheiros, veja só.
A questão é que do jeito que está, não dá. Tá difícil, tá pesado. Me sinto sufocada. A questão não é o bebê, não me eleja uma péssima mãe. 
A questão sou eu. Eu não me encaixo nessa vida de dona de casa e mãe. Sou atrapalhada. Não gosto de afazeres domésticos. Faço rápido pra me livrar logo deles, e com um bebê em casa, limpeza e arrumação é quase impossível, seja rápida ou demorada. Fato é que estou enlouquecendo. Protelando levantar da cama só pra não ter que recomeçar a rotina novamente. E minha rotina é solitária. Não tenho ninguém por perto que segure a cria para eu ir ao supermercado, ou açougue, rapidinho, ali na esquina. Tenho que levar o baby. Ninguém pra distrair enquanto eu tomo um banho. Ou vou fazer as unhas. Com o tempo, eu me tornei expert em passar a roupa com uma mão e segurar a tábua com a outra. Porque a criança não pode ver a tábua montada, que acha que é pra brincar de cabaninha. Daí, se esconde embaixo dela, leva junto os carrinhos, os Patatás, e tudo o mais que ele encontrar. 
E tem a questão de que eu quero voltar a trabalhar. Eu preciso disso. Sério mesmo. Claro que agora a coisa é diferente. O salário não é o mais importante. Tenho que prezar pela cria. Distância da minha casa, horário de trabalho, quantos dias da semana, tudo tem que ser levado em conta. 
Não tá fácil. Já recusei proposta. Já doeu na Tati profissional. Mas a Tati mãe achou melhor assim. Então, continuo procurando algo que atenda minhas necessidades. Tem que existir algo pra mim.  
E já que pretendo trabalhar de novo, a cria vai ter que ir pra escolinha. Por isso, optei por começar com algumas horas ao dia, pra ele ir se habituando. 
Depois de muito pesquisar e ponderar, optei pela escolinha onde meu sobrinho fica. Até a pediatra do Pedro concordou que poderia ser positivo pra ele ficar perto do primo. Seria um porto seguro no momento da adaptação. 
Então, desde quarta-feira ele está em adaptação. Ele e eu. Sinto-me devastada em deixá-lo e ir embora sozinha. Mas acho que vai ser positivo. E que Deus me ajude nessa nova fase. Que dê certo, se for pra dar. Ou que eu sinta que não vai dar e pronto. O que eu quero mesmo agora, é um abraço fofo e macio. Reconfortante, que me diga que tudo vai se ajeitar. E que meu filho não vai sofrer. Alguém se habilita?

sábado, 2 de março de 2013

Das escolhas acertadas que fiz na maternagem.

Das escolhas acertadas que fiz na maternagem, uma com certeza foi campeã: Acostumar o bebê a dormir no berço. (Mas, confesso: a iniciativa foi do marido, não minha)
Esse assunto sempre foi meio controverso pra mim. Eu o queria perto, mas ao mesmo tempo precisava do meu espaço. E assim a coisa foi degringolando. Ele cresceu, tornou-se um espaçoso e voluntarioso.
A hora de dormir nunca seguiu um padrão rígido aqui em casa. Nem de costumes e nem de horários. Eu administrava a hora de dormir de acordo com a soneca da tarde, ou com o horário dos adultos dormirem. E cada vez eu me enrolava mais nisso. Vida corrida, horários malucos, bebê estava indo pra cama cada dia mais tarde e demorava mais pra dormir. E o dormir consistia em sentar na minha cama, e dar colo até ele dormir em meus braços. Foi-se a fase das músicas, das orações bem baixinho no ouvido dele, do silêncio, do barulho, do claro, do escuro. Tudo fases. E logo ele enjoava delas e o dormir era mais traumático.
No final de 2012 eu estava virando um farrapo humano. Show diário na hora do sono. Gritaria, madrugadas em claro, 15 minutos de berço e horas na minha cama - de atravessado - tirando minha paz e me dando dor nas costas.
Papai e mamãe perderam a referência de casal normal que se recolhe no quarto. Caos. Stress.
Até que um dia, num desses lampejos que a gente tem, marido levantou e disse "Chega. Ele vai dormir no berço." Levou a criança pro berço, e ficou lá até ela dormir.
Neste primeiro dia, foram mais de 2 horas de choro, berros e manhas. Eu, trancada no meu quarto quase infartando e indo resgatar a cria. Mas achei que o pai também devia participar e deixei. Coração sangrando.
Nas noites que se seguiram a coisa foi melhorando aos poucos. Eu inventei o "dar a mão pra mamãe" pela grade do berço, e ele começou a dormir segurando minha mão.
O fato é que, em poucos dias ele começou dormir com mais facilidade dentro do berço. Parou de chorar. Entendeu o processo. E agora até gosta de dormir no espacinho dele. Acorda várias vezes durante a noite, pede a chupeta que ele mesmo cospe, eu dou a chupeta, ele volta a dormir. Mamar, ele mama dormindo. Rá! Piada, eu sei. É só oferecer o tetê, ele abocanha e mama sem se importar em abrir os olhos. E não, não engasga. Agora, se deixarmos ele acordar com fome, claro, bota a boca no mundo, que de bobo ele não tem nada. 
E desde o início de dezembro a coisa entrou nos eixos dessa forma. 
Papai e mamãe voltaram a ter privacidade e conforto na própria cama. E isso é um bálsamo na loucura da maternagem.
Porque uma coisa é fato: Tatiane com sono é o monstro do pântano com fome. Tatiane sem sono é só um monstro. 
E sono é importante. Tanto para o pequeno, quanto para a família.  

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

E ele já fez 1 aninho!!!

Ele chegou ainda ontem. Pequenino, frágil e doidinho por um aconchego. E eu pisquei o olho e puft!!! Ele já completou o primeiro ano de vida. 
Quando ele contava 9 meses eu comecei a pensar na festinha de primeiro aniversário. A ideia original era linda, porém nada prática. Eu queria fazer toda a decoração com minhas próprias mãos, queria um serviço de buffet gostoso, um salão aconchegante, uma festa no início da tarde, enfim...sonho meu! 
Um dia, depois de visitar trocentos buffets, salões, sites, blogues e ouvir opiniões de um monte de gente, me deparei com a realidade: Buffet é sim meio impessoal, meio enlatado, mas para mães como eu, dotadas de 2 mãos esquerdas e um senso crítico deveras apurado, é o melhor. Definimos alguns toques pessoais e tcharã!  Tava tudo acertado. Era só esperar o dia. E o dia foi sábado.
Gentes, só posso dizer que foi tudo lindo. Eu achei foi bem legal isso de chegar linda e maquiada pra festa e ver tudo prontinho. Aquilo que escolhemos foi cumprido e bem realizado. Serviço ótimo. E muitas pessoas amadas e lindas comemorando conosco. Tanta gente celebrando a vida do meu filhote, que eu só tenho a agradecer. 
Bebê, como é costume de 99,9 dos bebês que fazem um aninho, ficou meio chatinho no dia da festa. Acordou enjoadinho, amuado e querendo colo. Ele até brincou bastante durante a festa, mas escolheu a dedo os colos que aceitava e manteve o tempo todo uma cara de pum incrível. 
Mas não deu escândalo, que ele não é disso, não teve febre, nem nada que atrapalhasse o momento. Que era dele, mas como ele não entende, nós fizemos pra ele o momento ser mais que especial. 
Eu fiquei radiante e transbordante. Muito feliz. 
E agradeço a Deus por ter nos dado um bebê tão lindo, tão fofo e tão especial. E ter nos dado condições de transformar o primeiro aniversário num momento tão especial!!!! 

Olha nozes aí no Parabéns! Reparem na cara do aniversariante!!!
(P.S - Van querida, você fez falta viu? Pensei muito em você!!!!)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Tirando a poeira desse bloguinho!

Oi gentes!

Eu não sei se alguém percebeu, mas este blogue esteve fechado por várias semanas. Foi um quase suicídio virtual. Tranquei o blogue, excluí o Twitter, e repensei o Facebook. (Aliás, este último ainda está sendo repensado - leia-se: pensando em excluir "amizades" que nada contribuem).
Eu continuei sapeando pelos cantinhos amigos, mas fiquei meio recolhida. Posso dar vários motivos. Mas acho que o principal mesmo é que EU precisava me encontrar. Nessa viagem louca chamada vida muita coisa perdeu o sentido. Ou o sentido ficou escondido no fundo do baú. Seja como for, a vontade de desabafar aqui, de contar histórias e principalmente de registrar histórias pra que nunca mais esqueça foi mais forte. 
E além do mais, eu tenho uma vida abençoada, um filho lindo, não me falta nada, e crise de existência todo mundo vive mais cedo ou mais tarde. Então essa de virar tartaruga e se esconder no casco precisa acabar.
Estive pensando nesse espaço e acho que ele precisa voltar a ser multitemático como era antes da minha gravidez. Porque hoje eu sou mais do que uma grávida, ou uma mãe de primeira viagem. Já retomei várias coisas da vida sem filhos e pretendo retomar outras ainda. Mas CALÁRO que o assunto "filhos" ainda me domina e vai dominar por muito tempo. 
Mas no geral é isso. Estou de volta, tenho muitas coisas pra contar e registrar. E quem quiser ficar comigo, sinta-se em casa. A Sopa é e sempre foi nossa! 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Procura-se um bebê!

Procura-se um bebê. Atende pelo nome de Pedro Lucas. É calmo, alegre, feliz, companheiro. Dorme a noite toda no berço. Tira sonecas longas durante o dia. Um anjo de baby. Ah, claro, ele é banguela.
Sério gente! 
Porque eu acho que meu filhote foi abduzido durante meu sono. 
E deixaram um bebê ansioso por andar, com dor na boca por conta de umas presas que estão se anunciando. Uma criancinha que há uma semana abomina o berço. Só dorme na cama dos pais, e depois de muita luta. Chorão. Manhoso. Carente e necessitado de colo. Com uma crise alérgica de tirar o sono (dele e dos papais). Enfim. Fase difícil, seu endereço é na minha casa. 
A coisa tá tão feia que eu já ando reconsiderando a importância dos dentes no ser humano. Por que gentes? Podíamos viver de alface sei lá, e não precisar de dentes.
Paralelo a isso ele tá cada dia aprendendo coisas novas. Lindo de viver! Trabalhoso, porém lindo. Outro dia se aventurou na cozinha e esvaziou a gaveta de panos de prato. E eu? Ah...antes de tirá-lo de lá bati 3847595038 fotos pra sempre recordar! Rá! Porque a gente sofre...mas é feliz!!!!!!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

E a brisa soprou novamente.

E então hoje, e ontem a brisa soprou e levou pra longe a nuvem negra que morava em cima da minha cabeça. Dias nublados não me fazem bem. Me lembram as amarguras que já vivi. Lembram de tudo o que não deu certo. Traz de volta o gosto amargo de tantas derrotas que já encarei. Dias frios, chuvosos e nublados me dão uma nostalgia que não me faz bem. Me deixam murcha. Mas ontem e hoje o sol apareceu. E a brisa da leveza soprou em mim. Só por hoje que fique de lado todas as preocupações. Que hoje, e enquanto durar o veranico no meio do inverno eu possa respirar aliviada. E lembrar que sempre, sempre, depois do inverno vem a Primavera. Aquela prima distante que nos visita todo ano e colore tudo o que vê pela frente. Aquela que ano passado me trouxe o presente maior que eu poderia receber. E que depois da visita colorida da Primavera, vem o Verão. Com seus dias que não terminam nunca, sua luz sem par, seu calor inigualável. Enfim. Depois de toda a tempestade, vem a calmaria. Calmaria essa que eu anseio muito. Lá fora e aqui dentro.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Não tá fácil. Mas tá incrível!

Nunca me disseram que seria fácil. Muito pelo contrário. Sempre me botaram medo. Do muito que se falou, pouco aconteceu. Mas coisas que ninguém nunca alardeou estão acontecendo.
Um dia de 24 horas com dedicação total não está bastando. A impressão é que sempre fica algo por fazer. Ou é uma brincadeira a menos com o baby ou é a louça que fica na pia pra depois. E esse depois, sabe-se lá quando vai ser. A hora de sair de casa deixa mamãe estressada. Tanta coisa pra pegar, colocar na bolsa, troca de fraldas, choro porque bebê não quer esperar, mamadeira, frasqueira térmica, talher, sopinha, água, suco, bolachinha, bebê suja fralda de novo, ufa! (É perseguição, só pode. Ele adivinha que vamos sair e dá um show de cacas.)
Mas mesmo com tudo isso, algo mágico tem acontecido. São 10 meses de vida e PL está cada dia mais esperto e apaixonante. Já tem posição preferida pra dormir. Adora roer maçã e bolachinha de aveia. Mas parece que enjoou de banana. (que triste...). Não costuma chorar quando cantam parabéns perto dele. Agora ele tem um olhar diferente sobre o mundo que me deixa emocionada. Tudo parece especial aos olhinhos do meu desbravador. O estacionamento do shopping o faz prestar a maior atenção. Vai sentadinho no carrinho observando tudo e todos. Distribui sorrisos. Ama crianças pouco maior que ele. Presta atenção aos detalhes. Os mínimos. Anda numa inquietação danada. Se rasteja pela sala, rola pela cama (rola até demais, vide post anterior). Não tem mais meias limpas, todas ficam encardidas. Aliás, foi-se o tempo em que lavar suas roupas consistia em colocar na máquina com um sabãozinho especial pra roupa de neném. Esse sabão não faz mais nem cócegas na sujeira das meias e calças. Agora antes da lavagem tenho que deixar de molho. E esfregar. Muito. 
Ele fala o tempo inteiro numa linguagem própria dos pequenos. É mamã, papa (que pode ser papai ou papá de comida - depende do contexto), tetê, entre outros vocábulos primários. Mas ontem eu tive certeza do raciocínio e entendimento dele. Eu estava tentando ensiná-lo a beber de canudinho e ele nem aí. Eu disse : - Olha filho, você chupa igual ao tetê. E qual não foi minha surpresa quando ele me olhou e repetiu: - Tetê! E eu tive certeza que ele começa a entender. Pode não obedecer, mas entende. Quase chorei de emoção. 
E agora nossa contagem regressiva é para o primeiro aniversário. Foi um dilema, mas já foi decidido. Mamãe é só ansiedade. Acho que os convidados vão sair mais gordinhos da festa, de tanta bobagem que eu quero oferecer. Rá!
E assim vamos indo. Enquanto ele dorme ali na cama, eu respiro um pouquinho e aproveito pra escrever. Que fique registrado tudo de importante pro meu filhote. Pra que eu nunca, nunca esqueça. E se esquecer, que estes registros venham me lembrar. 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Os 10 meses e a tomografia.

Pois é. Bebê ontem completou 10 meses. E o presente foi uma tomografia. 
Eu explico:
Mamãe zelosa tava ali na cama dela trocando uma fraldinha de cocô super power. Daqueles que sujam a roupa. Troquei. Sentei a cria na cama e dei a pomada pra ele se distrair. Fiz um bolinho da roupa suja e virei as costas pra colocar no balde. Dei 3 passos. Joguei a roupa e voltei 2 passos. Mas ainda faltava um passinho pra alcançar o baby, que nessa hora mergulhava de cabeça no chão. Jogou a tal pomada e resolveu voar pra pegar. Complexo de homem-aranha talvez. O fato é que bateu a testa e o nariz. Mamãe pegou, chacoalhou, beijou, sentou porque as pernas ficaram moles e não me obedeciam. Liguei pra vó, levei a cria pra tomar um ar, e quando minhas pernas recobraram a força, lá fomo nós pro PS. De novo e mais uma vez (tô sócia do hospital).  
Feitos os exames, tudo certo. Eita coquinho duro tem esse moleque.   No final da tarde enquanto esperávamos a médica nos liberar, PL fazia tanta bagunça na sala de espera que as pessoas deviam se perguntar o que que esse molequinho fazia no hospital, porque não tinha a menor pinta de doente. 
O fato é que algo estranho aconteceu. Meu filho caiu, ralou o nariz, foi pro hospital e eu NÃO me senti culpada. Notem bem: EU NÃO ME CULPEI. Não me martirizei como sempre faço. Porque se ele espirra eu acho que a culpa é minha que não agasalhei. Se passa meia hora do almoço dele eu acho que o menino vai morrer de fome por minha culpa. Mas sei lá o que houve, no tombo eu fiquei certa de que ele é só um menininho cheio de energia, rastejante-quase-engatinhante que me dá trabalho o dia todo. E eu sou uma simples mortal com 2 olhos e 2 braços. Humanamente incapaz de estar em todos os lugares ao mesmo tempo. 
Claro que eu sei que tenho que evitar essas coisas. Tombo é coisa séria. Mas isso não faz de mim uma monstra. 
Acho que o tempo tá me fazendo ver a situação de um ângulo melhor. Ou isso, ou enlouqueci mesmo e esqueceram de me avisar. 

P.S - Parabéns Filhão!!!!!!!!! Rumo ao primeiro aniversário!!!!!!! Amo-te!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Quando a experiência fala mais alto...

Estava Pedro Lucas sendo apresentado para a bisavó que ele ainda não conhecia. 
A velhinha toda trabalhada na emoção, olha pra ele e dispara:
- Já tá bem durinho né....tá andando no andador?
(Eu que sou contra o tal andador, mas permiti que bebê tivesse um, e fico controlando o quanto ele usa) respondo:
- Anda um pouquinho. 
Ai a bisa responde de pronto:
- Ihhh, cuidado hein...vai ficar com as pernas tortas...
(Eu em êxtase respondo pra todos os presentes...)
- Viu? Eu não disse que andador deixa o bebê parecendo o Garrincha? Eu disse....!!!!!!!


Ela, uma senhora do alto de seus 80 anos, não sabe ler nem escrever, foi criada na roça. Nunca chegou perto das novas teorias sobre como criar bebês. Mas sabe que o andador faz mal. (ok, use com moderação  e cuidado, que também não é uma máquina mortífera). Não é uma fofura isso? 
Essa sim é uma mulher de verdade. Teve 8 filhos. Destes, só o último foi no hospital. Outros todos em casa, sem doula, nem anestesia, sem médico, nem banheira. Só instinto. E não é porque é modinha parir em casa e contratar doula não. Pariu por necessidade. Porque assim tinha que ser. Sobreviveu (viu Fantástico? mulheres sobrevivem ao parto domiciliar) e agora contas histórias incríveis. Tipo ter que caminhar mais de 2 quilômetros com o bebê nos braços e uma sacola nas mãos, só pra chegar numa farmácia. Farmácia gente...porque médico mesmo, só se a coisa fosse séria.
Eu piro nessas histórias. Porque de verdade, eu adoro simplicidade e humildade! 
Um brinde à sabedoria das velhinhas porretas!!!!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Coisas que só a internet faz pra você!

Um dia, meio por acaso eu entrei em um blog. Quase Natal, uma postagem bonitinha da autora, fui lá e comentei. Prontamente recebi uma resposta carinhosa.  Daí, ela ganhou uma seguidora e eu outra. 
Isso já tem quase 3 anos. Mas não parou aí. De seguidoras e leitoras viramos amigas e confidentes. Blog, Facebook, MSN, telefone, e-mail, Youtube, de um tudo nós fizemos. Estivemos juntas em momentos bons e em momentos ruins. Oramos "juntas" por vários propósitos. Ela lá no Rio de Janeiro e eu aqui em Sampa. Mas isso mudou no último sábado. Vanessinha virou escritora com livro publicado. Um sucesso. Lançou seu livro no Rio e veio até São Paulo lançá-lo também. E aí, a amizade de outrora virtual passou a ser real. Com direito a abraço e uma frase linda dela quando me abraçou: "Como eu queria te dar um abraço!".
Ganhei livro autografado e fui promovida à amiga-irmã. Saímos pra passear, comer pizza (pois é, lombinho com catupiry NÃO tem mussarela viu?), Nhá-Benta (olha a gordice!!!!). Rimos muito, bebemos Coca escondido - ops, só um golinho, Rá!!! Tiramos foto, papeamos, nos conhecemos, passamos em frente ao museu...(mas duvido que ela tenha realmente visto o monumento...tava um breu só).
Enfim, foi apenas uma noite muito rápida mas extremamente especial. Onde nossas impressões só se confirmaram. A gente se adora. E somos amigas. Simples assim. 
Daí fiquei pensando que essas coisas só acontecem pelo advento da internet estar em nossas vidas. Quando eu era adolescente (nem faz muito tempo....) trocava cartas via correio com minha melhor amiga. Ia no orelhão ligar pra ela com fichinhas, antes da era cartão-telefônico. Meu círculo de amizades se resumia aos amigos da escola. Usava máquina de escrever. E alguns anos depois uso a rede mundial de computadores pra fazer uma amiga que mora em outra cidade. Ficamos amigas e nos conhecemos de verdade quase 3 anos depois. Meio louco isso. Louco mas feliz! 
Um brinde ao bom uso da Internet!
 Que todos possam ter a chance de fazer um amigo de verdade usando "a net". E que todos os pedófilos, estelionatários e bandidos que passeiam pela rede tenham os dedos congelados quando forem teclar suas mentiras!!! 

(P.S - amiga, você já tranquilizou sua mãe, de que eu realmente não sou um homem disfarçado de blogueira tentando se aproveitar de você? - rssssssssss....lembra disso?)

E nosso encontro em fotos : (devidamente surrupiadas do blog da Van)

A escritora, o livro e eu - com a cara de pastel de sempre!

Van eu, maridex e bebê claro, adorando a festa! 

Van, eu a Sônia irmã da Van e o bebê farreando de novo!!

E foi assim. Um final de semana super corrido, o que foi uma pena. Mas muito feliz. O que compensa tudo! 
Querida, adorei te conhecer. Me aguarde em terras cariocas! 



sexta-feira, 20 de abril de 2012

Saudade do que (ou quem) se foi

Foi há poucos dias. Ela voltou a um lugar e as lembranças se derramaram feito cachoeira. Naquele lugar ela foi feliz. E em muitos outros que voltaram a cabeça dela naquele instante. Mais do que o lugar, o momento vivido ali foi importante. E aquilo desencadeou uma insana saudade. 
Sentiu saudade do tempo que não volta mais. Saudade de ser apenas filha. Irmã. Aluna. Namorada. Saudade de ter sempre a comida feita e a casa limpa. Saudade de brigas e cumplicidade entre irmãs. Saudade de se esforçar pra ser a melhor aluna. Saudade de encontrar o namorado e passar o final de semana inteiro grudado. 
Sentiu saudade dos vinte e poucos anos. De sair de casa com o dia escuro e voltar, claro, com ele escuro de novo. 
Saudade de chegar muito cansada e trocar a janta pelo banho e cama. Saudade de jantar assistindo o Jô, naquela altura "Jô - Onze e meia". 
Saudade das sextas livres de uniforme. Saudade de comprar esmalte na perfumaria pra distrair a cabeça na hora do almoço. 
Saudade do cabelo bonito, brilhante e longo que ostentava anos atrás. Saudade da meia entrada no cinema. Saudade do cinema em si. Da pipoca. Da fila. 
Saudade da barriga chapada, do biquíni de cavalo-marinho, da canga que combinava com o biquíni. 
Saudade do fichário laranja abandonado ainda no início da faculdade porque ela nunca levou jeito com fichário. Sempre rasgava as folhinhas, ou perdia, ou tirava da sequência. Saudade dos milhões de livros que leu e hoje as histórias já não se lembra mais. 
Foi tanta saudade, de tanta coisa, de tanta gente que ela se assustou. Por que raios esse turbilhão de sentimentos? Sentiu-se culpada. Depois se acalmou. E entendeu que a saudade do passado não significa negar o presente. Significa apenas lembrar que mesmo com muitos tropeços ela foi e continua sendo muito vitoriosa. 

segunda-feira, 26 de março de 2012

O (meu) desmame !

Quem me conhece ou me acompanha por aqui sabe que eu comprei com fé a ideia da amamentação. Foi punk, era uma enxurrada de emoções, dores, sono e fome. Dá-lhe refeições generosas, lanches no meio da tarde, litros de água antes, durante e depois das mamadas. Dá-lhe conchas de amamentação, lavadas e esterilizadas 300 vezes por dia. Dá-lhe sutiãs horríveis. Dá-lhe paciência de acordar nas madrugadas. Dá-lhe um monte de coisas. Dá-lhe descobrir que meu leite não tava engordando a cria como deveria. Dá-lhe sofrimento. Me senti a pior mãe do mundo. Aceitei a complementação mas não abri mão de amamentar. E bebê quem diria:  gostou da ideia de leitinho em duas fontes diferentes. E assim continuamos. Felizes. Com mamico da mamãe e tetê da mamadeira. Até agora. 
Hoje, com quase 7 meses (!!!!) ele está se desmamando. Sim, ele começou a enjoar do peito. O fato é que agora ele já toma suas papinhas salgadas, já come frutinhas e toma sucos. Tudo isso além do tetê. E o peito ficou meio desinteressante. Ele até tenta mamar, mas o mundo ao redor lhe parece muito mais legal e ele logo perde o interesse. De uns dias pra cá a cria tem rejeitado mesmo e nem quer abocanhar mais. 
E eu? 
Confesso que eu sofro um pouquinho com isso. Meu bebê, meu filhote, tão pequeno e indefeso já está dando mostras de que não é tão pequeno assim. O danadinho já está fazendo escolhas e.....EU NÃO FAÇO PARTE DELAS! 
Eu sei que deveria estar feliz. Ele está bem e saudável, mamou até os 6 meses, já está comendo, é uma nova fase. Além disso mamãe vai poder se cuidar, arrumar o cabelo (ai, como preciso dar um jeito na cabeleira), vai poder trocar os sutiãs de amamentação por outros mais assim....bonitinhos!!! Vou poder tomar aspirina pra dor de cabeça, coisa que não faço desde dezembro de 2010. (E começo a pensar que posso viver sem Aspirina).
Eu sei tudo isso. Mas no fundo, lá no fundinho eu sinto pelo meu RN que está indo embora. Meu filhote está crescendo e escapando pelos meus dedos. 
Caramba, ele não precisa mais de mim pra se alimentar. Agora qualquer um pode fazer isso. E minha cabeça dá um nó que desce pela garganta e me dá vontade de chorar. Eu acho que não tou pronta pra ver meu menininho crescer tão rápido. Ei vida....dá pra ir mais devagar? Posso amamentar meu RN mais alguns anos?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Nosso feriadinho de carnaval...

Nosso feriadinho começou mesmo na segunda a noite, antes disso só correria de sempre.
Fomos passar um dia na praia e acabamos ficando dois dias. 
Vou confessar uma coisa pra vocês : Ou eu sou muito bitolada ou viajar com o bebê cansa mais do que descansa. Perdi a conta de quantas vezes esterilizei as mamadeiras do baby (uma vez esqueci a panela no fogo e quase derreti tudo), quantas fraldas troquei e quantas vezes me senti culpada por bebê estar passando calor. Dei banho de gato nele com a fraldinha uma centena de vezes pra refrescar, e tomou uns 3 banhos de balde por dia.  E era balde mesmo, não lembrei de levar o baldinho dele tomar banho!!! Enfim. Mamãe preocupada e culpada, a gente se vê por aqui! 
Mas deu pra curtir e dar boas risadas. Filhote se comporta feito um Lord Inglês mesmo em casa estranha. Dormiu bem a noite, quase não chorou e talvez tenha curtido mais o passeio do que eu. Provou água de coco e genteeeeee....amou! Deu um 5 minutos no garoto, uma energia, ele pulava no colo, ria, gargalhava...doidera! 
Ah, e claro, ele viu o mar pela primeira vez e adivinha? COLOCOU OS PÉS NA ÁGUA!!!!! 

Ai que refrescante mamãe! 

(P.S - Neste momento tão importante com meu bebê, não pude deixar de pensar na mãe que perdeu a filha no sábado lá em Bertioga. A família vivia um marco importante na vida da filha, e por uma imprudência, uma irresponsabilidade teve a vida da criança ceifada. Deixo registrada minha indignação e anseio por justiça! Que a família do garoto, cheia de posses ou não, pague pelo ato do garoto!!!!!)




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

E lá se vão 5 meses!

Querido Filho

No último dia 10 você completou 5 meses. Eu ensaiei vários textos pra dizer o quanto eu te amo. Mas nada parece transmitir o que sinto de verdade. Daí o atraso de 6 dias no post comemorativo.
Bebê, nesses 5 meses você mudou muito. Do RN cotoco que eu trouxe da maternidade pouco restou. Agora é um bebê sapeca, Sr. Gengivas sorridentes. Os movimentos involuntários das mãos deram lugar aos carinhos enquanto mama e também aos socos, puxões de cabelos e outros carinhos mais efusivos, digamos assim! É tão lindo ver seu progresso meu filhote. Seus gritinhos pra chamar atenção, suas risadas e pequenas gargalhadas que já ensaia fazer, sua curiosidade de ver o mundo ao seu redor, tudo seu é lindo e me enche de orgulho. 
Eu imaginei muitas coisas da maternidade, mas você me surpreendeu. É tudo muito mais. Mais intenso, mais vivo, mais colorido, mais emocionante, mais tudo!!!!
Eu podia escrever folhas e mais folhas, mas prefiro encerrar, dizendo que nestes 5 meses meu amor se multiplicou  5.000 vezes! 

E aqui estou eu...com 5 meses!!!!


Eu tô viva!!!

Gentes, eu tô super em falta no blog. Tenho mil ideias pra postar, mas não consigo. Agora cada vez que me ocorre um tema, eu vou correndo anotar, porque é flórida...nas madrugadas insones eu tenho escrito mentalmente inúmeros posts, mas quando levanto de manhã...puft...a ideia fugiu. Agora vou anotando tudo pra não perder coisas legais. 
Tenho muita coisa pra falar. Boas e ruins. Só pra adiantar :  Apresentei meu filhote ao Senhor na Igreja, como é nosso costume; tomei um pé no trabalho. Demitida. Bebê tá cada dia mais esperto. Eu como mãe descobri que quero ser mais. Na verdade eu sou mais. Enfim...muitas coisas, muitas catarses.
Então vou tentando atualizar esta sopa e visitar meus blogs amigos também!!!