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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Recortes dos últimos 20 dias! (Os primeiros de Helena)

* Clichê total: Não tá fácil! Mas não tá mesmo! Sendo bem franca: Algumas vezes por dia tenho me perguntado o que eu fiz da minha vida! No auge da crise. Depois passa. 

** Como mãe de segunda viagem, no que tange os cuidados com o bebê, isso sim, é mais tranquilo. E falo do basicão mesmo: identificar o choro, trocar, dar banho, ouvir orientações do pediatra (e discordar), quanta tranquilidade adquirida com a experiência. 

*** A soma de Pedro + Helena vivendo sob o mesmo teto ainda é delicada. PL sente ciúme, claro! A cada visita que chega, mesmo a família sempre presente, é um show. Ele grita, quer se aparecer, faz cena e depois se acalma. Quando estamos só papai-mamãe-bebês, aí sim ele é outro. Maduro, quer ajudar, segurar, um fofo! 
Ontem eu estava ao telefone na varanda. Bebezinha começou a chorar. Ele foi até o carrinho, olhou, deu beijinho no pé. Ela não parou. Ele repetiu o beijo e saiu. Voltou. Olhou de novo e disparou:
-Ô mãe, vem cá, ela quer você! 
Ele a defende, acho que vai ser um irmão protetor. Hoje pela manhã amamentei na cama dele. Ele pegou um urso e imitou a cena da amamentação. Inclusive com uma almofada embaixo do urso, pra apoiar.

**** Eu falei em visitas aí em cima? Acabei de ganhar uma lição de vida: Experimente estar num momento feliz porém delicado, acrescido de um problema familiar gigante. Some o puerpério, os cuidados com a casa, o filho mais velho, e tudo o que você tiver de complicado. Aí olhe em volta. Você vai perceber que as pessoas que lhe estendem a mão pra ajudar são: a família (se você tiver uma abençoada e unida como a minha, claro) e poucos amigos que você vai contar com os dedos da mão. 
O restante você descobre que não são amigos. Apenas dividem o mesmo ambiente ou coisa parecida. E que algumas pessoas realmente não sabem olhar em volta. E que discurso bonito quando você tá bem não te acresce em nada. Enfim. Viva quem te ama e te ampara. Abstraia o resto. 

***** A minha culpa em relação ao Pedro ainda não passou, mas diminuiu. Estou tentando trabalhar isso dentro de mim. Não é fácil. Há momentos em que a dor de deixá-lo de lado tão pequeno, tão indefeso me consome. E eu choro. Amargamente e compulsivamente. 
Espero um dia abrandar essa culpa. Que agora já é dobrada. Sim, porque pra fazer um dormir, tenho que deixar o outro. Pra banhar um, o outro tem que ir pro carrinho. E há choro. Há necessidade não suprida. Há culpa. Há dor. De todos os lados. Se é exagero? Talvez. Mas hoje é assim que sinto. 

****** Tenho lido algumas teorias sobre maternidade. Vale um post só pra isso. 

E assim vamos indo. Todo dia igual. Todo dia diferente. Como deve ser! 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

E esse tal de rolezinho, hein?

Nos últimos dias o noticiário ganhou uma pauta recorrente: os tais "rolezinhos" dos adolescentes das periferias de São Paulo. Eu, como consumidora voraz de informação acompanhei diversas matérias e opiniões sobre o assunto. Confesso que poucas vezes vi tanta bizarrice junta. Sim. Está chovendo "análises" do "fenômeno político-cultural" que não tem nada de político, muito menos de cultural. Luta de classes. Preconceito racial. Gente, tá difícil. Quer a opinião de quem mora a vida toda nesta metrópole velha de guerra? Senta que eu te conto.
Rolezinho em shopping sempre existiu por essas bandas. Todo adolescente, rico ou pobre, já foi passear no shopping com os amigos, já foi namorar, ao cinema, comer, bater papo olhando vitrines. É uma coisa normal em um lugar onde não há praias, os parques são de número reduzido (e a maioria que é frequentável está longe da periferia), teatro ainda é coisa de poucos, museu então, nem se conta. Enfim. Há muitos anos existe a cultura de passear pelos corredores de shopping. Eu fiz parte desta turma. Frequento os centros de compras em companhia de amigas desde os 13, 14 anos de idade. Posso te dizer com propriedade. Pobre nunca foi barrado na porta única e exclusivamente por ser pobre. Claro, existem os shopping de elite, de classe alta, mas que na boa? Cada um sabe onde coloca o nariz. Eu nunca quis frequentar um lugar onde me sentisse uma estranha, deslocada dos demais. Simples assim. Não vou atravessar a cidade para visitar um lugar onde não me encaixo. 
A questão que está pegando nessa modinha dos rolezinhos atuais, é que os jovens extrapolaram os limites do bom senso. Uma coisa é marcar um passeio com uma turma de amigos, outra é marcar um evento público com mais de seis mil confirmações de presença, num espaço privado para usa-lo com outros fins diferentes do que se destina. Sim, porque o shopping é um lugar aberto ao público, mas tem dono e tem regras. Não dá pra entrar fazendo algazarra, incomodando, ouvindo música alta, etc. E isso independe da análise dos intelectuais de que o shopping é um templo de consumo e blá, blá, blá. Antes de ser qualquer coisa, é uma instituição privada, onde empresários investem seu dinheiro, oferecem empregos, fazem a economia girar e vamos combinar, muitas vezes facilitam e muito nossas vidas. É um fato. Contra fatos não há argumentos.
Imagina você dentro de um shopping. Seja por que motivo for. De repente, uma turba de pessoas correndo e gritando, cantando versos de músicas chulas e desrespeitosas aparece na sua frente. A polícia tentando agir sem saber bem como. Todo mundo embasbacado com a nova situação. Você acha isso um fenômeno cultural? Eu acho perturbação da ordem. Vandalismo. Quem quer se divertir não precisa de milhares de amigos pra "tumultuar" - palavra usada pelos próprios organizadores dos eventos. Aliás, eu li entrevistas com diversos participantes do movimento e nem eles concordam com isso. A maioria acha que a coisa está se perdendo e alguns já estão desistindo de participar disso. Em parte pelo medo da polícia, não vou negar.
Quer uma prova que a coisa descambou? No último final de semana, temendo a represália, os jovens mudaram o local dos encontros. Iriam ao Parque do Ibirapuera. Teve 3.000 confirmações. Cerca de 100 jovens apareceram. Havia mais imprensa do que adolescentes. Por que será? A meu ver, a coisa perde a graça se não der pra tumultuar. Ah, em tempo: Eu também fazia "rolezinho" com amigos no Ibirapuera, carinhosamente chamado de "Ibira".
Observando os vários shoppings que tenho conhecimento, posso te provar que existia paz nos rolezinhos de grupos menores. O shopping Leste Aricanduva recebe todos os finais de semana esses jovens no melhor estilo funkeiro. Quem já passou por ali no sábado e se atentou bem ao fundo da praça de alimentação, na escada que dá acesso à Lojas Americanas, viu jovens que costumam se reunir pra paquerar (usando uma expressão antiga, porque o negócio agora é pegar), conversar e sei lá mais o que.
O shopping Metrô Tatuapé é um reduto de jovens casais (hétero e homossexuais) que se encontram ali na entrada do estacionamento. Ficam lá de papo, alguns ensaiam gestos de carinho, socializam e eu nunca soube de nenhuma intervenção mais grave, salvo casos de necessidade.
O ABC Plaza em Santo André recebe centenas de jovens daqueles com caras tristes e roupas pretas. Que usam uma franjinha cobrindo os olhos.  Saem dali e se dirigem ao parque Celso Daniel, em frente ao shopping. Voltam. E vão de novo. Nunca ouve notícia de confusão maior.
Até que justamente em Itaquera, um dos bairros mais pobres da capital a coisa ferveu. Gente, é ridículo falar em preconceito racial ou de classes dentro de Itaquera. Volto a dizer: a coisa ferveu porque houve excessos. O próprio Shopping JK recebe muitos "pobres". É um tiro no pé do empreendimento barrar qualquer possível comprador, mesmo que seja de um Big Mac.
O que eu entendo disso tudo? A mídia, essa voraz "formadora de opinião" logo se dividiu em duas. Uma apoiando, outra achincalhando. O governo, claro, em ano de eleição mais importante do país, não quis se indispor com a "massa", que é de onde lhe saem a maioria dos votos. Criticou, depois voltou atrás. Pobre da nação comandada por interesses políticos. Os entendidos em fenômenos políticos e sociais, ávidos por assunto inventaram uma tal luta de classes. Na boa? São só pessoas assustadas. De ambos os lados. Uns querem se divertir. Mas não entendem muito bem o que são limites. Outros querem ter o direito de frequentar em paz um local onde possam comprar, comer e passear. É justo. Independente de ser ou não ostentação, consumo desenfreado e tal. E também independe de ser em um shopping em Itaquera ou no Morumbi. Cada um oferece algo que as posses da região permite. 
Como mãe, eu proponho um exercício de pensar: Quem quer estar dentro de um local fechado, com corredores estreitos, puxando seus filhos pela mão e de repente se ver no meio de um quebra-quebra com milhares de pessoas correndo em sua direção? Como ter certeza de que o "evento" dos jovens vai ser de paz? Que não há arruaceiros ali no meio? (E já foi comprovada a presença deles, infiltrados no meio do movimento, assim como nas manifestações do meio do ano).
Eu quero segurança e comodidade. Pagamos por isso. Eu, você, e o próprio menino do rolezinho, que na sua maioria adora comprar roupas de marca - dentro do shopping. 
Falar em preconceito racial nesse caso também é risível pra mim. Na periferia não há só negros. No funk não há só negros. Aliás, de todos os entrevistados que eu vi fotos, nenhum era. Existe pobre de todas as raças. Nasci e cresci na periferia, sempre estudei em escola pública, e a coisa não é dividida entre negros e brancos. Acredite. Há de tudo. 
Isso tudo é o que eu penso. É o que eu vejo. Não concordo com pessoas que ao invés de lutar contra a corrente, se rendem ao mantra: "Sou pobre mesmo, sou filho do sistema". Acho triste. Conheço muitos exemplos bacanas de pessoas que não sucumbiram ao rótulo de "preto - pobre - favelado". Pra mim, e sempre disse isso, pobreza é estado de espírito e não de conta bancária. 
E acho também, que muito do que acontece hoje é reflexo do que nosso atual governo criou com suas N bolsas-alguma coisa. "Ah, você matriculou seu filho na escola? Toma aqui essa esmolinha. Vá gastar. E não precisa acompanhar o rendimento escolar do seu filho, nós não o reprovaremos. Fica entre nós."
Gente, eu tenho tanta opinião. Mas isso é outro papo, por hoje já me estendi demais.  

sábado, 2 de novembro de 2013

Da série medos da gravidez: De não dar conta de ensinar outra vez.

Daí que ontem foi um dia bastante cansativo. Afazeres mil, bebê sem escolinha e trabalhado na voltagem máxima. Escândalos e choro o dia todo. Dele e meu. 
Cansei. Descompensei. Surtei. Fiquei pensando que fiz tudo errado no caminho da maternidade. Que dedicação exclusiva é coisa de amélia. Que eu preciso sim, da minha vida particular de volta. Que fui burra de não voltar quando tive oportunidade. E mais burra ainda por deixar outra gravidez acontecer. Que não era o momento. E no meio da exaustão, fiquei com medo. 
Medo de não dar conta de um novo bebê. De não ter paciência de ensinar tudo de novo. De fazer brincadeiras, de amamentar, de dar amor. Medo de não ter paciência pra repetir a dose em tão pouco tempo. Ensinar a se alimentar bem, nadando contra a corrente? Conseguirei ser forte de novo? Ensinar a andar, acompanhar, amar sem limites, proteger, dar atenção (agora dividida por dois) da maneira certa? Tantas dúvidas. Uma certeza apenas. A de que esse dia vai chegar. O dia em que Helena estará nas minhas mãos. E cansada ou não, terei que dar conta. 
Do fundo da minha alma, que Deus me ajude. Que me dê paciência e vontade. Não é medo de não amar. É medo de estar cansada demais pra cuidar como deveria. 
Acho uó do borogodó essas "mãezinhas" do Facebook espalhando compartilhamentos de frases de efeito, tipo: "Ser mãe de 5 é oitava maravilha do mundo!". O dia todo fotinhos com frases bestas. Que você sabe que não é bem assim. Que a pessoa em questão não é lá tão perfeita e nem tão feliz. Que a vida dela não é esse mar de rosas todo. Aliás, que vida é? Viver já implica riscos e dias bons e dias ruins. E ninguém é tão altruísta pra somente ver o lado bom. Essas coisas me enjoam. O mesmo vale para as mães do parquinho, todas mega felizes em ficar lá, vendo a vida passar e suas crias mimadas e egoístas arrumarem confusão por conta de brinquedo. 
O fato é que estou cansada, com medo e sozinha. Muita mudança na minha pobre vida. Me sinto sobrecarregada. Como se gritasse e ninguém pudesse me ouvir. Sabe pesadelo? Bem assim. Você grita e a voz não sai. 
Que o Senhor me capacite! É o que peço. Por hoje, é só!  

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

20 semanas / Início da série: Medos da segunda gravidez.

E ontem batemos a marca de 20 semanas de gestação. Passamos do início complicado de doencinhas oportunistas que grudaram em mim feito carrapato. Baby-girl já se faz sentir, embora com movimentos ainda sutis. Foi uma felicidade voltar a sentir vida dentro de mim. Até o momento engordei aproximadamente 2.500 kg. Aquela coisa das pessoas olharem e chamarem de barriguda voltou. Todo mundo se assusta com o "tamanho" da barriga. Eu, particularmente não acho tão grande. Sou pequena e magra. É fato que a barriga apareça bastante. Acho desagradável ficarem me chamando de barriguda toda hora. Tenho lá meus complexos e isso não ajuda em nada. 
Bom, depois da descoberta do sexo, ganhamos vários presentinhos. Quanta coisa linda nesse universo feminino! Estou apaixonada! 

Há um tempo eu disse que a segunda gravidez trazia novos medos. Acho que é hora de começar a pensar sobre eles.
Acredito que o primeiro de todos os que sentimos, e dá até um pouco de vergonha de falar, é se conseguiremos amar tanto o novo bebê quanto o primeiro. 
Eu andei pesquisando sobre o assunto, procurando posts e artigos que falassem sobre isso, e acabei descobrindo que é uma preocupação recorrente entre as mamães de segunda viagem. Achei até o depoimento de uma atriz dizendo que passou a segunda gravidez toda com esse medo. 
Sendo assim, concluí que não sou eu uma megera insensível, que idolatra o primeiro filho. Sou apenas uma mulher que engravidou novamente e está descobrindo que amor não se divide. Se multiplica. E é gradual sabe? Cada dia uma nova descoberta, ou uma redescoberta, um novo olhar sobre uma sensação já antes vivida. A coisa da espera, do bebê com sexo diferente do primeiro, um mundo novo que se abre frente aos seus olhos. Uma coisa igual, embora totalmente diferente. Deu pra entender? 
A vontade de ter nos braços, e os esquemas mentais que começamos a elucubrar sobre como daremos colo para dois. Pasmem, eu penso nisso! Muito!  
E assim vamos seguindo! De semana em semana, de medo em medo! Mas sempre sobrevivendo a tudo!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Mãe ou amiga?

Esses dias eu li um artigo que me fez pensar muito. A blogosfera materna tem isso de promover questionamentos. Eu acho ótimo. Muito embora não tenha o costume de comentar nada contrário às ideias da blogueira que escreveu. 
O que me fez pensar foi a passagem em que a autora dizia que tinha optado em ser "amiga" dos filhos. Revi minhas posições e as ratifiquei. Aqui eu sou MÃE e pronto. Quero ser uma mãe amiga dos filhos. Quero que eles tenham em mim uma pessoa pra confiar, pra confidenciar, mas acima de tudo, alguém que lhes direcione e lhes inspire respeito. Pra mim, veja bem, PRA MIM, mãe e pai precisam oferecer limites. Precisam direcionar. Temos sim que ouvir as opiniões das crianças, mas sabendo quando devemos ceder ou não. Filhos são seres dotados de uma capacidade incrível de manipular os pais, quando estes se mostram "moles" demais. E nem tudo que um filho quer é necessariamente o melhor pra ele. 
Eu acredito que devemos ser pais amigos, mas nunca somente amigos permissivos e complacentes, nem tampouco somente pais educadores e opressores.
Ser mãe, ou pai, é acima de tudo a arte de praticar o bom senso. De aprender a dosar. De se multiplicar, de acumular funções. 
Lembro-me de uma velha conhecida, que mãe de dois garotos de 9 e 11 anos, um dia tomou um susto enorme, mas conseguiu contornar a situação e saiu da história como mãe-amiga!
Um dia, o mais velho chegou da escola e contou para a mãe sem malícia nenhuma, que um coleguinha havia levado  um celular, com fotos de "homem e mulher pelados" - segundo frase da própria criança. 
Minha conhecida quase caiu da cadeira, mas numa fração de segundos conseguiu conter o ímpeto de um surto e conversou calmamente com filho. Como se fosse normal, foi tirando as respostas da criança -  que fotos eram, como o garoto as conseguiu, quem era o garoto - e por fim explicou que isso não era bom, que era feio ficar mostrando fotos íntimas de outras pessoas, e tal. E assim, conseguiu sair bem, agindo como amiga, mas direcionando como mãe, e ainda pode ir até a escola e contar o que estava acontecendo entre as crianças. Eu achei isso tão sábio! Nunca mais esqueci isso, e muitas outras histórias que ouço de mães de filhos maiores que o meu.  
E assim eu quero que seja aqui em casa. Que meus filhos confiem em mim, mas que me respeitem. E se precisarem de correção, estejam certos que terão. A própria bíblia me ensina que devo orientar meus filhos no caminho certo. Eu sei que o "caminho certo", com suas estradas e atalhos e pontes depende muito de cada família. E respeito isso. Por isso sigo direcionando pelo caminho que eu julgo aceitável. 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Saudade de quem eu fui...



Eu não tinha este rosto de hoje, 
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, 
nem o lábio amargo. 

Eu não tinha estas mãos sem força, 
tão paradas e frias e mortas; 
eu não tinha este coração 
que nem se mostra. 

Eu não dei por esta mudança, 
tão simples, tão certa, tão fácil: 
- Em que espelho ficou perdida a minha face?

(Retrato - Cecília Meireles)


Eu acho lindo essas mulheres que ao se tornarem mães se encontram na vida. Aquelas que sonharam a vida toda com casa, marido, filho e cerquinha branca em volta de tudo isso. Mulheres que nunca sonharam em ser professoras ou astronautas. Acho que é uma verdadeira vocação. Não ter mais ambições, aspirações e tal. 
Infelizmente, eu não sou assim. Ser mãe foi um desejo realizado, claro. Casar não era bem um desejo (quem me conhece sabe, eu SEMPRE achei que ia morrer encalhada). Enfim, eu construí uma família verdadeira e feliz. Nos amamos. Nos amparamos, como sempre deve ser. Mas, (sempre tem um mais) paralelo a isso, eu sou um ser humano. Que caminha, respira, pensa como um ser individual. Alguém que além de ser mãe e esposa é mulher. É um ser pensante. Essa, aliás, é uma qualidade que muitas vezes me soa como defeito. Ser pensante. Por vezes pensar demais não é muito legal. Cansa. Entristece. Porque tem horas em que você pensa que pode ser mais do que é. Mesmo que o seu dia continue tendo 24 horas, você pensando muito ou não. Não é uma questão de desdenhar o que se tem, veja bem. Família é uma graça de Deus que deve ser celebrada. Mas muitas vezes essa rotina de dona de casa cansa. Essa coisa de correr atrás do rabo. Você faz, faz, faz e nunca acaba o trabalho. A TV a cabo tem 200 canais e nada enriquecedor passando. A rotina do lava-passa-cozinha é um tormento. Recolher brinquedos é tarefa eterna. E tudo se repete no dia seguinte. 
E tudo o que estudei, todo o conhecimento que absorvi, e todo meu potencial, fica aonde nisso tudo? Eu sempre me empenhei tanto pra ser bem sucedida. E tem horas que tudo me parece perdido. Horas, dias, anos em vão. 
Quando eu estou no ápice do dia, aquela hora em que você já não aguenta mais, eu costumo brincar com marido dizendo que eu podia estar nas aulas do Mestrado. Mas estou de pijama, correndo atrás de criança que não quer tomar banho. Ou pensando no que cozinhar pro jantar. Frustração define. 
E eu sou pessimista. Muitas vezes, eu só vejo pelo prisma de que já passei dos 30. Logo estou velha pra qualquer coisa interessante nessa vida. Eu sei que é exagero. Mas no olho do furacão, é assim que me sinto. 
Quando vi as chamadas para o filme sobre Elizabeth Bishop me senti uma burra. Eu estudei Bishop na faculdade, e simplesmente não me lembrava da passagem dela pelo Brasil. Como assim? Onde foi que eu guardei tudo aquilo que me orgulhei tanto em aprender? 
Talvez seja só uma questão de tempo até que as coisas se arranjem. Até que a situação melhore. Vai ser assim. Porque eu sei que posso mudar qualquer situação enquanto houver sopro de vida em mim. 
Mas as vezes é preciso deixar transbordar. Porque externar pode ajudar a resolver. Tem dias em que eu sou pequena pra guardar tantos pensamentos. É necessário colocar pra fora. Seja em forma de lágrimas, ou de palavras. 
Não é falta de gratidão, nem de amor. Não me entendam mal. 
É apenas excesso de pensamentos. 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Menos expectativas, mais qualidade na gestação.

Engravidar pela primeira vez é virar a "louca da maternidade". É devorar milhões de artigos sobre o tema, é fazer e refazer lista de enxoval. É querer 94857676 ultrassons pra ver a carinha do bebê, mesmo que ela ainda seja uma massa meio disforme e a gente não veja nada muito claramente. É querer que are  barriga cresça logo, pra todo mundo ver que você está carregando uma vida no ventre. É querer roupas de gestante (feiosas) só pra deixar a barriga confortável. "Deus me livre de apertar o bebê".
Daí vem a segunda gestação, te pega desprevenida, porém mais experiente. E você vê ruir seu castelinho de expectativas. 
A leitura sobre o tema, bem como a gravidez semana a semana, dessas que você acompanha nos portais sobre gravidez, parecem não trazer mais novidades. Na verdade, você até se lembra o que o boletim vai trazer. Na correria, talvez você nem leia o e-mail. Verá no celular e jamais abrirá sua caixa postal pra ler de fato.
Fazer ultrassom é bom pra verificar a saúde do feto e tal, mas você percebe que fazer o exame mensalmente não tem grande serventia. Além claro, de fazer com que você arme um esquema todo pra levar seu rebento mais velho junto, e ele vai se estressar com o atraso do laboratório, você vai se irritar, enfim! Ou você o deixará com a avó, e morrerá de culpa, pois achará que não está envolvendo seu filho na chegada do irmãozinho.
São tantas expectativas caindo por terra, que vez ou outra você acha que não está dando a devida atenção pra essa gestação. Mas quando a culpa sai de cena, você vê que menos expectativa é igual a mais qualidade. Mais calma, mais serenidade. Você chega a conclusão de que existem coisas que não são necessárias. Que o enxoval é muitas vezes inútil. você compra mil besteirinhas, e olha só, aquela coisinha que você mais precisará numa madrugada (tipo uma bombinha de leite), você não tem. (E isso é experiência própria)
Li um artigo que dizia que o segundo filho custa em torno de 20% menos para os pais. A princípio, eu fiquei penalizada. Depois analisei e percebi que a economia não é falta de amor, mas resultado de compras mais eficientes. Assim eu pretendo fazer: Dar coisas lindas ao novo filhote, mas que sejam úteis. Necessárias.
E assim vamos seguindo. Aprendendo que existem coisas necessárias e outras nem tanto. Aprendendo que uma calça jeans não "aperta" o bebê nas primeiras semanas. E que quando apertar, pode ter certeza, você não vai caber mais na tal calça.
Acho que essa é a graça da segunda gestação: Contar com a experiência da primeira. Claro que acontecerão mil coisas novas. Situações não vividas, sintomas novos. Mas tudo será mais bem tolerado e recebido. E no meio dessa calma, a nova gestação vai acontecendo de forma mais segura e serena. Vai sendo mais curtida. E quando menos se espera, fim do segundo ato. Novo bebê em mãos. Leve seu pacotinho pra casa, apresente ao seu primogênito, e aí, bem, aí, só Deus sabe o que lhe reserva o futuro. Isso eu só vou poder contar daqui a alguns meses. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

“Terrible Twos” batendo forte por aqui...

Se alguém souber onde se encontra, favor me devolver o bebê dócil e meigo que eu sempre tive. Mas o faça rápido, por favor. Estou enlouquecendo.
Estudos dão conta que entre 18 e 36 meses os bebês vivem uma espécie de "adolescência", chamada de "terrible twos". Eu nunca dei bola e acreditava na coisa da educação. Carinho, limites, atenção, isso bastaria pra ter um bebê livre de rebeldia precoce. Ahãm. Senta lá. Assim como os saltos de desenvolvimento (passamos por todos eles, claramente), a fase da rebeldia chegou por aqui.
Pedro Lucas virou o garoto NÃO. Tarefas simples viraram hercúleas. 
- Trocar a fralda? Não. Choro, tentativas de fuga, grito e tempo perdido.
- Trocar de roupa? Não quer tirar nem sob tortura. A roupa "aninha" (leia-se "é minha"). Não quer tirar. Nem trocar. Já ficou de pijama a manhã toda porque eu desisti da guerra.
- Comer? Para os fracos. Brincar com a comida é mais legal. Jogar no chão é muuuuito mais divertido. Descobriu que pode comer sozinho, que não gosta mais do cadeirão e que pode fazer greve de fome. Contra esse último item, eu não estou dando moleza, pois não tolero criança que não come. Diminui os lanches fora das refeições. Ou almoça direito, ou fica sem sobremesa. 
- Dormir é outra tarefa que está chata e demorada. Pula na cama, joga os travesseiros pra cima, levanta o lençol, mexe no quadro acima da cama, rola, enrola, e a operação "nana nenê" nunca é menor que uma hora. 
- Banho então, misericórdia. Porque junta a coisa de tirar a roupa, a fralda e tal, com entrar no chuveiro, ficar de baixo d'água, lavar o cabelo com shampoo, comer o sabonete, enfim. O curioso é que, depois da coisa engrenada, o choro recomeça porque ele não quer sair. Vai entender. 
- Ir à igreja agora é um ato de MUITA fé. Sim. Porque ele vai causar durante todo o tempo. Correr, tentar subir no altar, se jogar no tapete, vai querer chamar atenção. Nos dias em que eu tenho alguma participação no culto, dá vontade de chorar. Descobri o verdadeiro sentido do dito popular "um olho no peixe, outro no gato". 
E a coisa não para por aí. Tudo, absolutamente tudo é motivo pra choro. Pra se jogar no chão. Contra essa palhaçada de se jogar no chão, também desenvolvi uma técnica. Ignorar. Quando percebe que não teve ibope, ele para. Pelo menos isso. 
E não tem sido fácil. Há dias em que ele acorda trabalhado na fofurice. Outros na macaquice. Já perdi a paciência. Isso me irrita. 
Quero acreditar que seja fase, porque de uma coisa eu sei. Eu dei, e dou, educação. Sempre coloquei limites. E os mimos nunca ultrapassaram o limite do bom senso. Então, só posso esperar que seja mesmo uma coisa do desenvolvimento dele, que logo vai passar. 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

"Adultização" dos nossos filhos: Aqui, não!!!!

Que nós vivemos num mundo insano e competitivo todo mundo sabe. Temos que ter o maior salário, o melhor emprego, a casa mais legal, o AP mais bem decorado, o cabelo mais liso, as roupas mais bem alinhadas, o marido mais gato, a alimentação mais saudável, o Iphone mais novo, e claro, nessa linha, nossos filhos devem ser os mais inteligentes e precoces da face da terra. Sim, porque qual mãe quer ter um bebê "atrasado", não é? Queremos bebês que crescem na velocidade da luz. Que com 4 anos pedem a chave de casa e com 7 vão morar sozinhos e de preferência, aprovados em Harvard. 
Pausa. Stop. E como diriam os saudosistas, vamos rebobinar essa fita.
Eu, Tatiane, mãe do Pedro, nado na contramão dessa corrente. 
Detesto, abomino que tentem adultizar meu filho. E aos pais que fazem isso, só posso dizer que lamento. É uma pena acelerar o que deve acontecer no tempo certo. E eu acredito que tudo o que nossos filhos aprendem ou tomam gosto é porque nós, os responsáveis por ele, permitimos. Não acredito que os "bebês de hoje já nascem espertos". Balela. 
Por exemplo, Pedro Lucas foi um bebê que ficou deitado no colo até se firmar o bastante pra ficar de pé. Só mesmo ficava de pé, apoiado em meu peito pra arrotar e voltava pra posição de bebê, enrolado no charutinho de manta. Nunca reclamou. Certa vez, uma mulher me reclamou que a bebê dela, de umas 3 semanas, não "gostava" de ficar deitada. Quando eu observei com calma, vi que toda a família a pegava em pé. A garota acostumou. Mas daí a dizer que ela prefere, por conta própria, é outra história. 
E os exemplos não param por aí. Uma avó de outra menininha, uns 2 meses mais nova que meu filho veio toda orgulhosa me mostrar a neta e dizer que ela já tinha saído das fraldas. E que a menina escolhia a roupa que ia vestir todos os dias. A menina viu minha boca com batom, passou o dedo e levou na boca dela. E me mostrou os pequenos dedinhos pintados de rosa. -"Ah, é muito vaidosa" - Disse a avó. 
Eu ri, achei bonitinha, e talz...mas fiquei penalizada. Ainda é um bebê e está se portando feito uma adolescente. 
Por aqui, PL usa fraldas e vai usar até estar pronto pra tirá-las. Não tenho pressa. Se a comunicação verbal dele continuar nesse ritmo crescente que está, ensaiamos um desfralde quando chegar o verão. Sem pressa. No tempo dele. E roupas aqui, ele só escolhe mesmo é a fantasia de índio pelado. Sai do banho todos os dias e quer virar índio, correndo pelado pela casa. De resto, ele nem liga. 
E assim vamos indo. Meu filho, com quase 2 anos, não sabe o que é dinheiro. Não ensinei. Acho feio esse negócio de "Pede Real, neném". No tempo dele, saberá. 
Não é questão de bolha, que aliás, sou completamente contra criar criança dentro da bolha de um mundo perfeito. Acho que proteção em demasia não é saudável. É puramente uma questão de não participar da corrida do filho mais precoce. Eu prefiro deixar que ele cresça no tempo dele. Andou de fato e efeito, aos 14 meses. E eu escutei tanta groselha! Que fulaninho andou com 8 meses, que ciclaninho andou na festa do primeiro aniversário, e blábláblá, deixei de prestar atenção. E fora que né, ele não engatinhava, rastejava de bundinha no chão. E isso era a morte pra algumas mães. Cheguei a ouvir aqui no play do condomínio que depois que ele crescesse, ia regredir e querer engatinhar.  Enfim. Nunca treinei tanto fazer a egípcia, como depois que virei mãe. 
E por aí, como você lida com a "adultização" de nossas crianças? 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

#Protestomaterno! Eu aderi!!!!

Vendo o movimento pela net sobre o #protestomaterno, resolvi aderir. Sim, eu sei que sou uma blogueira pífia. Já fui melhor, já me dediquei com afinco. Hoje, já não tenho o mesmo gás. Não tenho mais muitos leitores, mas  acho que como cidadã que sou, preciso deixar minha contribuição. 
Meninas que organizaram o Protesto Materno, aqui vai minha contribuição! 


Sempre fui de fazer barulho. Inconformada com o comodismo e amante da perguntinha clássica: "Por que?".
Busquei meus direitos como pude. Na escola, enfrentei professores ditadores e senhores da razão. Questionava, queria mais. Certa vez, uma professora disse que meu mapa estava bom demais e que não devia ter sido feito por mim. Eu estava na quinta série. Fiz uma bagunça tão grande, que a professorinha me pediu desculpas perante toda a turma. 
As questões políticas sempre fomentaram em mim opiniões fortes. Eu ainda era criança, mas me lembro de ter ficado muito orgulhosa com o movimento que ajudou a derrubar o então presidente Fernando Collor. Mas sempre achei o que o Brasil é feito de um povo muito acomodado. Que vive em mazelas, mas está sempre tudo bem. Povo preguiçoso mesmo. Que aceita esmola pra não ter que ir à luta. Povo que não se informa, que aceita o que a mídia põe na TV e tá tudo bem. Mas acredito que isso aconteça por um looping eterno. O cidadão levanta de madrugada, luta o dia todo, pega ônibus lotado, ganha um salário ridículo, mal sobrevive, vai lá ter tempo de lutar pelos seus direitos? Entramos aí no tal looping. Já não se sabe o que nasceu primeiro. As mazelas, ou a preguiça de lutar.
Sempre achei também, que a chave pra mudança disso tudo chama-se JUVENTUDE. A força e o idealismo da juventude podem (e estão) fazer a diferença. 
Uma juventude que agora, em meados de 2013, resolveu ir às ruas e bradar pelos seus direitos. É isso!!! Vamos bradar. Vamos deixar de lado essa passividade e dizer que basta de uma minoria comandar a maioria. Chega de roubar o que é do povo. Vamos pedir por transparência. Se cada cidadão, jovem ou não, tiver em mente que deve lutar pelos seus direitos, seja nas ruas, seja nas urnas, o país pode sair dessa muito mais fortalecido.
O meu clamor aqui, é para que a população que está se manifestando não perca o foco. Antes de lutar, é preciso saber porque lutar. 
Contra a PEC 37? Ótimo. Saiba o que é PEC. PL? Saiba o que é PL, não saia apenas compartilhando nos seus murais de rede social. Informação é a arma mais letal que um povo pode usar contra a corrupção. 
Quero um dia poder contar ao meu filho tudo o que está acontecendo hoje. Quero dizer o quanto me emocionei ontem, quando vi um bando de policiais atirando contra um manifestante segurando uma bandeira branca, lá no Rio de Janeiro. Quero dizer ao meu filho, que a violência que se infiltrou no movimento era minoria, e que ela foi derrotada pela massa que prefere a paz! 
E quero principalmente, dizer que tudo o que vivemos neste junho de 2013, foi o que deu início aos tempos de um Brasil mais justo, que ele viverá. 
Filhote, mamãe deseja que você e todos os filhotes dessas mamães unidas possam se orgulhar do que o nosso povo faz hoje! 

sábado, 9 de março de 2013

A decisão pela escolinha.


Agora é oficial. Bebê está em adaptação na escolinha desde quarta-feira. Esse é um assunto (mais um) bem difícil pra mim. Uma parte de mim chora e se descabela de culpa. A outra, respira aliviada por ter um momentinho alone. Até lavou os banheiros, veja só.
A questão é que do jeito que está, não dá. Tá difícil, tá pesado. Me sinto sufocada. A questão não é o bebê, não me eleja uma péssima mãe. 
A questão sou eu. Eu não me encaixo nessa vida de dona de casa e mãe. Sou atrapalhada. Não gosto de afazeres domésticos. Faço rápido pra me livrar logo deles, e com um bebê em casa, limpeza e arrumação é quase impossível, seja rápida ou demorada. Fato é que estou enlouquecendo. Protelando levantar da cama só pra não ter que recomeçar a rotina novamente. E minha rotina é solitária. Não tenho ninguém por perto que segure a cria para eu ir ao supermercado, ou açougue, rapidinho, ali na esquina. Tenho que levar o baby. Ninguém pra distrair enquanto eu tomo um banho. Ou vou fazer as unhas. Com o tempo, eu me tornei expert em passar a roupa com uma mão e segurar a tábua com a outra. Porque a criança não pode ver a tábua montada, que acha que é pra brincar de cabaninha. Daí, se esconde embaixo dela, leva junto os carrinhos, os Patatás, e tudo o mais que ele encontrar. 
E tem a questão de que eu quero voltar a trabalhar. Eu preciso disso. Sério mesmo. Claro que agora a coisa é diferente. O salário não é o mais importante. Tenho que prezar pela cria. Distância da minha casa, horário de trabalho, quantos dias da semana, tudo tem que ser levado em conta. 
Não tá fácil. Já recusei proposta. Já doeu na Tati profissional. Mas a Tati mãe achou melhor assim. Então, continuo procurando algo que atenda minhas necessidades. Tem que existir algo pra mim.  
E já que pretendo trabalhar de novo, a cria vai ter que ir pra escolinha. Por isso, optei por começar com algumas horas ao dia, pra ele ir se habituando. 
Depois de muito pesquisar e ponderar, optei pela escolinha onde meu sobrinho fica. Até a pediatra do Pedro concordou que poderia ser positivo pra ele ficar perto do primo. Seria um porto seguro no momento da adaptação. 
Então, desde quarta-feira ele está em adaptação. Ele e eu. Sinto-me devastada em deixá-lo e ir embora sozinha. Mas acho que vai ser positivo. E que Deus me ajude nessa nova fase. Que dê certo, se for pra dar. Ou que eu sinta que não vai dar e pronto. O que eu quero mesmo agora, é um abraço fofo e macio. Reconfortante, que me diga que tudo vai se ajeitar. E que meu filho não vai sofrer. Alguém se habilita?

sábado, 2 de março de 2013

Das escolhas acertadas que fiz na maternagem.

Das escolhas acertadas que fiz na maternagem, uma com certeza foi campeã: Acostumar o bebê a dormir no berço. (Mas, confesso: a iniciativa foi do marido, não minha)
Esse assunto sempre foi meio controverso pra mim. Eu o queria perto, mas ao mesmo tempo precisava do meu espaço. E assim a coisa foi degringolando. Ele cresceu, tornou-se um espaçoso e voluntarioso.
A hora de dormir nunca seguiu um padrão rígido aqui em casa. Nem de costumes e nem de horários. Eu administrava a hora de dormir de acordo com a soneca da tarde, ou com o horário dos adultos dormirem. E cada vez eu me enrolava mais nisso. Vida corrida, horários malucos, bebê estava indo pra cama cada dia mais tarde e demorava mais pra dormir. E o dormir consistia em sentar na minha cama, e dar colo até ele dormir em meus braços. Foi-se a fase das músicas, das orações bem baixinho no ouvido dele, do silêncio, do barulho, do claro, do escuro. Tudo fases. E logo ele enjoava delas e o dormir era mais traumático.
No final de 2012 eu estava virando um farrapo humano. Show diário na hora do sono. Gritaria, madrugadas em claro, 15 minutos de berço e horas na minha cama - de atravessado - tirando minha paz e me dando dor nas costas.
Papai e mamãe perderam a referência de casal normal que se recolhe no quarto. Caos. Stress.
Até que um dia, num desses lampejos que a gente tem, marido levantou e disse "Chega. Ele vai dormir no berço." Levou a criança pro berço, e ficou lá até ela dormir.
Neste primeiro dia, foram mais de 2 horas de choro, berros e manhas. Eu, trancada no meu quarto quase infartando e indo resgatar a cria. Mas achei que o pai também devia participar e deixei. Coração sangrando.
Nas noites que se seguiram a coisa foi melhorando aos poucos. Eu inventei o "dar a mão pra mamãe" pela grade do berço, e ele começou a dormir segurando minha mão.
O fato é que, em poucos dias ele começou dormir com mais facilidade dentro do berço. Parou de chorar. Entendeu o processo. E agora até gosta de dormir no espacinho dele. Acorda várias vezes durante a noite, pede a chupeta que ele mesmo cospe, eu dou a chupeta, ele volta a dormir. Mamar, ele mama dormindo. Rá! Piada, eu sei. É só oferecer o tetê, ele abocanha e mama sem se importar em abrir os olhos. E não, não engasga. Agora, se deixarmos ele acordar com fome, claro, bota a boca no mundo, que de bobo ele não tem nada. 
E desde o início de dezembro a coisa entrou nos eixos dessa forma. 
Papai e mamãe voltaram a ter privacidade e conforto na própria cama. E isso é um bálsamo na loucura da maternagem.
Porque uma coisa é fato: Tatiane com sono é o monstro do pântano com fome. Tatiane sem sono é só um monstro. 
E sono é importante. Tanto para o pequeno, quanto para a família.  

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Mitos e verdades da (minha) maternagem.

Encomendar um baby em tempos atuais é ser bombardeada com zilhões de informações. Mães e avós com seus conselhos do tempo do guaraná com rolha; amigas do trabalho; da faculdade; dezenas de blogues maternos seguindo diversas linhas (e se deglandiando com suas verdades absolutas); mais uma porção de sites que prometem ensinar tudo e ainda pediatras também detentores da verdade, enfim, não faltam opiniões pra mamãe de primeira viagem. O resultado disso é uma sopa de letrinhas em alemão. Confusão, compras desnecessárias, noites mal dormidas e claro, dúvidas.
Eu passei por isso também. E hoje, quase 13 meses depois que Pedrão veio ao mundo, já tenho muitas observações sobre a tal maternagem. Embarque comigo:


Parto normal: Eu quis, me informei, informe a médica, que respeitou, me preparou e tal. Fui para o hospital com contrações a cada 10 minutos em média, e uma dor constante que quase não podia colocar o pé no chão, com 40 semanas de gestação. Mas sem bolsa rompida e sem nenhum "dedinho" de dilatação. E bebê não estava encaixado. Mediante a isso, a médica que me atendeu no plantão disse que nem internar assim eu poderia. Que o parto normal poderia demorar mais de 24 horas. Na boa? Eu não peitei. Estava com muita dor, com muito medo e aquilo era só o começo? Eu saí de casa achando que a cria tava com a "cabeça pra fora" de tanta dor que sentia. E nem um centímetro dilatado? Eu frustrei muito, me achei fraca e tals. Mas logo depois esqueci de tudo, porque meu filho estava chegando. E daí que eu sonhei com o dia que minha bolsa estourasse? E daí que eu sonhei em ir para o hospital com o bebê já nascendo? Sonho é sonho, vida é vida. Nada de militância, nada de ser xiita. Só queria ter meu filho nos braços. 

A Cesárea: Tenho a sorte de contar com uma médica excelente, e portanto meu "parto" ou cirurgia, como queiram chamar, foi muito tranquilo. Recuperação idem. Não tive complicações, segui as recomendações e só me sobrou mesmo uma marquinha pequena, lá onde o biquíni cobre. E pronto. Sem mais delongas. 


Protetor de berço, o inimigo mortal : Eu li demais a respeito do perigo de sufocamento do bebê pelo protetor de berço. Ele se enrosca, machuca, sufoca e morre! Mesmo assim, eu comprei. E usei. E aprendi que não é tão ruim assim. Bebê nunca chegou perto de se enroscar no protetor. Antes disso, quando ele começou a se remexer feito um doidinho, o protetor amorteceu alguns baques do bebê contra a grade do berço.

Cobrir o bebê: Vale o mesmo comentário acima. Eu sempre o cobri e nunca, nunquinha ele cobriu a cabeça e passou perto de sufocamento.

Termômetro de água para o banho: Eu nunca comprei. Até pensei no caso, mas desisti. E um dia, bebê ainda era RN eu pedi que marido preparasse o banho. E antes de colocar o bebê na água eu mergulhei a mão e de imediato disparei: - "Tá quente. Mistura um pouco de água fria." - Sei lá como, mas eu sabia. E marido perguntou se meus dedos haviam virado termômetro. 

Amamentação: Sempre defendi e quis muito. Amamentei até os 6 meses do bebê, mas entrei com complemento 1 vez ao dia quando ele tinha 2 meses. Sofri na ocasião do complemento, sofri no desmame. Mas superei. Mesmo assim, filhote sempre foi forte e saudável. Posso não ter amamentado até os 15 anos da criança, mas sim, eu tenho um tourinho saudável. E isso me basta. E preciso ser realista. Amamentar não é fácil. Requer dedicação e desprendimento demais. Requer noites de sono, dias de vida, requer abrir mão de uma série de coisas. Eu curti, mas acabou. E foi como tinha que ser. 

Desenvolvimento do bebê:  Ta aí uma coisa que gera comentário, polêmica e chatice. Quando a criança chega todo mundo se acha no direito de te contar uma experiência, e meio de leve comparar o seu bebê com o dela. É o primeiro dentinho, o sentar, o falar, o engatinhar, o andar...baita coisa desagradável. Eu acredito piamente que cada criança tem seu momento. Nenhuma é igual. Se você deu feijoada para seu bebê com 4 meses, não significa que eu devo dar para o meu. Se o dentinho do seu bebê nasceu antes dos 5 meses, sorte (?) sua! Eu não gosto nem um pouco que fiquem comparando meu filho com nenhuma outra criança. Ele faz tudo quando estiver pronto pra fazer. E fim de papo. A comparação do momento é sobre o andar. Pedrão com 13 meses ainda não anda. E todo mundo quer adivinhar que "logo ele vai andar, tá todo durinho", ou "com quanto tempo ele andou? Ah, ainda não anda?..." Gente, VAI CATAR COQUINHO NA DESCIDA. 

Cama compartilhada: No início eu achei necessário. Depois de umas 3 noites já em casa, sem dormir, com bebê acordado, mamando ou chorando a noite inteira, eu me rendi. Cama compartilhada. E dormi de novo. Quanto prazer. E assim permitimos, marido e eu, que bebê ficasse na cama conosco. Aos poucos fui introduzindo o berço. Sem traumas. Pra ele. Porque pra nós, vários traumas. Pedro Lucas é folgado e espaçoso. Bate, chuta, mexe e remexe a noite toda. Conforme foi crescendo a coisa complicou. Se ele dorme conosco hoje, quem não dorme sou eu. Então, berço nele. Claro que em algumas situações (doentinho) é preciso ficar pertinho da mamãe, e eu até prefiro. E em outras, ele declara que simplesmente não quer ficar sozinho no quarto dele. Chora e fica de pé no berço. Berra. Berra mais. E eu me rendo. 

Eu podia ficar aqui discursando sobre tanta coisa, mas tanta coisa....só que vai ficar um texto enorme. 
Então...sintetizando só pra não esquecer: 

Chupeta: Bebê chupa sim. Acalma. Me ajuda. E assim que ele estiver mais maduro, tiramos. Nunca atrapalhou amamentação nem alimentação. 

Sapatos: Eita...Eu acredito que bebês não precisam de sapatos. Agora, com um aninho completo e quase andante, é que Pedro está usando os primeiros sapatos. Quando era cotoco, vivia de meias. (E mamãe era criticada, claro). Ainda hoje, se estiver calor ele fica descalço. Acho que dá maior firmeza pra ficar de pé e arriscar os primeiros passinhos. 

TV: Filhote assiste desde pequeno. Pra entreter mesmo, enquanto eu preciso realizar alguma tarefa. Sozinha com a criança o dia todo é impossível não apelar para a TV. Eu só controlo o que ele assiste, claro. alguns canais infantis eu risquei da nossa programação. Invisto em DVDs, amo Palavra Cantada. Pedrão gosta também. Mas ama mesmo é Patati e Patatá. E contrariando o movimento, ele não liga a mínima para a tal Galinha Pintadinha. Despreza mesmo. 

Já ficou enorme...e eu vou ficar por aqui, senão não paro de falar. 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Tirando a poeira desse bloguinho!

Oi gentes!

Eu não sei se alguém percebeu, mas este blogue esteve fechado por várias semanas. Foi um quase suicídio virtual. Tranquei o blogue, excluí o Twitter, e repensei o Facebook. (Aliás, este último ainda está sendo repensado - leia-se: pensando em excluir "amizades" que nada contribuem).
Eu continuei sapeando pelos cantinhos amigos, mas fiquei meio recolhida. Posso dar vários motivos. Mas acho que o principal mesmo é que EU precisava me encontrar. Nessa viagem louca chamada vida muita coisa perdeu o sentido. Ou o sentido ficou escondido no fundo do baú. Seja como for, a vontade de desabafar aqui, de contar histórias e principalmente de registrar histórias pra que nunca mais esqueça foi mais forte. 
E além do mais, eu tenho uma vida abençoada, um filho lindo, não me falta nada, e crise de existência todo mundo vive mais cedo ou mais tarde. Então essa de virar tartaruga e se esconder no casco precisa acabar.
Estive pensando nesse espaço e acho que ele precisa voltar a ser multitemático como era antes da minha gravidez. Porque hoje eu sou mais do que uma grávida, ou uma mãe de primeira viagem. Já retomei várias coisas da vida sem filhos e pretendo retomar outras ainda. Mas CALÁRO que o assunto "filhos" ainda me domina e vai dominar por muito tempo. 
Mas no geral é isso. Estou de volta, tenho muitas coisas pra contar e registrar. E quem quiser ficar comigo, sinta-se em casa. A Sopa é e sempre foi nossa! 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Procura-se um bebê!

Procura-se um bebê. Atende pelo nome de Pedro Lucas. É calmo, alegre, feliz, companheiro. Dorme a noite toda no berço. Tira sonecas longas durante o dia. Um anjo de baby. Ah, claro, ele é banguela.
Sério gente! 
Porque eu acho que meu filhote foi abduzido durante meu sono. 
E deixaram um bebê ansioso por andar, com dor na boca por conta de umas presas que estão se anunciando. Uma criancinha que há uma semana abomina o berço. Só dorme na cama dos pais, e depois de muita luta. Chorão. Manhoso. Carente e necessitado de colo. Com uma crise alérgica de tirar o sono (dele e dos papais). Enfim. Fase difícil, seu endereço é na minha casa. 
A coisa tá tão feia que eu já ando reconsiderando a importância dos dentes no ser humano. Por que gentes? Podíamos viver de alface sei lá, e não precisar de dentes.
Paralelo a isso ele tá cada dia aprendendo coisas novas. Lindo de viver! Trabalhoso, porém lindo. Outro dia se aventurou na cozinha e esvaziou a gaveta de panos de prato. E eu? Ah...antes de tirá-lo de lá bati 3847595038 fotos pra sempre recordar! Rá! Porque a gente sofre...mas é feliz!!!!!!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

E a brisa soprou novamente.

E então hoje, e ontem a brisa soprou e levou pra longe a nuvem negra que morava em cima da minha cabeça. Dias nublados não me fazem bem. Me lembram as amarguras que já vivi. Lembram de tudo o que não deu certo. Traz de volta o gosto amargo de tantas derrotas que já encarei. Dias frios, chuvosos e nublados me dão uma nostalgia que não me faz bem. Me deixam murcha. Mas ontem e hoje o sol apareceu. E a brisa da leveza soprou em mim. Só por hoje que fique de lado todas as preocupações. Que hoje, e enquanto durar o veranico no meio do inverno eu possa respirar aliviada. E lembrar que sempre, sempre, depois do inverno vem a Primavera. Aquela prima distante que nos visita todo ano e colore tudo o que vê pela frente. Aquela que ano passado me trouxe o presente maior que eu poderia receber. E que depois da visita colorida da Primavera, vem o Verão. Com seus dias que não terminam nunca, sua luz sem par, seu calor inigualável. Enfim. Depois de toda a tempestade, vem a calmaria. Calmaria essa que eu anseio muito. Lá fora e aqui dentro.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Quando a experiência fala mais alto...

Estava Pedro Lucas sendo apresentado para a bisavó que ele ainda não conhecia. 
A velhinha toda trabalhada na emoção, olha pra ele e dispara:
- Já tá bem durinho né....tá andando no andador?
(Eu que sou contra o tal andador, mas permiti que bebê tivesse um, e fico controlando o quanto ele usa) respondo:
- Anda um pouquinho. 
Ai a bisa responde de pronto:
- Ihhh, cuidado hein...vai ficar com as pernas tortas...
(Eu em êxtase respondo pra todos os presentes...)
- Viu? Eu não disse que andador deixa o bebê parecendo o Garrincha? Eu disse....!!!!!!!


Ela, uma senhora do alto de seus 80 anos, não sabe ler nem escrever, foi criada na roça. Nunca chegou perto das novas teorias sobre como criar bebês. Mas sabe que o andador faz mal. (ok, use com moderação  e cuidado, que também não é uma máquina mortífera). Não é uma fofura isso? 
Essa sim é uma mulher de verdade. Teve 8 filhos. Destes, só o último foi no hospital. Outros todos em casa, sem doula, nem anestesia, sem médico, nem banheira. Só instinto. E não é porque é modinha parir em casa e contratar doula não. Pariu por necessidade. Porque assim tinha que ser. Sobreviveu (viu Fantástico? mulheres sobrevivem ao parto domiciliar) e agora contas histórias incríveis. Tipo ter que caminhar mais de 2 quilômetros com o bebê nos braços e uma sacola nas mãos, só pra chegar numa farmácia. Farmácia gente...porque médico mesmo, só se a coisa fosse séria.
Eu piro nessas histórias. Porque de verdade, eu adoro simplicidade e humildade! 
Um brinde à sabedoria das velhinhas porretas!!!!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Um roedor em ação!

Agora que os dentinhos saíram de vez acho que bebê merece subir um degrau. Chegou a hora dos pedaços. Neste momento ele rói deliciosamente um pedaço de maçã. Docinha e suculenta (eu sei porque comi uma metade...Rá!).
Eu confesso que meio paranoica que sou já tentei umas 3 vezes tirar o pedaço de fruta do moleque e lavar. Porque ele deixa cair em cima do edredon várias vezes. Mas ele não concorda muito em largar pra lavar não. Tá ali com a boquinha toda trabalhada na caquinha de maça. 
Lagriminhas de emoção por mais um marco de independência. Será o fim da maçã cozida e servida de colherzinha? Oh céus...
Sabe o que é mais fofo? Ele oferecer a fruta pra mamãe. E fica feliz quando eu finjo que tou mordendo também. 
Meu pequeno gênio crescendo...e na falta de assunto pra este blog, fica registrado o primeiro pedaço de maçã. 

(P.S - Sei que muita gente acha tarde - ele já tem 9 meses - mas eu considerei que não é necessário apressar o crescimento. Não permiti pedaços de nada enquanto não saísse os dentes. A pediatra apoiou e considerou correto.) 

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Em constante mudança...

Ter um bebê é esquecer o sentido da palavra rotina. Cada dia se torna uma chance de algo novo acontecer. E acontece numa velocidade impressionante. Se der uma piscadela mais longa é capaz de perder algo lindo, fofo e novo.
Aqui tem sido assim. O que era ontem não é mais hoje. E de certo não será o mesmo amanhã.
Eu tinha um bebê super comportado e bonzinho. Hoje tenho um macaquinho que pula sem parar. E sabe direitinho onde não quer ficar. O nenê calminho anda ansioso pra ganhar o mundo. Mas ainda não sabe nem engatinhar. Vai aos pulos, como pode. Se não consegue sozinho chora até conseguir ajuda. Antes ele dormia sozinho. Virava pro lado, abraçava o travesseiro e dormia. Agora precisa do colo da mamãe pra dormir. O mais estranho é que com o papai ele ainda dorme na cama. Mas comigo é só no colo. Não posso dizer que não gosto. Quando ele quer algo que só EU posso dar eu me sinto A mãe.
E falando em dormir, agora ele descobriu o prazer de dormir de bruços. Vira-se a noite toda pra lá e pra cá e termina de bruços. Até alguns dias atrás ainda dormia de cabecinha pra cima e viradinha pro lado.
O bebê super saudável já teve doentinho duas vezes depois dos 6 meses. Chatice - a gente se vê por aqui!
Ele fala uma língua bebezística que é a maior fofura. AMA o Quintal da Cultura, Sid o Cientista e a abertura da novela que fala "oi oi oi" rs! E já aprendeu que música se dança. Basta ouvir música pra começar a se remexer. Seus olhinhos atentos observam o mundo sempre como se fosse a primeira vez. De certa forma deve ser mesmo. A cada dia a percepção do que está ao redor se aprimora e ele descobre novos detalhes. Então todo dia é uma primeira vez. 
E se é pra ganhar o mundo, ele resolveu começar pelo rack da sala. Já rasgou gibis, amassou capa de livro, estragou a lembrança do nascimento do primo dele e tentou um ataque terrorista no Wii do pai dele. Abortei a missão antes que ele a completasse com sucesso. Mas algo me diz que ele não desistiu. Ah, e já desmontou o mouse também. 
São tantos os detalhes que eu não queria esquecer que podia passar o dia escrevendo. Só pra um dia poder reler e se emocionar novamente. 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Dias das mães por aqui também....

E então esse é o primeiro dia das mamys que de fato eu sou realmente "mãe". Ano passado a cria tava guardada na pança. Daí comecei a pensar no que dizer sobre. Refletindo sobre o que a maternidade fez por mim fiz descobertas digamos, interessantes.
Eu adoraria dizer que a maternidade me fez uma pessoa melhor. Mas é mentira. Não fez! Até pensava eu comigo mesma que sim, quando o bebê chegasse eu me tornaria mais doce, mais humana, mais feliz, mais realizada, mais calma, mais magra, mais equilibrada. Mais um montão de coisas. Só que não rolou.
Ah mãe....tira isso vai!!!!!
Eu me tornei a mesma só que mais bitolada. Entendeu? O único sentimento novo é o amor supremo pelo baby. (ok. Só esse amor já me trouxe umas milhares de nuances diferentes pra vida, mas mesmo assim tudo se resume a amor puro!). O resto continua igual. Vai entender. Eu conheço gente que melhorou após o filho. Talvez tenha melhorado perante os meus olhos, vai saber.
Outra coisa que descobri é que acabamos ficando mais parecidas com nossas mães. A gente passa a vida querendo provar que é um ser a parte da família, que pensa e age conforme você acha certo e tals. Mas lá no fundo, bem escondido está uma coisa chamada criação. Você foi criada segundo alguns costumes e hábitos dentro de casa. Cresce vendo exemplos de sua mãe. Mesmo achando que sua teoria materna é mais moderna e embasada nos melhores teóricos um dia você se percebe fazendo exatamente como sua mãe. Fato.
Outra coisa é que maternar muda sua visão do mundo. De repente tudo pode esperar menos o baby. (Como o uniforme de trabalho do marido que não foi lavado e o coitado tem que usar a roupa já usada na semana anterior!). Mudam-se as prioridades. A escova no cabelo pode esperar. Por alguns meses depois do nascimento do bebê a gente tira o pijama se der. Se não, fica de pijama pela casa. 
Enfim....maternar é estar em constante aprendizagem. É pagar a língua. É rever conceitos. 
Tudo isso só pra dizer que eu sou muito feliz em ser mamãe de primeira viagem. E também muito feliz em ter uma mãe. Em ser filha e em ser mãe. Tudo ao mesmo tempo. Porque a vida segue um curso e agora eu sou tudo ao mesmo tempo. 
E aqui deixo registrado os meus parabéns a todas as mulheres que são mães. Essas criaturas escolhidas por Deus especialmente para cuidar de nós filhos. 
Que nossas forças sejam renovadas diariamente. Que os sorrisos dos pimpolhos sejam suficientes para nos encorajar e estar sempre fortes e dispertas! E se não por algum motivo não houver sorrisos que nosso amor baste pra suportarmos tudo! 
Um beijo atrasado, mas de coração!!!