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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Retrô desta que vos escreve....

Em Janeiro um positivo! Bem nos primeiros dias do ano....Uma ida a farmácia, uma vergonha pra comprar o "teste de farmácia", um xixi no palito, e zás! Grávida!!!!!!
Janeiro

Em Fevereiro, enjoos. Mais enjoos. Vômitos. Mais vômitos! Um mundo que girava fora de órbita desde meu levantar da cama! Gente o que era aquilo?
Fevereiro

Em Março, bem no carnaval, um dia pra descontrair entre os irmãos das igrejas do nosso ministério. Eu certa de que todo mundo ia notar meu barrigão...Doce ilusão!!! O barrigão não tinha dado as caras, e quase ninguém reparou na "barriga". Só mesmo quem sabia!!!
Março

Em Abril, Páscoa e adivinha? Bebê deu a primeira mexidinha que podia ser sentida por quem colocava a mão na barriga. Papai foi o primeirão a sentir.

Abril
Maio veio, e com ele meu primeiro presente do dia das mães, níver do papai como papai!! E primeiro níver do primo Biscoitinho. Eu, com uma barriga linda de viver!!! Óinnnnn!!! Viva o segundo trimestre!!!!

Maio


Junho trouxe um susto. Um tombo na escada. Nada grave, uns hematomas, uma ida ao P.S e um machucado que virou calombinho na perna que até hoje não sarou! Mas graças a essa batida na perna consegui não desabar de barriga no chão!! Então tá!!
Junho

Julho veio e trouxe o começo do terceiro trimestre, os inchaços e alguns desconfortos mais. O enxoval crescia a cada dia. Uma viagem de fim de semana marcou o início do fim da gestação. Eram 30 semanas. Nossa última viagem de casal. Andei tanto, fiz tanta caminhada, que fiquei com medo de parir ali no meio do mato mesmo. Também teve o chá de bebê, que foi muito divertido e bebezico ganhou coisas lindas e úteis.
Julho

Agosto trouxe um afastamento do trabalho, mamãe já pesada e ansiosa. Ficar em casa era um pouco pior pra ansiedade, mas com certeza me fez um bem enorme pro corpo. Descansar era preciso. E bebê remexia tanto, que eu tinha certeza que ele dançava o samba do crioulo doido em nível master!
Agosto








Em Setembro veio a Primavera e com ela chegou meu amor maior. Nasceu meu filhote. Lindo, forte, saudável, bochechudo e encheu nossas vidas de sol!
Setembro

10 Setembro 2011

Outubro como era de se esperar eu mal vi passar. Eram tantas emoções, tanto cansaço, tantas descobertas que ficou difícil ver os dias passando. E ainda teve mudança e casa nova bem nos últimos dias de outubro.
Outubro







Novembro mamãe aqui aniversariou. E as coisas começaram a voltar aos eixos. Novas rotinas, ainda que muito doidas foram estabelecidas. O sono do bebê melhorou, a choradeira da mamãe diminuiu, enfim...calmaria!!

Novembro

Dezembro chegou! Loucura de final de ano já tradicional, bebê crescendo forte e saudável! A vida seguindo e entrando nos trilhos, e aqui estamos nós! Prontos pra mais um ano cheio de vitórias! 
Lutas temos todos os dias. Dificuldades também! Fazemos escolhas, erramos e acertamos. Choramos. Enfiamos os pés pelas mãos, mas tudo faz parte da vida!!! Neste ano, vivi a gravidez de ponta a pavio. Quase nada foi feito que não envolvesse minha gestação. E eu fiquei muito feliz de ter sido assim! 

Dezembro

E para você que esteve o ano todo aqui comigo, ou pra você que chegou agora, eu desejo um 2012 super abençoado! Que seja feliz todos os dias, que as dificuldades batam em retirada de suas vidas e dê lugar a um mundo de felicidade!!! E claro, que continuemos juntos!!!! 

FELIZ ANO DE 2012 !!!!!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Vontade do passado...

Amanheceu chovendo. Nuvens escuras e carregadas, que devem permanecer o dia todo.
Me deu vontade de voltar a ter 8 ou 9 anos. Mamãe se compadecia da filhota e permitia que não fosse para a escola.
Enrolada na  coberta, sentava no sofá sonolenta. Xuxa me convidava para assistir ao "xou".
Mamãe servia leite com Nescau. E miolos de pão com manteíga. Tal qual eu gostava. Ela já tinha comido a casca e guardado os miolos que eu tanto apreciava.
De preguiça no sofá, ficava...sem hora pra levantar.
Tempo bom!
Hoje não foi assim. Relógio despertou. Preguiça bateu. Virei pro lado e lembrei de Mamily e da Xuxa. Mas na minha louca imaginação, vi também o chefe me esperando. Perdi o sono. Achei melhor levantar.
E aqui estou.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Esperançando e Sonhando !

Um dia a esperança levantou cedo, vestiu seu melhor vestido, perfumou-se como há muito não fazia. Sorrateira, foi até a cama e acordou o sonho mais lindo e brilhante que lá repousava.
Baixinho, cochichou em seu ouvido : Ei, Sonho Dourado!! acorde! É hoje o dia que você deixará de ser somente sonho. Vais florescer e virar uma doce realidade!


E você? crê assim?

terça-feira, 3 de agosto de 2010

De menina...a mulher !!!

A Pam, menina mulher muito bacaninha está com uma promoção de níver do blog dela. Pediu participação das amigas, e a minha tá aí em baixo!!! Não conhece o bloguito dela? Vai lá, vale a pena.

Pra você Pam, minha participação:  !!!! (Perdoe se ficou meio piegas...eu ando meio boba ultimamente)

De menina muitas recordações aquecem minha alma...uma porém parece ser a mais doce que me lembro agora...o cuidado e o carinho da senhora vovó. Se fechar os olhos e imaginar posso sentir o cheiro do arroz com feijão e bife acebolado que ela fazia. E notem que o único bife acebolado que eu como é o dela. De modo que nem hoje e nem nunca mais vou comer. Ela não está mais aqui.
Quando dormia em sua casa, ela arrumava a caminha mais fofa e aconchegante que podia no sofá da sala. Mantinha o abajour acesso a noite toda, pois eu tinha medo do escuro. E deixava a porta do quarto dela aberta, para que pudesse me ver a noite. a penumbra daquela sala tão silenciosa, o peso do cobertor em cima de mim, tudo volta a ser real se eu parar para pensar nisso agora. Sua estante com portas mágicas que eu abria para mexer quando estava entendiada, os discos de vinil que titios ainda solteiros mantinham lá, tudo é tão mágico que só essa lembrança me assola agora.
De mulher, o que posso achar mais fantástico? Talvez a capacidade de me reconhecer hoje, melhor que 10 anos atrás. Hoje sei me arrumar melhor, sei me maquiar melhor, sei quando chego aos meus limites, já me permito chorar (as vezes - não muito). Hoje, tenho muito mais domínio do que quero e do que preciso. Sei ser mais seletiva e por incrível que pareça, mais amorosa. Deixei pra trás a couraça de adolescente durona e mal-humorada. Sei ser forte e racional, mas também sei me derreter em bobagens. O barato de ser mulher, é isso. Não preciso mais impressionar ninguém. Tenho confiança suficiente pra cortar os cabelos sem me importar se vão gostar ou não (maridos não inclusos nesta afirmação - opinião de marido sempre conta). Tenho confiança pra podar amizades que não me fazem bem. Mesmo que doa. Se for melhor pra mim, eu podo!
Enfim...ser mulher é fascinante...quando se aprende a olhar pra dentro de nós mesmas!!!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Todo o Amor que (não) cabe em mim!

Muitas ideias me passam pela cabeça quando me sento para escrever. Mas nada é o que quero transmitir de verdade. Há dias em queo tempo parece passar de uma forma diferente do que marca o relógio. Há dias em que o sol não parece tão brilhante como antes. Há dias em que o amor fere mais do que aquece. "Ah, ela está louca. Amor não fere!!! "  - dirá os mais sentimentais.
Sim meus caros, amor também fere. Sabe quando? Quando ele se torna tão grande que não cabe dentro de você. Ele te arranha por dentro, te incomoda. Você vira-se de lado e lá está a ponta afiada do amor te cutucando e gritando: "Ei...sou maior do que você!!!!"
Ele está tão grande e independente que você não sabe mais onde colocar. E tenta colocar pra fora, quem sabe ajuda. Em forma de cuidado, de carinho, de bem querer, e em forma de preocupação. Porque preocupar-se também é amar ora bolas. Você se aflige porque ama. E talvez ame mais algo ou alguém do que ame a si mesmo.
E aí surge outro impasse. Convencer seu objeto de amor que a sua preocupação é válida, que vai lhe fazer bem, que ele precisa te ouvir. Alvos do amor costumam se achar inatingíveis. E como se dirigir ao inatingível? Como se fazer ouvir? Como faze-lo ver que o você tem a oferecer?
Ah amor....coisinha que amarra o coração pra sempre. Que o aperta, latejando sem parar. Lateja pela dor, e pela alegria, lateja pela ausência e pela presença. Lateja pelo simples medo de o perder.
Seria clichê dizer que meu coração de tanto amar, não bate, apanha!!! Mas, o que é maior clichê que o amor em si????
Vivo amando. Sim. Vivo um grande clichê!!!!


P.S - Cadê o humor e a leveza que habitam essa Sopa? Não sei. Se alguém souber, informe!!! Rá!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Meus contos!!

"Já passava da meia noite e Crisovaldo rolava na cama. O cachorro do vizinho latia sem descanso e o pobre homem ficava cada vez mais nervoso.
Levantou por volta de 04:30 da madrugada e foi ao trabalho como todos os dias. Já acordara cansado. Mas naquela manhã tinha uma ideia na cabeça. O chacoalhar do trem somado a multidão que se aglomerava dentro do vagão faziam Crisovaldo pensar de forma mais cruel.
Trabalhou o dia todo com a ideia na cabeça. No final do expediente passou em uma padaria. Comprou um lindo frango assado.
E arrematou também numa lojinha logo ao lado uma porção generosa de chumbinho.
Já em casa, recheou o prato com o chumbinho. E deu um basta naquele sofrimento.
Comeu todo o frango e foi se deitar. Naquela noite, nenhum latido sequer foi ouvido."

sexta-feira, 11 de junho de 2010

As Copas da minha vida


Eu gosto de Copa do Mundo. Acho a energia em torno do evento legal. A primeira Copa que me lembro de fato ter acompanhado é a de 94. Eu contava 13 anos na época. Lembro de ter assistido a final na casa de um tio, e o filho dele, meu priminho tinha nascido a poucos meses. Era um problema torcer e tomar cuidado de não acordar o bebê no quarto. Mas acho que na hora de gritar "É Tetra" ele deve ter acordado.
Já em 98 estávamos em um momento delicado. Havia perdido minha avó no fim de maio, e a final da Copa de 98 foi a primeira festinha de família que fizemos, posto que era bem no dia de aniversário de minha irmã. Havia alegria por ela, decepção pelo fiasco que foi aquela final e um certo vazio, uma falta no meio de nós e a família ainda não se sentia a vontade pra fazer festa. Mas mesmo assim levamos a diante e teve bolo, churrasco, parabéns, camisas do Brasil para torcida e tudo mais.
Em 2002 eu estava em um pique meio diferente da vida. Eu tinha vários compromissos, estudava, trabalhava, tinha amigos, viajava e pra falar a verdade, os horários dos jogos não me ajudavam. Porque eu gosto de Copa, mas gosto mais de dormir. Então não me lembro muito bem dos acontecimentos de 2002. Acho que vi Cafu levantar a taça nos programas de esporte. Ah sim, lembro de um fato único. Assisti um jogo do Brasil na cozinha do meu serviço logo de manhã. Todo mundo reunido em círculo e uma bacia de pipoca no centro. Em dado momento eu me empolguei com a jogada e "chutei" a bola imaginária que fica no meu pé. Acertei a bacia de pipoca e fiz uma verdadeira chuva de sal e pipoca na cabeça de todo mundo!
Em 2006 eu já namorava o maridex e o jogo em que o Brasil foi desclassificado assitimos na casa dele. Colocamos um colchão na sala, estava frio e ali ficamos. Assisti o primeiro tempo super torcendo mas nos 45 restantes desanimei. Virei pro lado e dormi. Quando acordei e vi que não tinha mais jeito, fiquei ultra decepcionada. Lembro de marido virando e perguntando: - Você ficou triste de verdade?
Depois me levou pra dar uma volta no shopping. (Ele sabe que isso sempre me acalma. Rá!).
No geral eu gosto de acompanhar, não tenho mais o pique de quando era adolescente mas ainda gosto. Em casa marido e eu amamos ouvir a pronúncia exdrúxula do poliglota locutor Galvão Bueno. Ele é muito engraçado e sempre se empolga com o nome dos jogadores. É metido a saber as pronúncias e sotaques do mundo inteiro. Eu "sidivirto" com isso. Ah, e tem mais, eu também adoro ficar cochilando quando o jogo está chato.
E vocês? Gostam? Acompanham? ou acham muito "maria-machinho" acompanhar jogo de futebol?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Este blog é um docinho !

Este selinho eu ganhei da Pam!  Obrigada viu Pam...muito criativo e eu suspirei com seu momento feliz!!
A regra é simples : Contar a todos um lindo momento da minha vida...

"Era uma tarde de sábado em 2006. Namorado chegou em casa e conversamos sobre futuro. Decidimos casar. Simples assim. Já não havia mais motivos pra esperar. E num outro sábado, este em 2007 realizamos nosso sonho.
Tudo muito simples, cerimônia para poucos convidados na igreja em que congregamos mesmo. Sem pompas e nem circunstâncias, que é mais a nossa cara.
Eu, a primeira noiva que chegou na igreja antes do noivo. Sim, ele atrasou. Mas o motivo foi nobre, posso garantir. Fiquei dando voltinhas pelo bairro até o noivo aparecer. Mesmo assim eu estava estranhamente calma.
Nosso casamento foi o primeiro celebrado pelo nosso pastor. Seria normal se ele não fosse o pai do noivo. Emoção dobrada, mas todos elogiaram muito. 
Foi uma cerimônia simples, mas muito bonita. Era o início dos nossos sonhos. Na verdade, naquele dia só queriamos a benção de Deus pra nossa união. O casamento de verdade, começaria quando saíssemos da igreja. Esse sempre foi nosso pensamento. E assim foi. 
Não fizemos festa. No fim, cada um comemorou como quis. Minha família foi jantar numa churrascaria, a família do noivo recebeu parentes do interior, alguns padrinhos foram jantar juntos também. E nós, agora casados fomos pra nossa casinha, e pasmem, mortos de fome fomos cozinhar!
No dia seguinte partimos pra lua de mel, que foi hilária. Eu nunca vi um casal tão atrapalhado na vida. Mas enfim, éramos um casal de verdade, como tanto desejamos.
As fotos do casório mesmo eu fico devendo, pois imagina que não levamos câmera digital pra igreja? Simplesmente ninguém lembrou disso. Até rolou fotos de celular, mas confesso que nunca as vi. E para escanear o álbum eu tenho que desmantelar o coitado todo...tenho dó.
Eu sei que não é a ideia de casamento perfeito que a maioria tem, mas posso dizer que tudo foi feito com muito amor, e por decisão nossa foi simples assim. Nós mesmo confeccionamos os convites, convidamos padrinhos apenas por consideração, não exigi vestimenta padrão pra ninguém, a igreja era pequena, porem acolhedora. Enfim...casamos! e recasamos todos os dias juntos."
Eu tenho uma foto aqui que pode ilustrar onde tudo isso começou...

Esta foto nós tiramos no dia em que comprei a primeira peça do meu enxoval, era agosto de 2006. Pelo tamanho dá pra ver que é um edredom? Rá!
 E eu gostaria de conhecer um momento especial de:
Mari - Meu cantinho de sonhar
Dany - Quartinho da Dany
Van - Meu mundo fantástico

Pode ser meninas???

quarta-feira, 31 de março de 2010

O conto ! Último capítulo !!

Meus queridos, aí está o Gran-Finale !! Rá!
Obrigada aos que embarcaram na minha loucura e acompanharam o conto. Já reparou que ele não tem nome? Aceito sugestões, agora que vocês já vão conhecer o fim da história!!

De início Joana só esperou, mas como a menina não aparecia, resolveu voltar ao casebre onde Marizé morava e ver o que estava acontecendo.
Foi recebida pelo padrasto da menina, que arisco e grosso disse que Marizé estava ocupada, que não podia perder tempo com essas besteiras de escola. Joana saiu de lá profundamente triste e preocupada. Havia algo estranho naquele gesto.
O tempo passou e Joana continuou suas aulas, sentindo diariamente a falta da aluna e amiga que achou em Marizé. Muitas vezes tentou “assuntar” com as outras crianças e com os funcionários da fazenda, mas ninguém parecia disposto a falar. A patroa aconselhou que a professora se mantivesse longe “dessa gente”. Palavras que Joana considerou duras e desnecessárias. Aquela gente fazia a fazenda funcionar e a fortuna do marido da patroa aumentar.
Um dia, já era alta madrugada e Joana escutou um barulho em sua janela. Abriu para verificar, pareciam pequenas pedrinhas batendo na madeira. Deu de cara com a mãe de Marizé, aflita e sem jeito:
- Professora, Marizé quer lhe falar...a senhora precisa ir na minha casa...por favor!!
- Mas senhora, o que está acontecendo?
- Vamos moça, vamos comigo, rápido...é caso de vida ou morte!
Joana resolveu questionar depois e saiu apressada, rumo ao casebre onde Marizé morava.
Chegando lá, deu de cara com uma cena que jamais imaginaria: Marizé uma menina ainda, acabara de dar a luz. O bebê enroladinho em panos rotos ao lado da menina, fraca e cansada.
- Marizé! A professora está aqui. – disse a mãe chegando perto da garota
- Professora, a senhora veio. Olha, tive um bebê...eu preciso lhe pedir uma coisa..
- Marizé, descanse – a professora mal conseguia falar tamanho o nervosismo.
- Leve a criança. Pra longe. Pra sua terra.. Fique com ela, faça isso professora...não posso ficar com ela..meu padrasto...por favor... – Marize não tinha mais forças.
Então a mãe da menina terminou a história: O marido, padrasto de Marizé a engravidou. Homem violento, não queria a criança ali, e nem que ninguém na fazenda soubesse do ocorrido. Então a única chance para o pobre bebê era ser levado dali.
Joana atordoada com tantas informações foi avisada que tinha pouco tempo para pensar. Logo o homem estaria de volta e saberia do parto.
- Se você levar a criança, vamos dizer que nasceu morto. – disse a mulher!
Como num estalo, Joana olhou para o bebê e tudo fez sentido. Sua fuga, o caminho inverso, da cidade para o sertão. A força que a induzia a largar São Paulo. A amizade com Marize. Tudo se encaixou. Estava ali para isso. Para salvar a pequena criança, e para realizar seu sonho de ser mãe!
Rapidamente, pegou a criança, despediu-se de Marize e saiu. Tinha pouco tempo para arrumar suas coisas, deixar um bilhete para a patroa e voltar para sua vida. Que agora teria sentido. Era mãe!



segunda-feira, 29 de março de 2010

O conto - capítulo 2

....
"Joana começou a dar suas aulas, estranhou desde a lousa até os alunos. A receptividade deles era ótima. Mas ela ficava se perguntando para onde iam todas aquelas crianças. Aproveitariam o pouco estudo recebido? A moça tinha dó na verdade, pois achava que seus alunos teriam um futuro pouco promissor.
- Bom, meus alunos da cidade tinham mais recursos e, no entanto poucos me pareciam promissores também. Porque estou com pena desses? - pensou Joana numa das muitas noites de insônia que tinha.
E ali continuou a professora, dando suas aulas e conhecendo melhor seus alunos. Via cada um agora como uma vidinha particular, embora todos fossem tão parecidos. Tinha adquirido um carinho especial por Marizé. Mais velha do que a média da turma, com muito custo freqüentava as aulas. Dizia-se a bocas pequenas que a mãe e o padrasto não a deixavam sair de casa. Mas Joana não se deu por vencida e foi até o pobre casebre convencer a mãe da menina.
Marizé tinha muitas dificuldades em acompanhar a turma, e seu olhar tinha sempre um brilho triste. Quando passou a confiar na professora, perguntava-lhe coisas sobre a cidade grande, e confidenciou que seu sonho era morar lá.
- É professora, lá onde as casas são beeem altas assim ó – mostrava com a mão o tamanho que a imaginação lhe permitia.
Joana e Marizé tornaram-se então amigas. Uma sendo o bálsamo da outra. A professora lhe contava histórias sobre São Paulo, e os olhinhos da garota brilhavam. Seu sonho de viver na cidade grande só aumentava.
Marizé não entendia porque a professora trocara a cidade pelo sertão. E por mais que tentasse, Joana não conseguia explicar isso para a garota.
- Simplesmente um dia acordei e decidi que meu lugar não era lá. E que eu tinha que estar aqui. Lembrei-me das poucas vezes que estive aqui quando criança, e algo dentro de mim dizia que era aqui eu devia estar.
- Uma voz? Acho que a professora ficou louca, isso sim. Ouvir uma voz que te faz morar no meio do nada...
As duas riam. No fundo talvez Marizé tivesse razão. Era loucura passar por toda aquela privação, falta de recursos, pouco salário e nenhuma perspectiva. Mas Joana não conseguia fazer diferente. Não naquele momento.
Alguns dias após essa conversa, Marizé começou a faltar às aulas."

                                                            Continua....(que tal mais uns 200 capítulos? brincadeira...rs..)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Mais um conto da pseudo escritora !

"- É aqui moça. Chegamos.
Joana desceu do taxi e olhou em volta. Quase nada a se ver. Algumas casinhas, umas poucas e magras vacas pastando, um laguinho que mais lembrava uma poça. Respirou fundo abrindo a porteira. Contava que alguém já estivesse aguardando sua chegada. Ao ver um homem ali junto das vacas foi pedir uma informação.
- É só seguir em frente. É aquela casa grande e amarela.
Quando chegou a casa, foi recebida pelo capataz, que a levou até a patroa. Joana custava a crer na decisão que havia tomado. Mas agora, estava feito.
- Mas bons ventos o tragam Joana! Esperava por você ansiosa. Venha, vou lhe mostrar a fazenda, a escola, e claro, seu quarto. Ou está cansada demais? Quer fazer isso depois?
- Não senhora, vamos já. Conheço primeiro e descanso depois.
Joana era professora primária. Lecionou em São Paulo por vários anos. Essa era sua paixão. Mas nos últimos tempos, estava cansada de tudo o que a cercava. Escola com alunos desinteressados, colegas de profissão mais desinteressados ainda, a mesmice de sempre, a progressão continuada que aprovava crianças que não estavam aptas, uma série de fatores a estavam perturbando. E claro, sua vida pessoal não estava ajudando. Oito anos se dedicando ao marido e ao casamento, que afundava a cada tentativa frustrada de ter um filho. Um dia, Joana acordou e pensou que ali não era mais o seu lugar. Usou os contatos que tinha lá na cidade nordestina de onde há muito tempo seus pais saíram para fazer a vida. E de repente, não mais do que isso, estava lá. Com as malas na mão, sendo contratada como professora na escola rural de uma fazenda de café. Fazia o movimento contrário de seus pais em outrora. Sentia-se livre. Porém um pouco amedrontada. O marido não fez objeção a sua partida. Talvez até tivesse ficado aliviado. A escola, seus alunos? Com certeza já a tinham substituído.
Joana pensava que tinha muito pouco nessa vida e que era preciso arriscar. Cansada da vida corrida e infeliz, deixou tudo para trás.
- Então...isso é tudo Joana. Seu quarto é pequeno mas bem arejado. Colocamos um ventilador para o caso de você estranhar o calor.
- Obrigada Dona Selma, o quarto é ótimo.
- Você gostaria de ligar para São Paulo, avisar de sua chegada?
- São Paulo? Não senhora...não é necessário. Como sabe, meus pais já se foram há alguns anos. Não tenho mais ninguém pra avisar.
- Então vou deixar você descansar. E vá comer alguma coisa. Deve estar faminta.
- Ah, sim, claro..obrigada!"

                                                                                                 Continua...... (se você estiver disposto a acompanhar meus delírios claro...)

terça-feira, 9 de março de 2010

Vencedora do concurso "Contos de Verão" !!!

Saiu o resultado do concurso promovido pela Vanessa do "Meu mundo fantástico". Euzinha, junto com a Mandy do "Alicerçada" empatamos em primeiro lugar !!! Ganhamos um selinho lindo de presente, e o orgulho claro, da galerinha ter gostado de nossos textos.
Valeu Van, obrigada! 
Olha aí Mandy...ganhamos com histórias parecidas (trapalhadas de mulher na praia!!!!)
Segue abaixo o meu conto, quem não leu, "faizfavor", lê agora !!! 

LEMBRANÇAS DE VERÃO

Vivi e Tetê estavam sentadas em suas cadeiras de balanço, lutando contra o soninho gostoso após o almoço, tricô teimando em dar errado nas mãos.
Vivi era grande, muito maior do que Tetê. Cabelos esbranquiçados com um pouco de tinta loira que sobrara da última sessão de beleza. Tetê menorzinha, aparência mais frágil, longos cabelos presos, como ela sempre gostava de usar no calor. Velhinhas, foram amigas de uma vida. Conheciam-se desde os tempos do colegial, ou segundo grau. E depois de tudo que a vida lhes reservou, estavam ali, juntas novamente.
O sol e o calor que fazia ali, a dois passos da varanda coberta por uma sombra gostosa fez Vivi relembrar um passado distante, mas muito querido.

- Tetê, este verão quente não te faz lembrar tudo o que vivemos? Lembra como gostávamos dessa época?

- É Vivi, bons tempos aqueles não é...quantos verões nós aprontamos das nossas hein...
Envolvidas na esfera de nostalgia que à tarde de verão lhes dava, embarcaram nas lembranças.
Gostavam de acampar. A primeira vez que fizeram isso foi decidida num repente. Arrumaram barraca, mapas e mochilas e lá se foram. Quase botaram fogo no acampamento.

- Lembra Vivi, eu sentindo o cheiro de queimado, e você olhando a lâmpada grudada no colchonete verde?

- Você já contou pra sua prima que a gente queimou o colchonete dela Tetê?

- Hahaha...claro que não...acho que ela não se importa mais...hahahaha..- .Tetê tinha seus segredos!

Quando jovens, Vivi e Tetê eram moças bonitas e espertas, depois da primeira vez, muitas outras vieram, a doce sensação da barraca própria, que elas se orgulhavam de montar com habilidade. Lembraram sorrindo do truque do chinelinho rosa na porta da barraca, dos tapetinhos que elas sempre colocavam pra limpar os pés antes de entrar.

Um dia, na inocência, deram o “show da lanterna”, quando a noite, trocaram de roupa dentro da barraca com a lanterna acesa. Quem estava de fora pode ver as sombras claramente...foi o que disse um vizinho de barraca, no dia seguinte, rindo muito.

- Vivi, será que alguém ainda se interessaria pelo show da lanterna hoje?

- hahahaha....difícil hein Tetê, quantos anos já tem isso? 50?

Naqueles verões elas viveram intensamente. Comeram muito pão de forma com atum, dançaram, queimaram no sol, andaram de bicicleta, ouviram muito Legião Urbana, viram o sol nascer, levaram milhares de picadas de pernilongo, viram a barraca se encharcar de água nas chuvas de verão...mas nada tirava o prazer daquilo que elas gostavam de fazer.

- E quanta gente nós conhecemos? Lembra? – disse Vivi, claramente emocionada.

- Mulher...quanta gente não é??? Cada um mais maluco que o outro. Mas eram todos gente boa, graças a Deus. Nunca encontramos nenhum psicopata assassino...hahahaha.- Tetê sempre fora mais medrosa, Vivi fazia primeiro e pensava depois.

As pessoas que conheceram vinham de vários lugares deste Brasil, e todos iam atrás de belas paisagens, alguns mergulhos em águas claras e claro, diversão. As meninas perderam as contas de quantas partidas de dominó disputaram e perderam, porque não sabiam contar as peças do jogo.

Em suas andanças, as moças descobriram que certos lugares eram mais família, outros mais loucura. E aos poucos escolheram seu lugar ideal. Ilha Bela. A maior parte de suas aventuras viveram naquela região. Como no dia em que foram até a praia do Curral, distante 2Km de onde elas estavam. Foram a pé, de biquíni e sem um centavo para um copo de água e com os termômetros passando dos 32º fácil... Tetê até hoje não sabe onde arrumou forças pra voltar. Vivi dormiu uns 30 minutos na areia pra se recompor antes da volta.

- Você ficou vermelha demais – disse Vivi, rindo tanto que uma lagriminha escorreu de seus olhos.

- Juro Vivi, pensei que não ia agüentar voltar. Hahaha...lembrei-me do que senti como se fosse hoje – Tetê também se emocionou...porque naquele fim de ano, tudo foi demais. Ela se lembrou de como ficou zangada porque Vivi arrumou um paquera e a deixou de lado, bem na virada do ano.

- Ah, vai Tetê, eu fiquei com você o tempo todo...não lembra disso?

- Você me levou de vela isso sim...me lembro de sentar numa pedra e ver você trocando beijinhos com o fulano. Quem era mesmo?

- Ih, menina....não lembro não...tem coisas que é melhor esquecer...hahahahaha...

Então no meio das lembranças, uma voz estranha : - E então meninas? Estão se divertindo? Hora de se recolher, já chega de tricô na varanda por hoje.

Era a enfermeira, que vinha interromper as doces lembranças das velhinhas. Mas apenas interromper, porque a emoção de viver tudo aquilo, a alegria de poder lembrar e relembrar juntas, ah, isso ninguém poderia tirar delas.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Marcha à ré da confusão !

A menina havia crescido e queria ser independente. Já contava 20 anos e estava motorizada com um possante Fusca branco, buzina do fiu-fiu, motor 1300 de kombi e tudo mais.

Foi aí que numa tarde de sábado resolveu ir ao shopping encontrar com as amigas. Tirava o carro da garagem inocentemente quando em razão de um outro carro parado na rua teve que acionar a marcha à ré. Olhou para a esquina e ali havia um bar. Alguns rapazes estavam na porta jogando conversa fora e perceberam a movimentação de tirar o carro da menina e começaram a observar. Ela, insegura ainda só sabia andar pra frente ficou tímida e tentou fazer a manobra o mais rápido possível. Olhou pelo retrovisor interno, engatou e acelerou.
- Pou !
Ouviu o barulho e parou. Havia “encostado” no portão da vizinha. Mas foi uma batidinha leve. Engatou a primeira e saiu, vermelha feito um pimentão.
Já no shopping, olhou o para-choque e ele estava inteiro. Nem um arranhão. Ficou mais tranqüila e ligou para casa. Sua irmã atendeu:

- Sua louca, onde você está? Você viu que bateu no portão da Maria?

- Calma Izi, nem arranhou o carro.

- Calma? Você viu o portão da mulher? Ta um amassadão e o genro dela tava na janela e anotou sua placa. Ele ia chamar a polícia. Só que a vizinha fifi da esquina também te viu, aí falou pra não chamar não, que o carro era seu. Sua doida.

- Sério ? Quando chegar eu vou lá. Eu pago o conserto.

- Acho bom mesmo. A mãe morreu de vergonha! Teve que ir lá te defender. Foi a maior confusão.

Depois disso, ela voltou, foi se desculpar, e claro pagou o conserto do estrago no portão. E passou um mês desfilando de óculos escuro na vizinhança, porque a vergonha lhe impedia de mostrar a cara. Mas não desistiu de ser independente. Ah, isso nem que o portão tivesse caído. Coisas piores viriam. Rá!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A tarefa de geografia

"Numa infância distante, mas ainda fresca na memória, aconteceu um evento curioso.
Uma garotinha CDF estudiosa recebe da professora de geografia da 5º série a tarefa de desenhar seu trajeto de casa até a escola.
A menina que a pouco tinha se mudado para um bairro mais distante agora pegava ônibus para chegar à escola.
Mas isso não a abalou. Munida de papel, lápis, borracha e régua ela sentou-se e produziu seu mapa com afinco, usando uma escala de centímetros que seu cérebro CDF esperto julgava ser apropriada.  Rua com 1cm de largura, avenida com 1,5 cm...até uma pequena viela a menina desenhou com 0,5 cm. Ao final da tarefa ela estava orgulhosa do seu mapa.
Qual não foi sua surpresa quando no dia da entrega do mapa a professora olhou com desdem e perguntou quem havia desenhado, seu pai ou irmão. A menina que já possuia conhecimento de seus direitos e deveres e sim, já sabia se defender sozinha fez um verdadeiro escândalo. Ofendida até a morte pela acusação argumentou, informou que afirmar sem provas não era certo, e queria saber de toda maneira porque ela não poderia ter desenhado seu mapa, se ela não deveria se dedicar em seus trabalhos.
A professora então, acabou acuada e sem argumentos, arrependida do que havia falado. Pediu desculpas pelo ocorrido para toda a sala ouvir, que a esta hora todos estavam observando e adorando a confusão.
Fato superado? Sim, claro. Desde que ninguém suspeite da menina novamente! CDF boa aluna é assim. Se estiver com a razão, não leva desaforo pra casa."

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Concurso cultural? Eu ajudo a divulgar !!!

Pra começar a semana vou fazer um jabá...
Gente, é o seguinte: A Vanessa Orgélio é uma jovem e talentosa escritora muito gente boa, que mantém o blog "Meu Mundo Fantástico". E lá no blog ela acaba de lançar um concurso cultural. É o projeto "Contos de Verão". Pra participar temos que enviar um conto de verão (claro né...) pode ser uma boa história que tenhamos vivido nessa época tão gostosa de dias quentes.
Lá no blog dela tem todos os detalhes. E aí, bora participar??? Tem direito a selinho do concurso e tudo, uma "chiquesa" essa menina.
Eu já estou escrevendo o meu. Mas ó Van, já aviso que contos não são o meu forte hein...vai relevando...rs..
Beijos, agradeço aos que puderem ajudar a divulgar e claro, participar !!

domingo, 18 de outubro de 2009

A poltrona 19

Mariana chegou apreensiva e logo se sentou. Poltrona 19. Esse era seu ponto de partida. Agora sua vida ficava para trás. Ali era o início de uma nova era.
O homem sentado ao seu lado dormia, e Mariana achava melhor assim. Sem testemunhas. Recostou a cabeça na poltrona e fechou os olhos. Lembrou de tudo o que deixou: um marido violento, quatro filhos, um trabalho humilhante e massacrante, uma casa precária, uma família destruída. Era preciso fugir de tudo aquilo.
Cansada das surras constantes em casa, da sobrecarga de criar os filhos praticamente sozinha, da humilhação de um trabalho quase escravo, Mariana sentia-se infeliz. Então havia dois anos que maquinava sua fuga. Ali na caixinha de costura, lugar onde o marido jamais mexeria, foi juntando centavo por centavo, até conseguir o dinheiro de uma passagem de ônibus. Pra onde? Ela não se importava desde que fosse distante de tudo aquilo. Chegou a sentir-se culpada por querer deixar os filhos, mas a vontade de acabar com o seu sofrimento falava mais alto. De certo ele levará as crianças para a avó, aquela mulher que tanto a desprezara e humilhara. Mas com as crianças ela seria diferente. Não teria motivos para destratá-los.” São seus netos, têm o seu sangue”, - pensava Mariana enquanto o ônibus partia.
Lembrou de como foi astuta e enganou o marido ainda ontem, quando mentiu que ainda não havia recebido o dinheiro do seu pagamento. Logo ele, tão esperto, tão rápido em pegar da esposa o pouco que ganhava, foi enganado. Justamente por aquela a quem ele tanto desmereceu. Sentiu-se orgulhosa, pois havia muito tempo que o marido lhe causava nojo, raiva e pensamentos de morte. Pensou em tirar a própria vida, mas não conseguiu. Pensou em tirar a vida do esposo, não teve coragem. Porque o desejo de Mariana era vida. Era ser feliz, começar de novo, e não ser uma assassina. Sim. O desejo de vida falou mais alto que o de morte e então ela teve a ideia da fuga.
Mariana sentia o balançar do ônibus que começava a se agitar e então levou seu pensamento a tudo o que lhe reservava sua nova vida. De certo ia alugar um quartinho e logo procurar emprego. - “Quem sabe não havia naquele lugar uma grande fábrica de roupas, que contratasse costureiras com prática.” - Porque era fato que a moça era uma excelente costureira. Mas se não houver, ela toparia qualquer outro trabalho, desde que pudesse se manter. Comer e pagar o quartinho. Era o que Mariana queria a princípio. Depois que estivesse bem seu desejo era voltar a estudar. Pensava em um supletivo a noite, depois do trabalho. Ia finalmente ser alfabetizada. Ia conhecer os mistérios das placas, dos letreiros e nunca, nunca mais ia ficar apreensiva, com medo de errar a poltrona 19. Como ficou ainda a pouco ao entrar no ônibus. Temerosa em tomar o lugar de outro por pura ignorância.
Num repente Mariana sentiu um puxão no braço. Abriu os olhos ainda atordoada pelos pensamentos:
“- Vai ficar aí deitada preguiçosa? Eu preciso de um café. Forte. Levanta! Acha que só porque é domingo vai ficar a toa? Acorda e vai cuidar dos seus filhos. Mulher preguiçosa.”
Mariana reconheceu a voz do marido. E jurou que um dia ainda realizava o sonho que tinha todas as noites.
P.S - Inspirada pelo livro do prof. Palermo, aí está meu primeiro conto. Opiniões serão aceitas e consideradas tá?
Ah, deixo claro que contos não são (ainda) minha especialidade viu gente????