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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Registrar é preciso!


Não foi uma escolha consciente, do tipo: "Pronto, parei.". As coisas foram acontecendo e a cada dia um post era deixado de lado. Foram muitas histórias prontas na minha cabeça, que deixaram de ser escritas por pura falta de tempo. Ou de empenho. Sei lá.
Mas aqui estou.
Helena conta hoje 9 meses. Acabou de completar. Esperta que só ela. Tanta coisa aconteceu...vamos recapitular?
* Aos 5 meses sentou. cambaleante, mas tava lá. Sentada da cama da mamãe.
* Com 7, quase 8 meses, rompeu o primeiro dentinho. O segundo veio logo atrás. e hoje já se igualaram. Ainda estão sozinhos. Nenhum ouro apontou por ora. Eu não tenho pressa. Tá bom demais assim.
* Cabeluda que só ela, vive despenteada. Mamãe não é tão caprichosa e não tem tempo mesmo de ficar arrumando cabelo de criança. Porque eu arrumo e em 5 minutos tá tudo bagunçado de novo.
* Assim como PL, Helena vive descalça. Fato. Quando começar a andar a gente resolve isso.
* Saiu do mamá no peito agora com 8 meses. Por escolha minha, quando ela contava com pouco mais de 6 meses introduzi de fato a fórmula. A noite, pois dormir estava complicado. Na verdade, depois dos 5 meses Helena não sabia se mamava ou se prestava atenção no mundo. Aliás, mesmo com mamadeira ela ainda é assim. Complicado.
Eu comemoro e me orgulho dos 8 meses no peito, sendo 6 em aleitamento exclusivo. Nos primeiros 6 meses, ela tomou (ou essa era a intenção) fórmula umas 3 vezes, quando necessário. Não gostava. Eu achava ótimo. Depois a vida nos empurra, as coisas vão acontecendo e tudo se encaixa.
* Alimentação é um ponto delicado para ela. O início da IA foi tenso. De tudo o que ofereci ela só gostou de água.
Hoje já come melhor, o que não quer dizer que esteja bom. Estamos longe do ideal. Não entendo
Não gosta de coisa muito amassada. Curte mesmo um pedacinho rolando na boca, curte amassar a banana com a mão, fazer muita meleca. Essa é a Helena. Ogrinha de mamãe.
* Dorme bem. Quase sempre dormiu. Tem lá seus momentos serenata madrugada adentro mas...para um bebê dessa idade tá excelente.
* Helena vive cada fase intensamente. Os tais picos de crescimento? Ela tem todos. São visíveis. Agora ela vive a ansiedade da separação. Se viro as costas pra ela, o mundo acaba. Chora como se não houvesse amanhã. Se a deixo com o pai ela fica bem. Até me ver e ai o chororô recomeça.
Minha pequena é saudável e feliz. Disso não há dúvidas. Sempre bem disposta, feliz, risonha, simpática demais. Voluntariosa também. Determinada. Vejo nela uma vontade de ver a vida, uma coisa linda. Cada vez que seus olhinhos veem algo pela primeira vez, eles adquirem um tom único. Brilhantes, atentos, vivos. Eu me apaixono cada vez que ela vê alguma coisa nova.
* Aos 9 meses já bate palminha. Pra qualquer música, mas a preferida é "parabéns pra você". Uma coisa linda de viver.
* A relação com o irmão é delicada porém feliz. Eu incentivo o contato entre eles desde que ela nasceu. Deixo juntos e as vezes sozinhos. Fico por perto, de olho, mas acho importante que eles se conectem. Se ela acorda primeiro, vamos juntas no quarto dele e deitamos na cama junto. Eles adoram. E o contrário quando ele acorda primeiro.  Ela curte muito fazer bagunça com ele,  mas quando PL se cansa da companhia, Helena acaba levando uns cascudos. Mesmo assim, ela não pode vê-lo. Fica enlouquecida, solta gritinhos, dá risada. Uma fã! Sobre eles, acho que o pior já passou. As crises de ciúme se tornaram mais administráveis. Já sabemos lidar com elas. Tenho calafrios de lembrar do início. Quanta lágrima eu verti. Ufa, passou!
E assim vamos indo. Cada dia novo. Cada dia igual. Cada dia diferente.
 
E essa sou eu! #8meses
 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

20 semanas / Início da série: Medos da segunda gravidez.

E ontem batemos a marca de 20 semanas de gestação. Passamos do início complicado de doencinhas oportunistas que grudaram em mim feito carrapato. Baby-girl já se faz sentir, embora com movimentos ainda sutis. Foi uma felicidade voltar a sentir vida dentro de mim. Até o momento engordei aproximadamente 2.500 kg. Aquela coisa das pessoas olharem e chamarem de barriguda voltou. Todo mundo se assusta com o "tamanho" da barriga. Eu, particularmente não acho tão grande. Sou pequena e magra. É fato que a barriga apareça bastante. Acho desagradável ficarem me chamando de barriguda toda hora. Tenho lá meus complexos e isso não ajuda em nada. 
Bom, depois da descoberta do sexo, ganhamos vários presentinhos. Quanta coisa linda nesse universo feminino! Estou apaixonada! 

Há um tempo eu disse que a segunda gravidez trazia novos medos. Acho que é hora de começar a pensar sobre eles.
Acredito que o primeiro de todos os que sentimos, e dá até um pouco de vergonha de falar, é se conseguiremos amar tanto o novo bebê quanto o primeiro. 
Eu andei pesquisando sobre o assunto, procurando posts e artigos que falassem sobre isso, e acabei descobrindo que é uma preocupação recorrente entre as mamães de segunda viagem. Achei até o depoimento de uma atriz dizendo que passou a segunda gravidez toda com esse medo. 
Sendo assim, concluí que não sou eu uma megera insensível, que idolatra o primeiro filho. Sou apenas uma mulher que engravidou novamente e está descobrindo que amor não se divide. Se multiplica. E é gradual sabe? Cada dia uma nova descoberta, ou uma redescoberta, um novo olhar sobre uma sensação já antes vivida. A coisa da espera, do bebê com sexo diferente do primeiro, um mundo novo que se abre frente aos seus olhos. Uma coisa igual, embora totalmente diferente. Deu pra entender? 
A vontade de ter nos braços, e os esquemas mentais que começamos a elucubrar sobre como daremos colo para dois. Pasmem, eu penso nisso! Muito!  
E assim vamos seguindo! De semana em semana, de medo em medo! Mas sempre sobrevivendo a tudo!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Atualizações Bebezísticas

E então, com 1 ano e 9 meses ele dormiu na própria cama. Sim. Pedro é o feliz proprietário de uma cama novinha. Passados os primeiros dias de pânico, (meu, claro, que ficava na porta do quarto achando que ele ia acordar e pular a grade e cair - trágica mode on) agora está tudo bem. Tem se comportado feito um Lord, dorme com os mesmos hábitos do berço, só que agora mais confortável. Foi uma ótima escolha. E pela manhã, quando ele acorda, já vai pedindo pra retirar a proteção pra ele descer.
Esta sou eu, com um filho em franca evolução.

Seu vocabulário também está em franca expansão. Na loja de roupa de cama, ele escolheu o lençol do "nhanha" (leia-se Homem-Aranha). Aliás, o nhanha na verdade é um conceito que abrange todos os bonequinhos da Marvel que ele tem. Wolverine, Coisa, Flash e Hulk. Todos da turma do nhanha. Mamãe politicamente incorreta ensinou que os bonecos lutam. E agora ele os põe pra lutar!
Já sabe se está "cuio", que ele "dexe" da cama, já sabe que na feira ele compra "buva", que obviamente é uva, "nana", (que só pode ser banana...), "maxã", "peia", enfim.  
Fora claro, os super amados Patati e Patatá, que agora ele fala corretamente e com um som de T bem do interior de São Paulo, aquele do "leite quente" (quem conhece Itu por exemplo, sabe do que eu falo...)
Gosta de "tatatinha", que pode ser também cenoura ou mandioquinha, ele não faz distinção.
Ama de paixão um "cuco" de laranja, mas agora deu pra jogar "bóia" com as laranjas. Ou mexericas, tanto faz. Ou as maças, ou o que tiver de redondo na fruteira.

Está se tornando um linguarudinho. Outro dia deixei papai e neném e fui tomar banho. Papai foi até a geladeira e bebeu refrigerante. Cria foi atrás e também quis. Papai deu e sentenciou: - "Não fale pra mamãe que eu te dei. Segredo tá?"
Eu mal pisei no quarto, onde estava os dois, PL me olha e naturalmente diz: - "Papai coca." - O que filho? Papai bebeu coca? Ele responde com um sim com a cabeça. - E o neném, bebeu também? outro sinal afirmativo.
Posso com um barulho desses? Além de fazer coisa errada, ainda conta.

Enfim, cresce e apronta. Como todo bebê saudável. Tem dias em que ele me enlouquece. noutros está um amor e só quer fazer carinho.
Ficamos doentes os dois juntos. Ele sarou de velho já. Eu ainda estou com a caixa de antibióticos em baixo do braço. Antes assim.
Não sou a mãe mais correta do mundo, não tomo as atitudes certas o tempo todo, mas o resultado que tenho obtido com meu filho todos os dias me diz que sim, eu estou no caminho certo. Mesmo que tateando a maternidade no escuro e aos poucos, vamos nos descobrindo em cada nova fase da vida.
E vem muito mais por aí. Posso garantir.

domingo, 2 de junho de 2013

O que é que eu fui fazer?

"O que é que eu fui fazer?" - Atire a primeira fralda descartável a mulher que nunca, nunquinha na vida materna pensou algo parecido. E deixemos de lado a perfeição tão pregada e alardeada nos tempos atuais. Deixemos as máscaras da felicidade eterna e falemos francamente. Ser mãe é uma tarefa hercúlea e sem fim. Ah, claro, e progressiva também. Você acha que os primeiros meses de vida do bebê são tensos. Cólicas, noites em claro, peitos rachados, livre demanda, cama compartilhada, tudo é cansativo. Mas logo vai passar. Rá! Sinto em informar, mas nessa viagem os percalços não acabam nunca. Eles apenas se modificam. E eu ouso arriscar que assim será até quando meu filho me promover a avó. Sim, porque, quando a coisa fica tensa de verdade, é sempre bom ter uma avó prestativa por perto.
As cólicas são terríveis. Mas a crise respiratória que o bebê sismou de ter com a chegada do outono pode ter enlouquecer muito mais. Amamentar em livre demanda toma tempo. Mas ficar o dia todo atrás da cria quando ela resolve não comer, ah, também não é fácil. Levar o bebê conforto ao banheiro junto com você para o bebê ficar pertinho na hora do banho pode ser trabalhoso. Mas experimenta deixá-lo por 30 segundos no banheiro, ali, em pé, em cima do vaso sanitário. Você volta e ele está com a lâmina nas mãos, barbeando o rosto, como se todos os dias fizesse isso. Você terá um pequeno derrame até perceber que a lâmina estava com a tampa de proteção. Mas aí meu bem, senta porque você irá tremer por uns 5 minutos ainda. 
Há dias em que a criança parece acordar trabalhada na chatice. Tudo é motivo de birra e choro. E manha. E mais choro. Ai, como tem vocação pra chorar. E conseguir o que quer no grito, literalmente.
Tem momentos em que tudo parece que vai desabar. Você se imagina longe dali, num lugar calmo e silencioso, onde não haja brinquedos espalhados. Mas né, é até pecado imaginar algo assim. Tanta gente querendo ser mãe. Então você volta. E olha ao redor. E ri. E pensa que logo vai passar. Ou talvez não. Que talvez sua casa nunca mais volte a ser o que era antes. Mas tudo bem, aposto que hoje tudo está mais colorido do que no passado. (inclusive a parede branca, que foi pintada de giz colorido). 
E daí, como num passe de mágica, o apetite volta, a educação reaparece, o bebê fofo de outrora diz "Presente", lança um "mamãe" e te ganha. Te amolece, enfraquece e espanta qualquer pensamento de queixa. E logo depois disso, ele parte pra um cochilo. E ali, enquanto dorme o sono dos anjos, você observa. E pergunta como pode amar tanto uma criatura tão pequena. E fica com saudade da agitação. E corre no celular pra assistir os pequenos vídeos das traquinagens que ele fez, e você, como expectadora fiel, fez questão de registrar. 

sábado, 9 de março de 2013

A decisão pela escolinha.


Agora é oficial. Bebê está em adaptação na escolinha desde quarta-feira. Esse é um assunto (mais um) bem difícil pra mim. Uma parte de mim chora e se descabela de culpa. A outra, respira aliviada por ter um momentinho alone. Até lavou os banheiros, veja só.
A questão é que do jeito que está, não dá. Tá difícil, tá pesado. Me sinto sufocada. A questão não é o bebê, não me eleja uma péssima mãe. 
A questão sou eu. Eu não me encaixo nessa vida de dona de casa e mãe. Sou atrapalhada. Não gosto de afazeres domésticos. Faço rápido pra me livrar logo deles, e com um bebê em casa, limpeza e arrumação é quase impossível, seja rápida ou demorada. Fato é que estou enlouquecendo. Protelando levantar da cama só pra não ter que recomeçar a rotina novamente. E minha rotina é solitária. Não tenho ninguém por perto que segure a cria para eu ir ao supermercado, ou açougue, rapidinho, ali na esquina. Tenho que levar o baby. Ninguém pra distrair enquanto eu tomo um banho. Ou vou fazer as unhas. Com o tempo, eu me tornei expert em passar a roupa com uma mão e segurar a tábua com a outra. Porque a criança não pode ver a tábua montada, que acha que é pra brincar de cabaninha. Daí, se esconde embaixo dela, leva junto os carrinhos, os Patatás, e tudo o mais que ele encontrar. 
E tem a questão de que eu quero voltar a trabalhar. Eu preciso disso. Sério mesmo. Claro que agora a coisa é diferente. O salário não é o mais importante. Tenho que prezar pela cria. Distância da minha casa, horário de trabalho, quantos dias da semana, tudo tem que ser levado em conta. 
Não tá fácil. Já recusei proposta. Já doeu na Tati profissional. Mas a Tati mãe achou melhor assim. Então, continuo procurando algo que atenda minhas necessidades. Tem que existir algo pra mim.  
E já que pretendo trabalhar de novo, a cria vai ter que ir pra escolinha. Por isso, optei por começar com algumas horas ao dia, pra ele ir se habituando. 
Depois de muito pesquisar e ponderar, optei pela escolinha onde meu sobrinho fica. Até a pediatra do Pedro concordou que poderia ser positivo pra ele ficar perto do primo. Seria um porto seguro no momento da adaptação. 
Então, desde quarta-feira ele está em adaptação. Ele e eu. Sinto-me devastada em deixá-lo e ir embora sozinha. Mas acho que vai ser positivo. E que Deus me ajude nessa nova fase. Que dê certo, se for pra dar. Ou que eu sinta que não vai dar e pronto. O que eu quero mesmo agora, é um abraço fofo e macio. Reconfortante, que me diga que tudo vai se ajeitar. E que meu filho não vai sofrer. Alguém se habilita?

sábado, 2 de março de 2013

Das escolhas acertadas que fiz na maternagem.

Das escolhas acertadas que fiz na maternagem, uma com certeza foi campeã: Acostumar o bebê a dormir no berço. (Mas, confesso: a iniciativa foi do marido, não minha)
Esse assunto sempre foi meio controverso pra mim. Eu o queria perto, mas ao mesmo tempo precisava do meu espaço. E assim a coisa foi degringolando. Ele cresceu, tornou-se um espaçoso e voluntarioso.
A hora de dormir nunca seguiu um padrão rígido aqui em casa. Nem de costumes e nem de horários. Eu administrava a hora de dormir de acordo com a soneca da tarde, ou com o horário dos adultos dormirem. E cada vez eu me enrolava mais nisso. Vida corrida, horários malucos, bebê estava indo pra cama cada dia mais tarde e demorava mais pra dormir. E o dormir consistia em sentar na minha cama, e dar colo até ele dormir em meus braços. Foi-se a fase das músicas, das orações bem baixinho no ouvido dele, do silêncio, do barulho, do claro, do escuro. Tudo fases. E logo ele enjoava delas e o dormir era mais traumático.
No final de 2012 eu estava virando um farrapo humano. Show diário na hora do sono. Gritaria, madrugadas em claro, 15 minutos de berço e horas na minha cama - de atravessado - tirando minha paz e me dando dor nas costas.
Papai e mamãe perderam a referência de casal normal que se recolhe no quarto. Caos. Stress.
Até que um dia, num desses lampejos que a gente tem, marido levantou e disse "Chega. Ele vai dormir no berço." Levou a criança pro berço, e ficou lá até ela dormir.
Neste primeiro dia, foram mais de 2 horas de choro, berros e manhas. Eu, trancada no meu quarto quase infartando e indo resgatar a cria. Mas achei que o pai também devia participar e deixei. Coração sangrando.
Nas noites que se seguiram a coisa foi melhorando aos poucos. Eu inventei o "dar a mão pra mamãe" pela grade do berço, e ele começou a dormir segurando minha mão.
O fato é que, em poucos dias ele começou dormir com mais facilidade dentro do berço. Parou de chorar. Entendeu o processo. E agora até gosta de dormir no espacinho dele. Acorda várias vezes durante a noite, pede a chupeta que ele mesmo cospe, eu dou a chupeta, ele volta a dormir. Mamar, ele mama dormindo. Rá! Piada, eu sei. É só oferecer o tetê, ele abocanha e mama sem se importar em abrir os olhos. E não, não engasga. Agora, se deixarmos ele acordar com fome, claro, bota a boca no mundo, que de bobo ele não tem nada. 
E desde o início de dezembro a coisa entrou nos eixos dessa forma. 
Papai e mamãe voltaram a ter privacidade e conforto na própria cama. E isso é um bálsamo na loucura da maternagem.
Porque uma coisa é fato: Tatiane com sono é o monstro do pântano com fome. Tatiane sem sono é só um monstro. 
E sono é importante. Tanto para o pequeno, quanto para a família.  

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Mitos e verdades da (minha) maternagem.

Encomendar um baby em tempos atuais é ser bombardeada com zilhões de informações. Mães e avós com seus conselhos do tempo do guaraná com rolha; amigas do trabalho; da faculdade; dezenas de blogues maternos seguindo diversas linhas (e se deglandiando com suas verdades absolutas); mais uma porção de sites que prometem ensinar tudo e ainda pediatras também detentores da verdade, enfim, não faltam opiniões pra mamãe de primeira viagem. O resultado disso é uma sopa de letrinhas em alemão. Confusão, compras desnecessárias, noites mal dormidas e claro, dúvidas.
Eu passei por isso também. E hoje, quase 13 meses depois que Pedrão veio ao mundo, já tenho muitas observações sobre a tal maternagem. Embarque comigo:


Parto normal: Eu quis, me informei, informe a médica, que respeitou, me preparou e tal. Fui para o hospital com contrações a cada 10 minutos em média, e uma dor constante que quase não podia colocar o pé no chão, com 40 semanas de gestação. Mas sem bolsa rompida e sem nenhum "dedinho" de dilatação. E bebê não estava encaixado. Mediante a isso, a médica que me atendeu no plantão disse que nem internar assim eu poderia. Que o parto normal poderia demorar mais de 24 horas. Na boa? Eu não peitei. Estava com muita dor, com muito medo e aquilo era só o começo? Eu saí de casa achando que a cria tava com a "cabeça pra fora" de tanta dor que sentia. E nem um centímetro dilatado? Eu frustrei muito, me achei fraca e tals. Mas logo depois esqueci de tudo, porque meu filho estava chegando. E daí que eu sonhei com o dia que minha bolsa estourasse? E daí que eu sonhei em ir para o hospital com o bebê já nascendo? Sonho é sonho, vida é vida. Nada de militância, nada de ser xiita. Só queria ter meu filho nos braços. 

A Cesárea: Tenho a sorte de contar com uma médica excelente, e portanto meu "parto" ou cirurgia, como queiram chamar, foi muito tranquilo. Recuperação idem. Não tive complicações, segui as recomendações e só me sobrou mesmo uma marquinha pequena, lá onde o biquíni cobre. E pronto. Sem mais delongas. 


Protetor de berço, o inimigo mortal : Eu li demais a respeito do perigo de sufocamento do bebê pelo protetor de berço. Ele se enrosca, machuca, sufoca e morre! Mesmo assim, eu comprei. E usei. E aprendi que não é tão ruim assim. Bebê nunca chegou perto de se enroscar no protetor. Antes disso, quando ele começou a se remexer feito um doidinho, o protetor amorteceu alguns baques do bebê contra a grade do berço.

Cobrir o bebê: Vale o mesmo comentário acima. Eu sempre o cobri e nunca, nunquinha ele cobriu a cabeça e passou perto de sufocamento.

Termômetro de água para o banho: Eu nunca comprei. Até pensei no caso, mas desisti. E um dia, bebê ainda era RN eu pedi que marido preparasse o banho. E antes de colocar o bebê na água eu mergulhei a mão e de imediato disparei: - "Tá quente. Mistura um pouco de água fria." - Sei lá como, mas eu sabia. E marido perguntou se meus dedos haviam virado termômetro. 

Amamentação: Sempre defendi e quis muito. Amamentei até os 6 meses do bebê, mas entrei com complemento 1 vez ao dia quando ele tinha 2 meses. Sofri na ocasião do complemento, sofri no desmame. Mas superei. Mesmo assim, filhote sempre foi forte e saudável. Posso não ter amamentado até os 15 anos da criança, mas sim, eu tenho um tourinho saudável. E isso me basta. E preciso ser realista. Amamentar não é fácil. Requer dedicação e desprendimento demais. Requer noites de sono, dias de vida, requer abrir mão de uma série de coisas. Eu curti, mas acabou. E foi como tinha que ser. 

Desenvolvimento do bebê:  Ta aí uma coisa que gera comentário, polêmica e chatice. Quando a criança chega todo mundo se acha no direito de te contar uma experiência, e meio de leve comparar o seu bebê com o dela. É o primeiro dentinho, o sentar, o falar, o engatinhar, o andar...baita coisa desagradável. Eu acredito piamente que cada criança tem seu momento. Nenhuma é igual. Se você deu feijoada para seu bebê com 4 meses, não significa que eu devo dar para o meu. Se o dentinho do seu bebê nasceu antes dos 5 meses, sorte (?) sua! Eu não gosto nem um pouco que fiquem comparando meu filho com nenhuma outra criança. Ele faz tudo quando estiver pronto pra fazer. E fim de papo. A comparação do momento é sobre o andar. Pedrão com 13 meses ainda não anda. E todo mundo quer adivinhar que "logo ele vai andar, tá todo durinho", ou "com quanto tempo ele andou? Ah, ainda não anda?..." Gente, VAI CATAR COQUINHO NA DESCIDA. 

Cama compartilhada: No início eu achei necessário. Depois de umas 3 noites já em casa, sem dormir, com bebê acordado, mamando ou chorando a noite inteira, eu me rendi. Cama compartilhada. E dormi de novo. Quanto prazer. E assim permitimos, marido e eu, que bebê ficasse na cama conosco. Aos poucos fui introduzindo o berço. Sem traumas. Pra ele. Porque pra nós, vários traumas. Pedro Lucas é folgado e espaçoso. Bate, chuta, mexe e remexe a noite toda. Conforme foi crescendo a coisa complicou. Se ele dorme conosco hoje, quem não dorme sou eu. Então, berço nele. Claro que em algumas situações (doentinho) é preciso ficar pertinho da mamãe, e eu até prefiro. E em outras, ele declara que simplesmente não quer ficar sozinho no quarto dele. Chora e fica de pé no berço. Berra. Berra mais. E eu me rendo. 

Eu podia ficar aqui discursando sobre tanta coisa, mas tanta coisa....só que vai ficar um texto enorme. 
Então...sintetizando só pra não esquecer: 

Chupeta: Bebê chupa sim. Acalma. Me ajuda. E assim que ele estiver mais maduro, tiramos. Nunca atrapalhou amamentação nem alimentação. 

Sapatos: Eita...Eu acredito que bebês não precisam de sapatos. Agora, com um aninho completo e quase andante, é que Pedro está usando os primeiros sapatos. Quando era cotoco, vivia de meias. (E mamãe era criticada, claro). Ainda hoje, se estiver calor ele fica descalço. Acho que dá maior firmeza pra ficar de pé e arriscar os primeiros passinhos. 

TV: Filhote assiste desde pequeno. Pra entreter mesmo, enquanto eu preciso realizar alguma tarefa. Sozinha com a criança o dia todo é impossível não apelar para a TV. Eu só controlo o que ele assiste, claro. alguns canais infantis eu risquei da nossa programação. Invisto em DVDs, amo Palavra Cantada. Pedrão gosta também. Mas ama mesmo é Patati e Patatá. E contrariando o movimento, ele não liga a mínima para a tal Galinha Pintadinha. Despreza mesmo. 

Já ficou enorme...e eu vou ficar por aqui, senão não paro de falar.