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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Programas infantis na TV

Eu sou da geração anos 80. Cresci vendo Xuxa dando "xou", Angélica indo de táxi, vovó Mafalda, Fofão (!), e toda uma sorte de programas infantis que muita gente achava tosco. Depois que cresci me afastei deste universo de TV e me desatualizei principalmente da programação infantil. 
Agora com um baby em casa resolvi ver o que pegava. Então comecei a sapear os canais e me deu vontade de sentar e chorar. Tem um casal adolescente apresentando um programa infantil de forma sofrível, com um texto forçado e mal interpretado. Tem os canais da TV paga com uma cultura americanizada dura de engolir. Na boa? Decidi que meu filho não vai ver TV pra aprender a fazer brinquedo com comida. Que cultura é essa que ensina a desperdiçar alimento? E o que é aquela menina magrela com uma peruca rosa? E o parceiro dela, todo de azul? Que é aquilo minha gente? 
Tentei dar uma chance para os desenhos animados. Daí de cara encontrei "Caverna do Dragão". Rolou uma identificação na hora, uma lembrança nostálgica da infância. Pô, eu era fã desse desenho. Mas aí, assisiti 5 minutos e resolvi tirar. Como eu nunca percebi o quanto esse desenho tem coisas demoníacas? São formas, figuras, coisas feias de assistir. Tá certo que as maldades são bem fraquinhas mas as imagens são feias demais. Também descartei. 
E nessa busca por algo legal que vai entreter meu filhote em breve a coisa tá feia. Ou a atração é feia e violenta demais, ou é boba demais querendo pagar de educativa. 
Foi aí que eu tive uma ideia genial. CULTURA. Velha e boa TV Cultura. Com seu Cocoricó, Palavra Cantada, e demais atrações. Simples, barata e eficiente. Porque a minha geração viu a Xuxa, mas com certeza viu também o Bambalalão, o Castelo Rá Tim Bum, e o Lucas Silva e Silva, "diretamente do mundo da lua...." 
E vocês? Como pensam ou fazem a respeito da TV em suas casas? Conta aí....

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Vontade do passado...

Amanheceu chovendo. Nuvens escuras e carregadas, que devem permanecer o dia todo.
Me deu vontade de voltar a ter 8 ou 9 anos. Mamãe se compadecia da filhota e permitia que não fosse para a escola.
Enrolada na  coberta, sentava no sofá sonolenta. Xuxa me convidava para assistir ao "xou".
Mamãe servia leite com Nescau. E miolos de pão com manteíga. Tal qual eu gostava. Ela já tinha comido a casca e guardado os miolos que eu tanto apreciava.
De preguiça no sofá, ficava...sem hora pra levantar.
Tempo bom!
Hoje não foi assim. Relógio despertou. Preguiça bateu. Virei pro lado e lembrei de Mamily e da Xuxa. Mas na minha louca imaginação, vi também o chefe me esperando. Perdi o sono. Achei melhor levantar.
E aqui estou.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Cineminha Natalino!!!

Sapeando na net outro dia descobri uma pérola do cinema que será lançado no Brasil no dia 31 de dezembro de 2010. Gente, trata-se de "Entrando numa fria com as crianças". É o terceiro filme da saga "Entrando numa fria" (título do filme em terra brasilis).
Pra quem curte a carinha de azarado trapalhão do Ben Stiler este é um prato cheio. Os dois primeiros filmes são muito engraçados. E né? a continuação com crianças no meio deve ser igualmente hilária.
Quer ver um trechinho?

Oi? Já tô enchendo a paciência de vocês com tanto filme né? Sorry amados...é crise literária...rsrs...esta cachola não produz textos bacanas já faz algum tempo...ó...se quiser pular este post, a amizade é a mesma tá? Só não miabandona, que eu maguo. Rá!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Das insônias, filmes e tal

foto daqui

O lado bom de se ter noites sem sono é que você se atualiza de um monte de besteiras programas na TV.
Por esses dias já vi o fim da temporada "The Walking Dead" (decepção, a gente se vê por aqui!), já revi o primeiro episódio de Grey's Anatomy (amor!!!!!!), já vi Alvin e os Esquilos 2 que é a fofura das fofuras, já mandei o Dr. House plantar batatas porque ele anda chato demais, (só ele?) e já vi o Liam Neeson, que eu só conhecia de nome, sem associar ao rosto numa "Busca Implacável" de tirar o fôlego. O filme faz jus ao nome que ganhou. Adrenalina do começo ao fim, pancadaria, motivos nobres, amor, sangue, politicagem, corrupção, mocinhos, bandidos, tudo junto e misturado batido no liquidificador.
Resultado disso? Olheiras meu bem, olheiras!! Mas que a galeria de cultura inútil cresce, ahhh isso cresce.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Estar mas não Estar! Você entende?

Dia desses eu assistia ao Grey's Anatomy, (amo amo, já disse né?) quando Alex contava a Meredith que esteve na casa de sua família. Ela ficou feliz por ele ter estado lá, mas ele disparou : - Não, eu não estive lá. Fui, fiz o que tinha que fazer, mas não estive lá.
Na hora eu me identifiquei e entendi o que ele disse. Estar fisicamente não significa estar de coração. Ele não queria estar lá. Era obrigação. E quantos de nós passa por isso diariamente? Você tem obrigação de fazer, de ir, de ajudar. Até faz, mas com o coração em pedaços?
Não é maldade, mas seu coração não aceita bem a função que a cabeça sabe que tem que executar. Alguém aqui passa por isso?
Quantos de nós tem obrigações que nos deixam em pedaços? Uma obrigação a nós delegada que não nos dá prazer.. Além disso, se não fizer você sente uma enorme culpa? É aquilo que nos foi imposto pela vida e você ainda não descobriu qual o sentido disso.
Quem já sentiu pode saber que doi. Se vai quer voltar. Se não vai sente culpa. Acabamos entrando numa espiral tão louca e poderosa, que em todo o lugar que vamos ficamos deslocados...porque a cabeça te culpa. "Não era qui que você devia estar, tem algo ou alguém precisando de você". (acho que neste ponto estou falando de mim particularmente)
Eu não sei pra você, mas comigo isso é enlouquecedor. É mania de gente dominadora que quer ter tudo sob controle, eu até sei disso.
Mas gente controladora é gente culpada. (eu pelo menos sou.) Sempre acho que posso fazer melhor, que posso dar conta. E se não dou, dá-lhe culpa.
Eu não sei se o texto está claro, porque as palavras estão saindo meio atropeladas. E não sinto vontade de editar. Que fique assim então...desabafo de uma louca dominadora e culpada que está aqui, está lá, mas muitas vezes não queria estar.
Acho que a Sopa de hoje vai dar indigestão aos mais sensíveis!!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Reflexões que não levam a nada...

Ontem eu assistia ao filme nacional chamado "Divã" com a sempre ótima Lília Cabral. Logo no começo ela soltou uma frase que me fez pensar. Ela dizia que era muitas. não apenas uma mulher, mas dentro dela havia outras mais.
Fiquei a pensar que eu também sou assim, e acho que todos somos. Homem ou mulher, não importa, ninguém é único. Pense comigo: Vamos adqurindo facetas ao longo da vida. No trabalho sou a profissional. Em casa sou a esposa. Mas tem dias que pulo e corro pela casa como se fosse criança. Na igreja sou o membro que participa, ajuda, colabora. Na casa da minha mãe sou a filha. Que ela cuida e ajuda como se fosse criança. Na casa da minha irmã sou a tia babona, que morre de amores pelo sobrinho. E ainda consigo ir mais além. Independente de onde esteja, sou mais de uma. Sou a mulher bem resolvida que enfrenta problemas, mas  que não se decide por um filho agora ou daqui a 5 anos. Sou a menina de 1,50 de altura que dias se acha feia e gorda, outros se sente uma diva. Quem sou? Quantas sou? Quantas posso ser ainda durante essa vida? Somente durante esse texto já me descrevi como mulher e como menina. E agora? Quem sou eu de verdade? Sou a metamorfose ambulante como diria Raul. Sou um fragmento do que fui no passado, com vestígios do que serei no futuro. Ou não. Amanhã posso me reinventar e ser outra completamente diferente. Posso assumir vários papeis, sem que um interfira no outro.
Mas existe algo nessa história que não é mutável. E a própria atriz no filme de ontem acabou por me provar isso. Nossa essência. Essa é única. Pode chamar de caráter também. Porque posso ser profissional, esposa, filha, tia, irmã, menina, mulher, mas sempre levarei comigo meus valores. Minha personalidade, minhas convicções. Se prezo pela verdade como profissional, prezarei também como filha.
E assim vou indo. Com várias dentro de mim, que acabam se resumindo a uma só.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O Bozo, o Fofão e eu!

Entrei na net no início da tarde e encontrei a notícia da morte do Papai-Papudo. Sabem aquele do Bozo? (Que horas são? 5 e 60). Então. O ator morreu. Daí minha cabeça que só pensa groselha ficou relembrando a infância. Comecei a recordar o quanto os programas infantis foram importantes pra mim. E de certa forma ainda são. Porque assim... eu tenho 2.9 mas minha cabeça pensa que tem 1.2 ou menos.
Então me lembrei do Bozo, da Vovó Mafalda, do Fofão, do Chaves, da Punk (já disse que eu queria ser a Punk???) e de todos os outros que me foram importantes. E ainda são pelo simples motivo de que eu gosto de fantasia. Eu adoraria morar na rua do Limoeiro, sabe? Onde mora a Turma da Mônica. As peripécias da Alice no país das maravilhas  são incríveis e gente...o Chaves e Chapolim me fazem rir até hoje. E olha que eu tenho algumas conversas deles até decoradas de tanto que já assisti. Besteira? Pode ser. Mas me faz bem gostar de coisas assim sem importância. A vida já é demasiadamente complicada pra eu ficar pensando todos os dias na crise econômica. Quero rir de piadas prontas e velhas. Quero ser como a fada Bela que a Angélica fazia num programinha bobo mas muito legal pra descontrair. Quero ser criança enquanto puder. Quero que as minhas crianças um dia sejam crianças enquanto puderem. E pretendo ensinar isso a elas. O tempo, esse bandido, vai e não volta. Então, enquanto puder, vou relembrar do Bozo e ter lágrimas nos olhos. Lágrimas de saudade boa.
   

sexta-feira, 11 de junho de 2010

As Copas da minha vida


Eu gosto de Copa do Mundo. Acho a energia em torno do evento legal. A primeira Copa que me lembro de fato ter acompanhado é a de 94. Eu contava 13 anos na época. Lembro de ter assistido a final na casa de um tio, e o filho dele, meu priminho tinha nascido a poucos meses. Era um problema torcer e tomar cuidado de não acordar o bebê no quarto. Mas acho que na hora de gritar "É Tetra" ele deve ter acordado.
Já em 98 estávamos em um momento delicado. Havia perdido minha avó no fim de maio, e a final da Copa de 98 foi a primeira festinha de família que fizemos, posto que era bem no dia de aniversário de minha irmã. Havia alegria por ela, decepção pelo fiasco que foi aquela final e um certo vazio, uma falta no meio de nós e a família ainda não se sentia a vontade pra fazer festa. Mas mesmo assim levamos a diante e teve bolo, churrasco, parabéns, camisas do Brasil para torcida e tudo mais.
Em 2002 eu estava em um pique meio diferente da vida. Eu tinha vários compromissos, estudava, trabalhava, tinha amigos, viajava e pra falar a verdade, os horários dos jogos não me ajudavam. Porque eu gosto de Copa, mas gosto mais de dormir. Então não me lembro muito bem dos acontecimentos de 2002. Acho que vi Cafu levantar a taça nos programas de esporte. Ah sim, lembro de um fato único. Assisti um jogo do Brasil na cozinha do meu serviço logo de manhã. Todo mundo reunido em círculo e uma bacia de pipoca no centro. Em dado momento eu me empolguei com a jogada e "chutei" a bola imaginária que fica no meu pé. Acertei a bacia de pipoca e fiz uma verdadeira chuva de sal e pipoca na cabeça de todo mundo!
Em 2006 eu já namorava o maridex e o jogo em que o Brasil foi desclassificado assitimos na casa dele. Colocamos um colchão na sala, estava frio e ali ficamos. Assisti o primeiro tempo super torcendo mas nos 45 restantes desanimei. Virei pro lado e dormi. Quando acordei e vi que não tinha mais jeito, fiquei ultra decepcionada. Lembro de marido virando e perguntando: - Você ficou triste de verdade?
Depois me levou pra dar uma volta no shopping. (Ele sabe que isso sempre me acalma. Rá!).
No geral eu gosto de acompanhar, não tenho mais o pique de quando era adolescente mas ainda gosto. Em casa marido e eu amamos ouvir a pronúncia exdrúxula do poliglota locutor Galvão Bueno. Ele é muito engraçado e sempre se empolga com o nome dos jogadores. É metido a saber as pronúncias e sotaques do mundo inteiro. Eu "sidivirto" com isso. Ah, e tem mais, eu também adoro ficar cochilando quando o jogo está chato.
E vocês? Gostam? Acompanham? ou acham muito "maria-machinho" acompanhar jogo de futebol?