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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Oligoidrâmnio - você sabe o que é?

E então, depois de uma semana cheia de afazeres, onde testei os limites físicos e psicológicos de uma grávida em final de gestação, inclusive dirigindo para baixo e para cima num calor de matar, e levando a tiracolo Pedro, claro, fui fazer um ultra de rotina. 
Exame que eu nem queria fazer, cheguei a questionar com a G.O, achei preciosismo fazer outro exame desses, já havia feito em dezembro, e é sempre aquela chatice pra marcar num horário bom, espera, atraso, e tal. Bom, fui fazer a contragosto mesmo. No exame, uma luzinha vermelha se acendeu. Queda brusca na quantidade de líquido amniótico. Nome técnico da coisa: Oligoidrâmnio. Saí do exame com indicação de apresentar os resultados para minha G.O na segunda-feira. "Dá para esperar. Não é tão urgente" - disse o médico que realizou o exame.
Em casa eu fui me informar, óbvio. Descobri que muitas gestantes podem apresentar isso, que em meses de calor a incidência é maior, o que se relaciona (talvez) com a desidratação que todo mundo apresenta em dias quentes,  que geralmente no terceiro trimestre não é tão grave, fosse antes seria pior. Descanso e muita ingestão de líquido seriam ótimos nesse caso. (descanso? o que é isso???). Iniciei o "tratamento" por conta própria e esperei a consulta de encaixe na segunda. 
Dona doutora a princípio me deu bronca, era pra ter comunicado o fato na sexta mesmo, pelo celular. Perguntou sobre eventuais mudanças na rotina, como viagens, tomar muito sol, essas coisas. E me encaminhou pra refazer os exames. Solicitou um perfil biofísico fetal. Até riu quando foi me recomendar repouso e hidratação e eu disse que já sabia disso. Ela disse que sempre se esquece que eu sou bem informada. 
Segui direto para a maternidade com a solicitação dos exames. Uma tarde inteira entre cardiotocos (sim, 2), ultra e consultas. 
No fim da tarde, o diagnóstico: Tudo ok. O líquido havia voltado aos níveis normais. Placenta normal, movimentação da bebê super normal. 
Em suma, a médica que fez o ultra disse que a redução pode ter sido causada por coisas como estresse, excesso de exercícios físicos e coisas assim, já que não era o caso de perda de líquido pelas vias "normais". Disse que o líquido vai se renovando e por isso é muito importante se manter hidratada. Ainda mais nesse calor senegalês que voltou a fazer nessa terra. Repouso e água e observação atenta. Só isso. E não repouso no sentido de ficar deitada, mas no sentido de não fazer esforços desnecessários. Abaixa, levanta, carrega peso, faxina pesada, essas coisas. Que já devíamos fazer no final da gestação, mas, né? Quem pode se dar ao luxo? 
E assim vamos indo. Um pequeno susto. Já vi meus planos de parto virarem fumaça. Vi uma criança chegando antes da hora e uma mãe que não foi capaz de segurar a gestação até o fim. Foi um gosto horrível e amargo na boca. Ok,drama queen, a gente vê por aqui. Eu sei, não tem nada a ver. Mas na hora a gente pensa um monte de besteiras. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

“Terrible Twos” batendo forte por aqui...

Se alguém souber onde se encontra, favor me devolver o bebê dócil e meigo que eu sempre tive. Mas o faça rápido, por favor. Estou enlouquecendo.
Estudos dão conta que entre 18 e 36 meses os bebês vivem uma espécie de "adolescência", chamada de "terrible twos". Eu nunca dei bola e acreditava na coisa da educação. Carinho, limites, atenção, isso bastaria pra ter um bebê livre de rebeldia precoce. Ahãm. Senta lá. Assim como os saltos de desenvolvimento (passamos por todos eles, claramente), a fase da rebeldia chegou por aqui.
Pedro Lucas virou o garoto NÃO. Tarefas simples viraram hercúleas. 
- Trocar a fralda? Não. Choro, tentativas de fuga, grito e tempo perdido.
- Trocar de roupa? Não quer tirar nem sob tortura. A roupa "aninha" (leia-se "é minha"). Não quer tirar. Nem trocar. Já ficou de pijama a manhã toda porque eu desisti da guerra.
- Comer? Para os fracos. Brincar com a comida é mais legal. Jogar no chão é muuuuito mais divertido. Descobriu que pode comer sozinho, que não gosta mais do cadeirão e que pode fazer greve de fome. Contra esse último item, eu não estou dando moleza, pois não tolero criança que não come. Diminui os lanches fora das refeições. Ou almoça direito, ou fica sem sobremesa. 
- Dormir é outra tarefa que está chata e demorada. Pula na cama, joga os travesseiros pra cima, levanta o lençol, mexe no quadro acima da cama, rola, enrola, e a operação "nana nenê" nunca é menor que uma hora. 
- Banho então, misericórdia. Porque junta a coisa de tirar a roupa, a fralda e tal, com entrar no chuveiro, ficar de baixo d'água, lavar o cabelo com shampoo, comer o sabonete, enfim. O curioso é que, depois da coisa engrenada, o choro recomeça porque ele não quer sair. Vai entender. 
- Ir à igreja agora é um ato de MUITA fé. Sim. Porque ele vai causar durante todo o tempo. Correr, tentar subir no altar, se jogar no tapete, vai querer chamar atenção. Nos dias em que eu tenho alguma participação no culto, dá vontade de chorar. Descobri o verdadeiro sentido do dito popular "um olho no peixe, outro no gato". 
E a coisa não para por aí. Tudo, absolutamente tudo é motivo pra choro. Pra se jogar no chão. Contra essa palhaçada de se jogar no chão, também desenvolvi uma técnica. Ignorar. Quando percebe que não teve ibope, ele para. Pelo menos isso. 
E não tem sido fácil. Há dias em que ele acorda trabalhado na fofurice. Outros na macaquice. Já perdi a paciência. Isso me irrita. 
Quero acreditar que seja fase, porque de uma coisa eu sei. Eu dei, e dou, educação. Sempre coloquei limites. E os mimos nunca ultrapassaram o limite do bom senso. Então, só posso esperar que seja mesmo uma coisa do desenvolvimento dele, que logo vai passar. 

domingo, 2 de junho de 2013

O que é que eu fui fazer?

"O que é que eu fui fazer?" - Atire a primeira fralda descartável a mulher que nunca, nunquinha na vida materna pensou algo parecido. E deixemos de lado a perfeição tão pregada e alardeada nos tempos atuais. Deixemos as máscaras da felicidade eterna e falemos francamente. Ser mãe é uma tarefa hercúlea e sem fim. Ah, claro, e progressiva também. Você acha que os primeiros meses de vida do bebê são tensos. Cólicas, noites em claro, peitos rachados, livre demanda, cama compartilhada, tudo é cansativo. Mas logo vai passar. Rá! Sinto em informar, mas nessa viagem os percalços não acabam nunca. Eles apenas se modificam. E eu ouso arriscar que assim será até quando meu filho me promover a avó. Sim, porque, quando a coisa fica tensa de verdade, é sempre bom ter uma avó prestativa por perto.
As cólicas são terríveis. Mas a crise respiratória que o bebê sismou de ter com a chegada do outono pode ter enlouquecer muito mais. Amamentar em livre demanda toma tempo. Mas ficar o dia todo atrás da cria quando ela resolve não comer, ah, também não é fácil. Levar o bebê conforto ao banheiro junto com você para o bebê ficar pertinho na hora do banho pode ser trabalhoso. Mas experimenta deixá-lo por 30 segundos no banheiro, ali, em pé, em cima do vaso sanitário. Você volta e ele está com a lâmina nas mãos, barbeando o rosto, como se todos os dias fizesse isso. Você terá um pequeno derrame até perceber que a lâmina estava com a tampa de proteção. Mas aí meu bem, senta porque você irá tremer por uns 5 minutos ainda. 
Há dias em que a criança parece acordar trabalhada na chatice. Tudo é motivo de birra e choro. E manha. E mais choro. Ai, como tem vocação pra chorar. E conseguir o que quer no grito, literalmente.
Tem momentos em que tudo parece que vai desabar. Você se imagina longe dali, num lugar calmo e silencioso, onde não haja brinquedos espalhados. Mas né, é até pecado imaginar algo assim. Tanta gente querendo ser mãe. Então você volta. E olha ao redor. E ri. E pensa que logo vai passar. Ou talvez não. Que talvez sua casa nunca mais volte a ser o que era antes. Mas tudo bem, aposto que hoje tudo está mais colorido do que no passado. (inclusive a parede branca, que foi pintada de giz colorido). 
E daí, como num passe de mágica, o apetite volta, a educação reaparece, o bebê fofo de outrora diz "Presente", lança um "mamãe" e te ganha. Te amolece, enfraquece e espanta qualquer pensamento de queixa. E logo depois disso, ele parte pra um cochilo. E ali, enquanto dorme o sono dos anjos, você observa. E pergunta como pode amar tanto uma criatura tão pequena. E fica com saudade da agitação. E corre no celular pra assistir os pequenos vídeos das traquinagens que ele fez, e você, como expectadora fiel, fez questão de registrar. 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Ontem foi um dia difícil.

Daí que ontem foi um dia difícil. Chuva o dia todo na terra da garoa. Piada infame. 
Bebê acordou cedo. Com disposição pra correr o mundo. E não se contentou com os míseros metros quadrados do apartamento. Tocou o terror, espalhou brinquedos e objetos da casa. Queria companhia. Queria seus DVDs, mesmo que só pra rodar. Não para assistir.
Eu, por minha vez, queria paz. Queria usar o computador. Queria ler. Queria procurar emprego. Tarefa que mal comecei e já me deixa ansiosa demais. Queria fazer as unhas, mas tive que desmarcar. Chuva que não parava de cair.
Chovia lá fora e chovia dentro de mim. Um pouco dessa água vazou em forma de lágrimas por 2 vezes. Exaurida, sem forças, sem ânimo. Era assim que eu me sentia. Queria mesmo dormir pra que o dia acabasse logo. Mas não. Há uma criança na história, alheia a tudo isso, querendo só brincar. Criança que acha graça em ver as lágrimas da mãe. Que vê o pai chegar na porta e já chama pra brincar. E o puxa pela mão, e depois puxa a mãe do mesmo jeito. Todos brincando. 
Talvez a solução de tudo esteja aí. Brincar mais. Levar a vida com mais leveza. Talvez eu não esteja aguentando o peso que escolhi carregar sozinha. O peso das minhas escolhas. 
Ou talvez não seja nada disso. Seja apenas TPM. Ou falta de sol. Porque essa pessoa não funciona bem quando o sol desaparece do céu. Nublou lá no alto, nubla aqui dentro, isso é fato. 
Depois a noite chegou, um banho quente, e tudo foi se acalmando.
Ontem, definitivamente foi um dia difícil. Mas outros virão e hão de ser melhores.  E espero que neles eu consiga manter o regime. Porque ontem, o dia difícil se tornou também o dia em que eu dei um balão no regime. 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Como diria Kátia: "Não está sendo fácil!"

As coisas não andam fáceis por aqui. Bebê anda num ritmo frenético de mudanças que estão me deixando louca. Em alguns momentos dá vontade de sair gritando e correndo pela rua. 
Eu não sei se o problema é a criança ou a mãe. Já não sei mais onde termina um e começa outro. O fato é que estou muito angustiada por ficar em casa o dia todo. A rotina de "dona de casa + mamãe" não me deixa feliz. Pronto, falei. É isso. Que Deus me perdoe se for pecado. Mas eu me sinto frustrada. Pequena, incapaz. Incompleta. Já deixei de ler blogues de mães felizes porque fico me achando uma aberração. Muitas vezes eu protelo a saída da cama. Porque sei que quando acordar, acabou o sossego. Tal qual cachorro, vou correr atrás do rabo o dia todo. Nem bem cuido da criança, nem bem cuido da casa. Tudo fica mal feito. Eu gosto da minha casa organizada, mas hoje ela passa longe disso. Lavar a louça da pia é uma tarefa pra mais de uma hora. E isso com um bebê pendurado na perna, se debatendo na cozinha minúscula. O Patati & Patatá aparece tanto na minha TV que me dá vontade de tacar um sapato nela. Pra ver se eles somem de uma vez. Mas reconsidero. Eles pelo menos fazem a cria ficar 10 minutos entretida. 
Nos últimos dias bebê está particularmente irritado. Não tem motivo aparente, (só mesmo um dente novo apontado) mas está agitado, não dorme, quando o faz, é na minha cama. Acorda 20 vezes, chora, não quer comer, só quer ficar nos braços. Li sobre um salto de desenvolvimento próximo da semana 64, ou algo em torno dos 15 meses. E adivinha quem fará 15 meses segunda-feira, dia 10? O próprio. Espero que seja só um pico mesmo. Uma fase. Porque eu estou exausta. Desistindo de verdade de pensar na ideia de outro filho. Fico achando que decidi pelo primeiro filho velha demais. Deveria ter tido antes, quando tinha mais paciência. Mas sei lá....paciência nunca foi meu forte. Acho que nunca vai ser. 
Hoje, tá tudo confuso. Tá bom não. 
Eu não decidi ainda sobre o que é esse texto. Acho que sobre nada. Só um amontoado de reclamações. Que dentro de alguns dias, vão me causar vergonha. Estou escrevendo sem pensar. Sem conferir. Pontuando de acordo com meus pensamentos. Deixa assim. 

P.S - A Kátia referida no título é uma cantora. Sucesso nos anos 80, cantava uma música com essa frase: "Não está sendo fácil...viver assim..." E não é fácil mesmo...mas quem disse que seria não é????