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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Registrar é preciso!


Não foi uma escolha consciente, do tipo: "Pronto, parei.". As coisas foram acontecendo e a cada dia um post era deixado de lado. Foram muitas histórias prontas na minha cabeça, que deixaram de ser escritas por pura falta de tempo. Ou de empenho. Sei lá.
Mas aqui estou.
Helena conta hoje 9 meses. Acabou de completar. Esperta que só ela. Tanta coisa aconteceu...vamos recapitular?
* Aos 5 meses sentou. cambaleante, mas tava lá. Sentada da cama da mamãe.
* Com 7, quase 8 meses, rompeu o primeiro dentinho. O segundo veio logo atrás. e hoje já se igualaram. Ainda estão sozinhos. Nenhum ouro apontou por ora. Eu não tenho pressa. Tá bom demais assim.
* Cabeluda que só ela, vive despenteada. Mamãe não é tão caprichosa e não tem tempo mesmo de ficar arrumando cabelo de criança. Porque eu arrumo e em 5 minutos tá tudo bagunçado de novo.
* Assim como PL, Helena vive descalça. Fato. Quando começar a andar a gente resolve isso.
* Saiu do mamá no peito agora com 8 meses. Por escolha minha, quando ela contava com pouco mais de 6 meses introduzi de fato a fórmula. A noite, pois dormir estava complicado. Na verdade, depois dos 5 meses Helena não sabia se mamava ou se prestava atenção no mundo. Aliás, mesmo com mamadeira ela ainda é assim. Complicado.
Eu comemoro e me orgulho dos 8 meses no peito, sendo 6 em aleitamento exclusivo. Nos primeiros 6 meses, ela tomou (ou essa era a intenção) fórmula umas 3 vezes, quando necessário. Não gostava. Eu achava ótimo. Depois a vida nos empurra, as coisas vão acontecendo e tudo se encaixa.
* Alimentação é um ponto delicado para ela. O início da IA foi tenso. De tudo o que ofereci ela só gostou de água.
Hoje já come melhor, o que não quer dizer que esteja bom. Estamos longe do ideal. Não entendo
Não gosta de coisa muito amassada. Curte mesmo um pedacinho rolando na boca, curte amassar a banana com a mão, fazer muita meleca. Essa é a Helena. Ogrinha de mamãe.
* Dorme bem. Quase sempre dormiu. Tem lá seus momentos serenata madrugada adentro mas...para um bebê dessa idade tá excelente.
* Helena vive cada fase intensamente. Os tais picos de crescimento? Ela tem todos. São visíveis. Agora ela vive a ansiedade da separação. Se viro as costas pra ela, o mundo acaba. Chora como se não houvesse amanhã. Se a deixo com o pai ela fica bem. Até me ver e ai o chororô recomeça.
Minha pequena é saudável e feliz. Disso não há dúvidas. Sempre bem disposta, feliz, risonha, simpática demais. Voluntariosa também. Determinada. Vejo nela uma vontade de ver a vida, uma coisa linda. Cada vez que seus olhinhos veem algo pela primeira vez, eles adquirem um tom único. Brilhantes, atentos, vivos. Eu me apaixono cada vez que ela vê alguma coisa nova.
* Aos 9 meses já bate palminha. Pra qualquer música, mas a preferida é "parabéns pra você". Uma coisa linda de viver.
* A relação com o irmão é delicada porém feliz. Eu incentivo o contato entre eles desde que ela nasceu. Deixo juntos e as vezes sozinhos. Fico por perto, de olho, mas acho importante que eles se conectem. Se ela acorda primeiro, vamos juntas no quarto dele e deitamos na cama junto. Eles adoram. E o contrário quando ele acorda primeiro.  Ela curte muito fazer bagunça com ele,  mas quando PL se cansa da companhia, Helena acaba levando uns cascudos. Mesmo assim, ela não pode vê-lo. Fica enlouquecida, solta gritinhos, dá risada. Uma fã! Sobre eles, acho que o pior já passou. As crises de ciúme se tornaram mais administráveis. Já sabemos lidar com elas. Tenho calafrios de lembrar do início. Quanta lágrima eu verti. Ufa, passou!
E assim vamos indo. Cada dia novo. Cada dia igual. Cada dia diferente.
 
E essa sou eu! #8meses
 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

O nascimento de Helena



39 semanas e um dia. Foi o tempo de gestação da pequena Helena. Nasceu numa quinta-feira, 06 de fevereiro de 2014, em um dos verões mais quentes da nossa história.
Foi como devia ser. Como nós achamos que seria melhor pra nossa família. Na segunda que antecedeu o parto, deixamos acertado com a médica. Se não entrasse em TP até quinta, faríamos o parto naquela noite. Ali eu sabia que seria então esse o dia do nascimento da pequena. Um misto de medo e ansiedade tomou conta de mim, que só sabia chorar. Decepção por marcar a hora, justo eu que sempre condenei a prática. Mas o fato é que seria o melhor. Não estava nas melhores condições. Nem físicas e nem psicológicas. Fato que ficou claro na consulta de segunda que durou quase uma hora e dona doutora não sabia mais o que fazer para que eu parasse de chorar. Enfim. Poucas pessoas souberam do que ia acontecer. 
Um medo enorme chamado Pedro Lucas me assombrava. Pensei e repensei nas estratégias para que ele se sentisse o menos "abandonado" possível. O levei na escola normalmente, dirigindo como todos os dias, e depois fui arrumar o que ainda estava pendente. Vovó o pegaria na escola, daria banho, janta e depois iria para o hospital. Eu fazia questão que ele estivesse por perto. 
Marido chegou e rumamos para o hospital no final da tarde.
Eu estava tensa. Queria que acabasse logo e me culpava por isso. Quando desci (ou subi, juro que não sei) para o centro cirúrgico, marido foi se paramentar e fui para uma sala de pré-parto. Enfermeira ofereceu ligar a TV. Eu recusei. Foi a melhor escolha que fiz. Ali, no silêncio do CC, eu senti a paz que tanto procurava. Era um silêncio acolhedor. Pra mim, foi o bálsamo que precisava pra me tranquilizar. Eu iria entrar em uma nova cesárea e ia sair bem e saudável pra cuidar dos meus dois filhos. Era certo. O medo caia por terra. Era isso que bastava, e todo o resto virou, efetivamente, resto.
Marido entrou. Logo, o médico auxiliar veio se apresentar. Trocamos umas palavras e ele se foi. Veio a enfermeira e lá fomos nós.
O curioso de se passar por um procedimento cirúrgico pela segunda vez, é que da primeira você não sabe direito o que vai acontecer, e não encana tanto. Na segunda, você acha que tudo vai dar errado, e entra em pane. Loucura total. 
E assim, às 20:29h Helena chegou neste mundo. 46 cm e 3.135 kg. Fofa, linda e forte! 
Depois da recuperação, fui levada de volta ao quarto, onde logo chegaram mamãe, marido e Pedro Lucas. Eufórico, correndo, meio assustado com tanta novidade, ele me olhou com curiosidade, conversamos sobre a chegada da Heleninha, e eu vi que tinha feito o melhor pelos meus pequenos. Pedro esteve nos bastidores o tempo todo. Viu a irmã assim que ela desceu para o berçário, viu o banho, me viu logo após o parto, viu onde a mamãe estava e foi embora tranquilo. Dormiria sozinho com o papai naquela noite. Meu coração estava em paz.Vovó dormiu comigo e Helena ficou conosco a noite toda. 
Na sexta-feira algumas coisas saíram do controle. Não conosco. Mas tivemos uma morte na família e marido precisou viajar. Infelizmente uma das bisas de Helena não conseguiu conhecê-la. 
A viagem dele desestruturou nosso esquema para o bem-estar do PL. Mas improvisamos bem, e com ajuda de minha irmã e mãe, tudo deu certo. 
Domingo de manhã estávamos indo pra casa. Dessa vez com a família completa.
Todo o medo, angústia, e preocupação deram espaço à gratidão a Deus por tudo que ele nos deu. 
Tudo o que eu não planejei, mas aconteceu. Muita coisa saiu do curso normal, coisas que eu não queria relatar. Tentei várias vezes escrever sobre o nascimento de Helena e depois desisti. Porque queria só escrever coisas boas. Mas depois entendi. Não adianta tentar descrever uma cena de cinema. Porque não foi assim. A vida real não é um comercial de margarina, infelizmente.
 Mas é assim., com altos, baixos, imprevistos e tal. Mas foi lindo. Da maneira como tinha de ser.
E hoje, vendo um bebê tão saudável e feliz em casa, voltei a ter certeza das minhas escolhas e me lembrei de algo muito legal que ouvi na época em que Pedro nasceu: o nascimento é só o portal da vida. Ali é o ponto de partida. Apenas a partida. Sou agora responsável por todo o percurso que minha filha vai percorrer. E vou fazer com que seja o melhor possível.
Bem-vinda, filha!
Não te garanto somente momentos bons, porque não tenho total controle sobre isso. Mas garanto meu colo e meu abraço sempre que a vida lhe machucar!


segunda-feira, 24 de março de 2014

Helena e o banho de chuveiro.

Era uma sexta-feira. Com papai em casa, tudo devia ser mais tranquilo. Mas não foi. PL resolveu vomitar. Primeiro no carro, causando um pequeno terremoto fedorento. Depois em casa. No tapete da sala. Ele não lida bem com essa coisa de vomitar. Fica mal, chora, tem medo. E no meio daquilo de limpar, consolar o menino, dar banho, tinha a pequena Helena. Que resolveu que era hora de fazer o peso dela em cocô. E espalhar pela roupa toda. 
Num ataque de praticidade, pedi pra marido tirar a roupa da criança número 2 que ela ia ser a próxima no banho. No chuveiro mesmo. Água corrente é o melhor remédio, além de ser o que dava pra fazer na hora. Muito mais prático. Tirei minha roupa e entrei com a menina no banho. 
Pausa. 
Com 40 dias de vida, Helena A-do-rou o banho. 
Despausa.
Ficou inebriada olhando pra água que caia. Nem uma lágrima. Nem um assombro de medo. Só ficou olhando e curtindo em silêncio. 
Eu? Adorei a experiência. 
Nos dias que se seguiram, resolvemos continuar com o banho de chuveiro. É muito mais prático e prazeroso. Não preciso encher banheira, ficar com medo que a mangueirinha escape e molhe o quarto todo, nem limpar depois do banho, passar álcool e tal. 
E eu também descobri uma coisa: Banho de bebê pode ser prazeroso. Porque pra mim, nunca foi. Nunca vi a graça que a maioria das pessoas veem. Sério mesmo. Sempre me foi uma obrigação regada a choradeira. 
Mas ali, no chuveiro, pele com pele e um bebê curtindo, eu pensei que a hora do banho devia ser sempre assim. 
Não consigo descrever a carinha de sapeca e tranquilidade que Helena faz quando tá ali, aninhada nos meus braços. Ela confia. Não sente medo. Apenas aproveita o momento. Os olhinhos dela parecem me dizer: "- Eu confio em você."
Outro dia, percebi que ela estava bebericando um mamá enquanto tomava banho. Encontrou o peito e não pensou duas vezes. Morri de amores.
E assim vamos indo. Cada dia uma descoberta. Dois bebês. Tudo igual, tudo diferente. 
Claro que esse esquema depende de um segundo adulto pra funcionar. Mas é simples. Hora do banho é a hora que estamos todos em casa, de preferência no começo da noite. 
Aliás, ta aí outra coisa que eu nunca gostei: dar banho no bebê de manhã, ou logo depois do almoço. Sei lá. Nunca me fez sentido isso. Banho deve ser pra relaxar e limpar. Pra mim, nada melhor que estar limpo e relaxado antes de se deitar para dormir. Não tem coisa mais gostosa que tomar um banho e cair na cama. 
Então, aqui o costume é esse. O calor foi embora, acabaram os milhares de banhos diários nas crianças (reservatórios de água agradecem), vamos estabelecer uma rotina toda nossa. Com banho coletivo. E muita curtição. 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

A nossa despedida!

Você dormiu no sofá. Eu me sentei ao seu lado, sala iluminada apenas pela TV. Só nós dois em casa. De repente, um barulho te incomodou. Você levantou sonolento, encontrou meu corpo e se aninhou, meio sentado, meio apoiado em mim. Cheirei seu cabelo. Senti uma saudade quase insuportável invadir o peito. Algumas lágrimas rolaram e molharam seu cabelinho cheiroso. Fiquei ali, abraçada a você, pensando que muito em breve não seríamos apenas "uma mãe e um filho". Em pouco tempo seríamos "uma mãe e dois filhos". Tudo dividido. Tudo multiplicado. E essa conta parece não fechar.
Papai chegou e te levou pra cama. Mesmo sem precisar porque você já dormia, me deitei ao seu lado. Pra somente te sentir. Agora já não eram algumas lágrimas. Mas um choro copioso. Chorei de alegria e gratidão pela tua vida, de tristeza porque em breve minha atenção pra você será diminuída, de saudade antecipada, chorei pedindo perdão por tudo o que fiz de errado com você, chorei. Chorei porque quando os sentimentos são grande demais eles transbordam em forma de lágrimas. Chorei porque você não é mais um bebê, só que ainda é. Você me entende? Pra mim, você sempre será um bebê. 
Chorei de medo de te machucar, de te traumatizar. Chorei porque me senti incapaz de dar conta de dois bebês. Tudo junto e misturado agora. 
Seu travesseiro ficou molhado pelo tanto que meus sentimentos sobejavam. 
Uma das coisas que mais temo nessa vida é te machucar. Eu queria muito uma bolha mágica que te protegesse de tudo o que é ruim nesse mundo. 
Enfim. Depois de tanto chorar, te deixei dormindo. O sono mais tranquilo e alheio a tudo o que eu fazia ou sentia ali do seu lado. 
Meio sem querer isso acabou sendo nossa despedida de "mãe e filho único". Não tivemos mais outro momento assim, tão nosso, tão intenso e tão particular. Logo depois sua irmã chegaria nesse mundo. Mas esse é outro assunto. 
Meu filho, mesmo que a atenção seja dividida, o amor é multiplicado. Sempre. todos os dias. Mesmo que para isso eu precise de quatro braços. Ou ficar sem dormir. Pra vocês eu darei o melhor de mim. 

*** Em tempo: Helena nasceu dia 06/02/14. Estamos bem. Sobrevivendo aos primeiros dias. Com grandes turbulências familiares em volta de nós. Mas creio na vitória. ***

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

20 semanas / Início da série: Medos da segunda gravidez.

E ontem batemos a marca de 20 semanas de gestação. Passamos do início complicado de doencinhas oportunistas que grudaram em mim feito carrapato. Baby-girl já se faz sentir, embora com movimentos ainda sutis. Foi uma felicidade voltar a sentir vida dentro de mim. Até o momento engordei aproximadamente 2.500 kg. Aquela coisa das pessoas olharem e chamarem de barriguda voltou. Todo mundo se assusta com o "tamanho" da barriga. Eu, particularmente não acho tão grande. Sou pequena e magra. É fato que a barriga apareça bastante. Acho desagradável ficarem me chamando de barriguda toda hora. Tenho lá meus complexos e isso não ajuda em nada. 
Bom, depois da descoberta do sexo, ganhamos vários presentinhos. Quanta coisa linda nesse universo feminino! Estou apaixonada! 

Há um tempo eu disse que a segunda gravidez trazia novos medos. Acho que é hora de começar a pensar sobre eles.
Acredito que o primeiro de todos os que sentimos, e dá até um pouco de vergonha de falar, é se conseguiremos amar tanto o novo bebê quanto o primeiro. 
Eu andei pesquisando sobre o assunto, procurando posts e artigos que falassem sobre isso, e acabei descobrindo que é uma preocupação recorrente entre as mamães de segunda viagem. Achei até o depoimento de uma atriz dizendo que passou a segunda gravidez toda com esse medo. 
Sendo assim, concluí que não sou eu uma megera insensível, que idolatra o primeiro filho. Sou apenas uma mulher que engravidou novamente e está descobrindo que amor não se divide. Se multiplica. E é gradual sabe? Cada dia uma nova descoberta, ou uma redescoberta, um novo olhar sobre uma sensação já antes vivida. A coisa da espera, do bebê com sexo diferente do primeiro, um mundo novo que se abre frente aos seus olhos. Uma coisa igual, embora totalmente diferente. Deu pra entender? 
A vontade de ter nos braços, e os esquemas mentais que começamos a elucubrar sobre como daremos colo para dois. Pasmem, eu penso nisso! Muito!  
E assim vamos seguindo! De semana em semana, de medo em medo! Mas sempre sobrevivendo a tudo!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A dona desse sapatinho já existe!

Agora é oficial. O ser que habita esta pança é uma menininha! (Uhu, todasgrita!!). 
Eu já sabia desse palpite desde o ultra morfológico das 12 semanas. Mas era palpite, de modo que segundo a dona doutora, havia 30% de chance desse quadro mudar e aparecer um pipizinho na próxima ultra. Mas, segundo o seu doutor do ultra que fiz no domingo, é mesmo uma menininha! 
E a minha vida se pintou de rosa. Aliás, rosa não, que é muito comum. Eu estou mesmo é apaixonada pelo vermelho. Desde que engravidei e tudo o que eu sentia era frio na barriga pela novidade, eu só conseguia reparar em coisas vermelhas para o possível bebê. 
Helena, nossa rainha, deverá vir ao mundo em 16 de fevereiro, segundo a DPP. Bom, sabe-se lá né? Pedro era folgado como a maioria dos homens e ficou na barriga até os 45 do segundo tempo. Mas agora a história é outra. Sexo feminino, gente! 
Eu não sei como agir. Tudo é novidade! Socorro, eu não sei limpar pererecas! (Pode parecer estranho dizer isso, né, eu sei) mas eu nunca troquei uma bebê. Onde passa pomada? Precisa de água e sabão quando tiver um cocô bombástico? Porque com meninos está tudo BEM exposto. É fácil e indolor, mas e com o dito sexo frágil? 
Eu confesso que fiquei me imaginando mãe de menina, e senti pena dela. Eu sou dotada de 2 mãos esquerdas, até um rabo de cavalo que eu faço em mim fica torto. Não sou de firulas nem de enfeites. Anel, só a aliança e tá ótimo. Roupa colorida eu aprendi a usar depois dos 20. Antes era preto, branco e jeans. 
Minha irmã me mandou uma foto de uma menina toda fofa esses dias. Eu olhei, e só consegui pensar: Se fosse minha filha eu faria um regime nela, porque ela tá obesa. E pegaria essa bolsinha pra mim! Rá! Juro que pensei isso!!!
Bom, deixemos de lado as divagações de mãe louca. O tempo se encarrega de ajeitar tudo o que precisa. 
De verdade, eu fiquei feliz, claro, e um pouco aliviada por poder corresponder as expectativas de um monte de gente querida. (Sim, eu reclamo muito, mas sou meio como a Mônica dos Friends, preciso de aceitação alheia). Não ligo para estranhos, mas ligo para família, e fico feliz quando nossos sonhos acontecem. Para a família marido-Pedro-mamãe será ótimo ter uma menina que equilibre nossa conta, ficamos felizes com isso. E quanto ao novo ser que vai nascer, eu acho que ser diferente do primeiro vai ser bom pra que ele tenha identidade própria. Pra que não seja "mais um menino". Mas que seja o novo bebê, com características próprias. Que possa fazer as escolhas que lhe couber, sem herdar tudo do irmão mais velho, que nem é tão velho assim! 
Enfim, eu amaria qualquer que fosse o resultado. Amava antes de saber porque é meu. Eu fiz. Eu vou criar. E gosto de futebol, jogaria com eles se fossem 2 meninos. Já ensinei um a gostar de homem-aranha, poderia fazer isso com outro. Mas, que venham as Barbies, as Pollys e o que mais me reserve o futuro!
Que nossa rainha venha com saúde! Pedro Lucas já ensaia um "Heleninha" que é a coisa mais fofa desse mundo! 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

PL completa 2 anos! Parabéns, filhote!!!!


Parece que foi ontem.
Filho, hoje você completa 2 anos de vida. 24 meses de puro amor, fofice e gostosura! 
Se fiz algo de bom nessa vida, pode ter certeza que foi você! 
Eu só posso te desejar uma infinidade de bençãos na sua vida, que você cresça forte e valoroso. Que seja capaz de filtrar e melhorar tudo o que lhe ensino diariamente nessa vida. Que você perdoe meus erros e exageros, e saiba que todos eles são cometidos em nome do amor absurdo que sinto por você! 
Há dias em que fico observando seu sono e mal posso acreditar no quanto você é perfeito. É uma obra-prima, uma perfeição enviada por Deus. 
Cada dia mamãe vibra com suas conquistas. Cada dia você me surpreende mais e mais. 
Eu fico boba e maravilhada com seus feitos. 
E a cada dia que passa, tenho mais certeza das escolhas que fiz e faço por você! 
Meu bebê, que Deus lhe abençoe grandemente! 

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

17 semanas hoje!!!

E hoje entramos na semana 17. A barriga cresce numa velocidade considerável. Tanto falaram que ela estava grande, que parece que a danada escutou e cresceu mesmo. Esses dias me senti pesada. Aquele peso de gravidez mesmo, sabe? De barriga pesada, de centro de gravidade que começa a mudar de lugar? Acho cedo...mas...não dá pra evitar. Coisas de segunda gravidez, eu acho!
Semana que vem tem ultra. Quem sabe conseguimos ver o sexo. Eu queria saber com certeza. Pular essa etapa dos milhões de perguntas sobre o sexo, e de quebra poder pensar no que eu realmente vou precisar comprar, e o que será reaproveitado do Pedro. Segundo filho tem disso. Ganha várias coisas de segunda mão. Mas pra que gastar fortunas se tenho tanta coisa novinha ainda não é? 
O engraçado da segunda gestação é que as coisas acontecem mas parecem não acontecer. Você tá grávida, mas todo mundo esquece. Você fica doente e as pessoas querem te medicar, e você tem que explicar que não, você não pode tomar remédio porque está grávida. "Ah, é, né. Esqueci". Sim. todo mundo esquece. Até a gente esquece. Na correria da rotina perdemos a frescura da primeira gravidez. Seguramos o primogênito no colo quando ele precisa, levamos sacola pesada, fazemos mercado. Nem nos lembramos da soneca da tarde, outrora tão importante. Tudo é mais sereno. Mais light. Ainda mais no meu caso que não tive sintomas típicos de gestação. E daí a gente vai levando, esperando o tempo certo de comprar enxoval, com menos empolgação e mais pé no chão. Esperando não caber nas roupas pra improvisar algo. (Porque comprar roupas para gestante não é lá muito legal e compensador). Na segunda gravidez a gente literalmente espera. Espera seu bebê aparecer sob a barriga e mexer, pra tentar fazer o primogênito entender que ele terá um irmão (a). Esperamos, esperamos e esperamos. E no meio de tudo isso, começamos a tecer teorias e outros pensamentos. Novos medos e dúvidas. Não mais aquelas de mãe de primeira viagem, mas dúvidas novas, de mãe de dois. De quem tem que aprender a se equilibrar entre dois amores. 
Mas este é assunto pra outro texto. 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Pensamentos soltos: menina ou menino?...barriga...

* Semana passada estava fazendo Pedro Lucas dormir. No escuro do quarto, escrevia um tweet sobre isso. (@maedopl tá? - mas não esperem grande coisa. É só um apanhado de pensamentos e desabafos em 140 caracteres, nada de tese para mestrado). 
De repente, acho que senti a sementinha mexer. Sei lá, 15 semanas, talvez não seja. Ou seja. O fato é que não se repetiu. E eu fico meio neurótica porque todo mundo diz que na segunda gravidez a gente sente as mexidas mais cedo! 

* Uma coisa dessa gravidez que me muito me irrita são os palpites sobre o sexo do bebê. Não daquelas pessoas próximas, que torcem, amam,  acompanham e tal. Mas das pessoas que nada tem de intimidade comigo, daí ficam sabendo da gravidez e lançam um: "- Ah, agora é uma menininha, né?" ou "Vai dar uma menina pro vovô, agora?" Na boa? Nem eu, nem meu filhote merecemos tamanha pressão. O sexo da criança independe de mim. Não acho legal querer me forçar a dizer que quero uma menina. Pelo simples fato de que eu vou amar o que vier. E também não sou obrigada a dar nada pra ninguém. Não faço filho pra agradar ninguém. São MEUS filhos. Se forem 10 meninos, problema meu, adoto outro e monto um time de futebol, com o nome de "Sou da Mamãe futebol clube". 

* Vestir-se na segunda gravidez tem sido uma situação esquisita. Ainda sirvo em quase todas as roupas "normais". Algumas evidenciam de longe uma barriga grávida, outras disfarçam super bem (ah, pretinho básico). Não faço a menor questão de desfilar barrigão pra todo mundo perceber. Colabora muito o fato de eu naturalmente não usar roupas muito apertadas e tal. 
Mas é aquilo, há dias em que eu acordo me sentindo linda e super proporcional. Mas há dias em que "pelamor", sinto que só uma lona de caminhão me cairia bem. 

* Aniversário do PL está chegando. Vamos fazer uma festinha na escolinha para os amiguinhos dele. Eu estou super ansiosa. Coisa de mãe de primeira viagem, fico pensando em como vai ser, se ele vai curtir e tal. E ele? Bem, no momento ele canta parabéns quando lembra da música, e não tem a menor ideia do que vai acontecer. 

* Também tenho que responder milhões de vezes a pergunta: "E o Pedro, já sabe que vai ganhar um irmãzinho (a)?"
Gentes, ele tem 23 meses. Ainda não tem noção de certas coisas. A gente fala, mas ponha-se no lugar dele. O bebê da casa é ele. Ele nem entende que existem crianças menores. Acho que no tempo certo ele vai entender. E amar a ideia. 

E assim vamos caminhando...tudo certo e nada resolvido! Rá! 




quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Como não amar?

Eu arrumei uma receita infalível pra você mãe que está desesperada com os "Terrible Two's". Devo até aparecer no Fantástico. 
Sim. Está louca da vida com seu filhote pisando na adolescência precoce? Simples. Faça um post, um artigo ou qualquer coisa que o valha. Fale o que sente, o que ele faz, sem pudores. Arrisque-se a ser tachada de #mãedecesárea do ano, por criticar seu filho. Depois publique. Num blogue, numa rede social, onde preferir, mas torne-o público.
Sabe se lá que mágica acontece, mas depois disso seu filho será outro. Experiência comprovada aqui em casa. Depois do post da semana passada sobre a teimosia de Pedro Lucas, o garoto anda tão fofo, esperto e participativo, que dá vontade de refogar e comer com batatas, que é a preferência dele. Tudo com "tatatinha". 
O banho não está tão difícil, dormir também não, quase não se joga no chão, está formando frases com 3 ou 4 elementos, fala horrores o dia todo (confesso que tem horas que eu queria um silêncio), canta parabéns e acompanha todas as músicas que ele gosta, e isso inclui aquele repertório Discovery Kids todo. 
Sexta-feira passada eu estava super mal, achando que era gripe (não era, era sinusite, again) e o garoto tava trabalhado na traquinagem. Pulava, brincava, tomava o inalador da minha mão pra brincar, queria vir no meu colo, queria pular em cima e tal. Eu, num surto de maturidade, me coloquei a chorar, ajoelhada no chão, tamanho o desespero que me assolava (doente de novo, sozinha em casa, morrendo de medo de passar gripe para ele, enfim...). Quando Pedro viu a cena, parou a bagunça na hora, veio até mim e lançou: "-Ti foi, mãe?" Eu disse que tava dodoi, ele foi, pegou a máscara do inalador, me deu, e me abraçou. 
Se isso não é atitude do melhor filho do mundo, me contem o que é!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

14 semanas de gestação! O teve até agora?

Segundo a DUM, hoje entramos na semana 14. E o que tivemos até o momento?

* Nada de enjoos. Todos dizem AMÉM nesse momento, por favor. Nada. nem enjoo matinal, nem vômitos, ah, que felicidade. Na gestação do Pedro eu mal podia escovar os dentes. Uma loucura que só passou perto das 20 semanas.

** Em compensação, dor de cabeça teve aos montes. É, nada é perfeito.

*** Doenças oportunistas também. Brinquei com a médica que já fiquei mais doente nesses últimos 3 meses do que nos últimos 4 anos. Foram 2 resfriados daqueles que atacam sistema respiratório, 2 crises de sinusite, sendo uma delas com direito a antibiótico e corticoide, o que baixou minha imunidade abrindo portas para aftas na boca, entre outras coisinhas, assim, femininas.

**** Também já cai. Com Pedro no colo. Ralei os 2 joelhos. Nada demais. Fora o susto.

***** A barriga começou a disparar agora. Isso depois que deixei a notícia vazar pra geral, com 12 semanas. Mas é aquilo: Quem sabe da gravidez acha que a barriga já tá aparecendo. Quem não sabe acha que eu relaxei e tou gordinha. Fato. Até eu acho que a barriga é mais panceps do que gravidez.

****** No ultra morfológico tivemos um palpite sobre o sexo. 70% de chance. Sei!! Como ainda sobram 30%, preferimos deixar a informação no gelo. Quem sabe mais pra frente temos certeza e aí soltamos a notícia.

No mais, acho que está tudo indo dentro da normalidade. Segundo a pesagem, eu engordei 1kg. aproximadamente. Segundo a MINHA pesagem, feita antes de descobrir a gravidez, até a consulta de 12 semanas, quando a médica pesou pela primeira vez.
Medo master de virar uma bola na segunda gravidez, visto que a idade aponta 3.2!!! E fuçando nas minhas postagens antigas, achei um texto onde eu disse que engordei 300 gramas no primeiro trimestre do Pedro! SOCORRO!!!!

Quer ver como evoluí? Dá uma olhadinha em uma postagem antiga, mais ou menos nas 14 semanas de gestação do Pedro Lucas.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Menos expectativas, mais qualidade na gestação.

Engravidar pela primeira vez é virar a "louca da maternidade". É devorar milhões de artigos sobre o tema, é fazer e refazer lista de enxoval. É querer 94857676 ultrassons pra ver a carinha do bebê, mesmo que ela ainda seja uma massa meio disforme e a gente não veja nada muito claramente. É querer que are  barriga cresça logo, pra todo mundo ver que você está carregando uma vida no ventre. É querer roupas de gestante (feiosas) só pra deixar a barriga confortável. "Deus me livre de apertar o bebê".
Daí vem a segunda gestação, te pega desprevenida, porém mais experiente. E você vê ruir seu castelinho de expectativas. 
A leitura sobre o tema, bem como a gravidez semana a semana, dessas que você acompanha nos portais sobre gravidez, parecem não trazer mais novidades. Na verdade, você até se lembra o que o boletim vai trazer. Na correria, talvez você nem leia o e-mail. Verá no celular e jamais abrirá sua caixa postal pra ler de fato.
Fazer ultrassom é bom pra verificar a saúde do feto e tal, mas você percebe que fazer o exame mensalmente não tem grande serventia. Além claro, de fazer com que você arme um esquema todo pra levar seu rebento mais velho junto, e ele vai se estressar com o atraso do laboratório, você vai se irritar, enfim! Ou você o deixará com a avó, e morrerá de culpa, pois achará que não está envolvendo seu filho na chegada do irmãozinho.
São tantas expectativas caindo por terra, que vez ou outra você acha que não está dando a devida atenção pra essa gestação. Mas quando a culpa sai de cena, você vê que menos expectativa é igual a mais qualidade. Mais calma, mais serenidade. Você chega a conclusão de que existem coisas que não são necessárias. Que o enxoval é muitas vezes inútil. você compra mil besteirinhas, e olha só, aquela coisinha que você mais precisará numa madrugada (tipo uma bombinha de leite), você não tem. (E isso é experiência própria)
Li um artigo que dizia que o segundo filho custa em torno de 20% menos para os pais. A princípio, eu fiquei penalizada. Depois analisei e percebi que a economia não é falta de amor, mas resultado de compras mais eficientes. Assim eu pretendo fazer: Dar coisas lindas ao novo filhote, mas que sejam úteis. Necessárias.
E assim vamos seguindo. Aprendendo que existem coisas necessárias e outras nem tanto. Aprendendo que uma calça jeans não "aperta" o bebê nas primeiras semanas. E que quando apertar, pode ter certeza, você não vai caber mais na tal calça.
Acho que essa é a graça da segunda gestação: Contar com a experiência da primeira. Claro que acontecerão mil coisas novas. Situações não vividas, sintomas novos. Mas tudo será mais bem tolerado e recebido. E no meio dessa calma, a nova gestação vai acontecendo de forma mais segura e serena. Vai sendo mais curtida. E quando menos se espera, fim do segundo ato. Novo bebê em mãos. Leve seu pacotinho pra casa, apresente ao seu primogênito, e aí, bem, aí, só Deus sabe o que lhe reserva o futuro. Isso eu só vou poder contar daqui a alguns meses. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

“Terrible Twos” batendo forte por aqui...

Se alguém souber onde se encontra, favor me devolver o bebê dócil e meigo que eu sempre tive. Mas o faça rápido, por favor. Estou enlouquecendo.
Estudos dão conta que entre 18 e 36 meses os bebês vivem uma espécie de "adolescência", chamada de "terrible twos". Eu nunca dei bola e acreditava na coisa da educação. Carinho, limites, atenção, isso bastaria pra ter um bebê livre de rebeldia precoce. Ahãm. Senta lá. Assim como os saltos de desenvolvimento (passamos por todos eles, claramente), a fase da rebeldia chegou por aqui.
Pedro Lucas virou o garoto NÃO. Tarefas simples viraram hercúleas. 
- Trocar a fralda? Não. Choro, tentativas de fuga, grito e tempo perdido.
- Trocar de roupa? Não quer tirar nem sob tortura. A roupa "aninha" (leia-se "é minha"). Não quer tirar. Nem trocar. Já ficou de pijama a manhã toda porque eu desisti da guerra.
- Comer? Para os fracos. Brincar com a comida é mais legal. Jogar no chão é muuuuito mais divertido. Descobriu que pode comer sozinho, que não gosta mais do cadeirão e que pode fazer greve de fome. Contra esse último item, eu não estou dando moleza, pois não tolero criança que não come. Diminui os lanches fora das refeições. Ou almoça direito, ou fica sem sobremesa. 
- Dormir é outra tarefa que está chata e demorada. Pula na cama, joga os travesseiros pra cima, levanta o lençol, mexe no quadro acima da cama, rola, enrola, e a operação "nana nenê" nunca é menor que uma hora. 
- Banho então, misericórdia. Porque junta a coisa de tirar a roupa, a fralda e tal, com entrar no chuveiro, ficar de baixo d'água, lavar o cabelo com shampoo, comer o sabonete, enfim. O curioso é que, depois da coisa engrenada, o choro recomeça porque ele não quer sair. Vai entender. 
- Ir à igreja agora é um ato de MUITA fé. Sim. Porque ele vai causar durante todo o tempo. Correr, tentar subir no altar, se jogar no tapete, vai querer chamar atenção. Nos dias em que eu tenho alguma participação no culto, dá vontade de chorar. Descobri o verdadeiro sentido do dito popular "um olho no peixe, outro no gato". 
E a coisa não para por aí. Tudo, absolutamente tudo é motivo pra choro. Pra se jogar no chão. Contra essa palhaçada de se jogar no chão, também desenvolvi uma técnica. Ignorar. Quando percebe que não teve ibope, ele para. Pelo menos isso. 
E não tem sido fácil. Há dias em que ele acorda trabalhado na fofurice. Outros na macaquice. Já perdi a paciência. Isso me irrita. 
Quero acreditar que seja fase, porque de uma coisa eu sei. Eu dei, e dou, educação. Sempre coloquei limites. E os mimos nunca ultrapassaram o limite do bom senso. Então, só posso esperar que seja mesmo uma coisa do desenvolvimento dele, que logo vai passar. 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Quando o que eu mais queria...

...Era provar pra todo mundo, que eu não precisava provar nada pra ninguém.

Com esse trecho da velha canção, Renato Russo talvez tenha descrito grande parte do momento em que estou vivendo. 
Se tem uma coisa que eu abomino, essa coisa é pensar que meu nome é assunto na boca do povo. Não sei lidar com isso. Sempre procurei manter minha privacidade em muitos casos pra não ver que o assunto do momento era eu. 
E a notícia de uma gravidez, inevitavelmente te coloca no olho do furacão. Fato. E gravidez, quando se tem um bebê que ainda vai fazer 2 anos, mais bafo ainda. Comentários e palpites brotam do nada. Todo mundo tem algo pra dizer. Ou um conselho pra dar. Coisa que eu também abomino. 
Então eu me fechei. Descoberta a gravidez, passei a agir feito menina de 15 anos que precisa esconder a gravidez dos pais. Roupas discretas que não marcassem a barriga, ainda que a barriga nem existisse. E assim foi por semanas. Começou um sonha-sonha na igreja. Fulana sonhou que você tava grávida. Beltrana sonhou que você tinha um bebê novo. Olhando com os olhos da fé, era como se Deus dissesse: "Não tenha vergonha do que EU te dei".
Mas o processo de aceitação foi e ainda é um caminho a se seguir. Deixar de me importar com os comentários alheios, saber levantar a cabeça e deixar pra lá, afinal, quem vai parir sou eu, quem vai ficar sem dormir por uns 5 anos seguidos (somados os que já fiquei com Pedro), sou eu.
Então agora, com 12 semanas completas, um ultrassom morfológico e uma certeza de que está tudo bem e saudável, comecei deixar a notícia vazar. Domingo pela primeira vez usei um vestido que evidenciava a barriga que começa a aparecer. 
E as coisas vão acontecendo naturalmente. No Facebook, a rede onde estão os amigos mais próximos e familiares, ainda nem dei a notícia. Não achei disposição pra isso ainda.
Acho que a questão é exorcizar os fantasmas que moram dentro de mim, e não nas pessoas. Porque no fundo, o que importa mesmo é a minha família. É marido e filho estarem bem. É ver Pedro Lucas beijar a barriga da mamãe, ainda que ele não tenha a menor ideia de porque nós o ensinamos a fazer isso. 
Fora que né, linguarudinho como ele está, não demora pra começar a propagandear a gravidez da mamãe. Ele até o fez, mas não conseguiu se expressar direito. O tio dele conversava com ele e perguntou: "Cadê o barrigão do nenê?" Ele olha e não pensa duas vezes. Caminha até perto de mim e dá um tapinha na minha barriga: - "Ati ó!!!" 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A segunda vez é sempre diferente.

Era uma segunda-feira. Embora eu não acreditasse na possibilidade, a dúvida pairava já há alguns dias. E logo ali, na terça, eu teria uma reunião que mudaria minha vida. Um emprego nos moldes que eu buscava finalmente havia aparecido. Já havia passado por  testes e entrevistas. Tava tudo dando certo.

Então, buscamos bebê na escolinha  e resolvemos acabar com a dúvida. Um xixi no palito, uma rápida olhada, e deixa o treco agir. Em alguns minutos, ali estava. Positivo. Entre um sorriso bobo e outro amarelo, nos entreolhamos, marido e eu e me sentei. O momento pedia. Pedro brincava ao lado, alheio a tudo que acontecia. Mas naquele momento nossas vidas mudavam pra sempre.

Um novo bebê. Nada planejado, nem idealizado nesse momento. O mesmo frio na barriga do primeiro positivo. A diferença é uma ficha que demora a cair.

Até agora não sei exatamente descrever a sensação que tive naquele momento. Desconstrução, talvez. E a lembrança de que acima da nossa vontade, estão os planos de Deus.

A reunião de terça foi cancelada. O emprego que eu tinha conseguido teve que ser descartado.

E agora? Agora a gente senta e pensa na vida. Pensa que tudo vai mudar. Que teremos dois bebês. Que serão criados juntos. O que vai ser dessa história? Só os próximos capítulos podem dizer. Talvez eu enlouqueça e vire a louca dos dinossauros, tal qual aquele episódio do Chapolim. (Aliás, mãe de dois e maturidade latente, lembrando-se do Chapolim numa hora dessas). Talvez eu dê conta. É bem provável que assim como nasceu a “mãe do Pedro Lucas”, feroz, dedicada, ciumenta e determinada, nasça a “mãe do Pedro e do (a) fulaninho (a). Igualmente cheia de adjetivos tão próprios de uma mãe.

E assim aconteceu o segundinho. O apressadinho que resolveu chegar dois anos antes dos meus planos.  Que veio sem tentativas, sem ácido fólico, sem expectativas, mas claro, com muito amor. E que vai alegrar e completar minha família. Agora ou eu empato a conta e ganho uma companheira de compras, ou papai ganha outro companheiro de sábado de meninos. De qualquer forma, em breve seremos quatro.

E essa talvez não seja a forma mais bonita de se começar a contar a história de uma vida. Mas é real. É assim que aconteceu. Dizem que um raio não cai no mesmo lugar duas vezes. Desse modo, a história do segundinho obrigatoriamente deve ser diferente. E acho que isso é positivo. É sinal de que ele, ou ela, já tem a própria identidade.

E assim vamos nós, encontrando a poesia de cada dia nos pequenos detalhes. Estamos contando 12 semanas nesse momento. Um longo caminho até fevereiro, quando tudo mudará definitivamente em nossas vidas.


quinta-feira, 25 de julho de 2013

"Adultização" dos nossos filhos: Aqui, não!!!!

Que nós vivemos num mundo insano e competitivo todo mundo sabe. Temos que ter o maior salário, o melhor emprego, a casa mais legal, o AP mais bem decorado, o cabelo mais liso, as roupas mais bem alinhadas, o marido mais gato, a alimentação mais saudável, o Iphone mais novo, e claro, nessa linha, nossos filhos devem ser os mais inteligentes e precoces da face da terra. Sim, porque qual mãe quer ter um bebê "atrasado", não é? Queremos bebês que crescem na velocidade da luz. Que com 4 anos pedem a chave de casa e com 7 vão morar sozinhos e de preferência, aprovados em Harvard. 
Pausa. Stop. E como diriam os saudosistas, vamos rebobinar essa fita.
Eu, Tatiane, mãe do Pedro, nado na contramão dessa corrente. 
Detesto, abomino que tentem adultizar meu filho. E aos pais que fazem isso, só posso dizer que lamento. É uma pena acelerar o que deve acontecer no tempo certo. E eu acredito que tudo o que nossos filhos aprendem ou tomam gosto é porque nós, os responsáveis por ele, permitimos. Não acredito que os "bebês de hoje já nascem espertos". Balela. 
Por exemplo, Pedro Lucas foi um bebê que ficou deitado no colo até se firmar o bastante pra ficar de pé. Só mesmo ficava de pé, apoiado em meu peito pra arrotar e voltava pra posição de bebê, enrolado no charutinho de manta. Nunca reclamou. Certa vez, uma mulher me reclamou que a bebê dela, de umas 3 semanas, não "gostava" de ficar deitada. Quando eu observei com calma, vi que toda a família a pegava em pé. A garota acostumou. Mas daí a dizer que ela prefere, por conta própria, é outra história. 
E os exemplos não param por aí. Uma avó de outra menininha, uns 2 meses mais nova que meu filho veio toda orgulhosa me mostrar a neta e dizer que ela já tinha saído das fraldas. E que a menina escolhia a roupa que ia vestir todos os dias. A menina viu minha boca com batom, passou o dedo e levou na boca dela. E me mostrou os pequenos dedinhos pintados de rosa. -"Ah, é muito vaidosa" - Disse a avó. 
Eu ri, achei bonitinha, e talz...mas fiquei penalizada. Ainda é um bebê e está se portando feito uma adolescente. 
Por aqui, PL usa fraldas e vai usar até estar pronto pra tirá-las. Não tenho pressa. Se a comunicação verbal dele continuar nesse ritmo crescente que está, ensaiamos um desfralde quando chegar o verão. Sem pressa. No tempo dele. E roupas aqui, ele só escolhe mesmo é a fantasia de índio pelado. Sai do banho todos os dias e quer virar índio, correndo pelado pela casa. De resto, ele nem liga. 
E assim vamos indo. Meu filho, com quase 2 anos, não sabe o que é dinheiro. Não ensinei. Acho feio esse negócio de "Pede Real, neném". No tempo dele, saberá. 
Não é questão de bolha, que aliás, sou completamente contra criar criança dentro da bolha de um mundo perfeito. Acho que proteção em demasia não é saudável. É puramente uma questão de não participar da corrida do filho mais precoce. Eu prefiro deixar que ele cresça no tempo dele. Andou de fato e efeito, aos 14 meses. E eu escutei tanta groselha! Que fulaninho andou com 8 meses, que ciclaninho andou na festa do primeiro aniversário, e blábláblá, deixei de prestar atenção. E fora que né, ele não engatinhava, rastejava de bundinha no chão. E isso era a morte pra algumas mães. Cheguei a ouvir aqui no play do condomínio que depois que ele crescesse, ia regredir e querer engatinhar.  Enfim. Nunca treinei tanto fazer a egípcia, como depois que virei mãe. 
E por aí, como você lida com a "adultização" de nossas crianças? 

domingo, 2 de junho de 2013

O que é que eu fui fazer?

"O que é que eu fui fazer?" - Atire a primeira fralda descartável a mulher que nunca, nunquinha na vida materna pensou algo parecido. E deixemos de lado a perfeição tão pregada e alardeada nos tempos atuais. Deixemos as máscaras da felicidade eterna e falemos francamente. Ser mãe é uma tarefa hercúlea e sem fim. Ah, claro, e progressiva também. Você acha que os primeiros meses de vida do bebê são tensos. Cólicas, noites em claro, peitos rachados, livre demanda, cama compartilhada, tudo é cansativo. Mas logo vai passar. Rá! Sinto em informar, mas nessa viagem os percalços não acabam nunca. Eles apenas se modificam. E eu ouso arriscar que assim será até quando meu filho me promover a avó. Sim, porque, quando a coisa fica tensa de verdade, é sempre bom ter uma avó prestativa por perto.
As cólicas são terríveis. Mas a crise respiratória que o bebê sismou de ter com a chegada do outono pode ter enlouquecer muito mais. Amamentar em livre demanda toma tempo. Mas ficar o dia todo atrás da cria quando ela resolve não comer, ah, também não é fácil. Levar o bebê conforto ao banheiro junto com você para o bebê ficar pertinho na hora do banho pode ser trabalhoso. Mas experimenta deixá-lo por 30 segundos no banheiro, ali, em pé, em cima do vaso sanitário. Você volta e ele está com a lâmina nas mãos, barbeando o rosto, como se todos os dias fizesse isso. Você terá um pequeno derrame até perceber que a lâmina estava com a tampa de proteção. Mas aí meu bem, senta porque você irá tremer por uns 5 minutos ainda. 
Há dias em que a criança parece acordar trabalhada na chatice. Tudo é motivo de birra e choro. E manha. E mais choro. Ai, como tem vocação pra chorar. E conseguir o que quer no grito, literalmente.
Tem momentos em que tudo parece que vai desabar. Você se imagina longe dali, num lugar calmo e silencioso, onde não haja brinquedos espalhados. Mas né, é até pecado imaginar algo assim. Tanta gente querendo ser mãe. Então você volta. E olha ao redor. E ri. E pensa que logo vai passar. Ou talvez não. Que talvez sua casa nunca mais volte a ser o que era antes. Mas tudo bem, aposto que hoje tudo está mais colorido do que no passado. (inclusive a parede branca, que foi pintada de giz colorido). 
E daí, como num passe de mágica, o apetite volta, a educação reaparece, o bebê fofo de outrora diz "Presente", lança um "mamãe" e te ganha. Te amolece, enfraquece e espanta qualquer pensamento de queixa. E logo depois disso, ele parte pra um cochilo. E ali, enquanto dorme o sono dos anjos, você observa. E pergunta como pode amar tanto uma criatura tão pequena. E fica com saudade da agitação. E corre no celular pra assistir os pequenos vídeos das traquinagens que ele fez, e você, como expectadora fiel, fez questão de registrar. 

segunda-feira, 11 de março de 2013

18 meses de muito amor!!!!

Oi! Acabei de nascer!
Semana passada, eu juro que foi semana passada, eu contei a notícia de que estava grávida. E sei lá, ontem, eu anunciei que ele tinha nascido. 
Mas hoje, ele tem 18 meses. Um ano e meio. Não há clichês nesse mundo, que expressem o que sente uma mãe quando vê seu filhote virar um pequeno ser humano, de fato.
Oi! Agora, já tenho 18 meses!!!!!
Todos os meses, quando o Babycenter me manda um boletim sobre o desenvolvimento do bebê, eu deixo escapar umas lagriminhas de emoção. Porque eu vejo ali, como o meu filho é normal...muitas vezes o que ele passou nas últimas semanas ou dias está lá no boletim, explicadinho porque e como acontece. E eu vejo tamanha perfeição, e fico boba.
Hoje, PL é um homenzinho. Cheio de vontades, que ensaia seus primeiros shows de birra e malcriação. Que ensaia suas palavras mais concretas. Quiçá, uma frase. Pedro Lucas hoje já faz coisas conscientes. Sabe os efeitos de um sorriso dele, de um abraço, sabe que consegue o que quer quando dispara um "mamá" pra mim. 
E como meu filho, o lema dele também é "missão dada é missão cumprida." (By Capitão Nascimento). Outro dia ele me aporrinhava na cozinha, e eu disse: - Vai lá no quarto e acorda o papai pra gente jantar. 
E não é que ele foi? E não só foi, como puxou o pé do pai e resmungou até o pai levantar. Eu siorgulho tanto gente!!!! É o meu garoto!!!!!
Muitas coisas acontecem diariamente. As vezes eu tenho medo de não registrar e esquecer. Mas, é tanta gracinha, que também não consigo registrar tudo. Enfim. Não existe melhor máquina fotográfica ou filmadora que memória de mãe apaixonada. Então...o que não for registrado pelas máquinas, está registrado no meu coração. 
E ó....acho que acabo de escrever o maior clichê desse texto! Uhu!!!! 
Então, pra terminar, só posso dizer que eu estou imensamente feliz por meu bebê estar lindo, fofo e esperto. Cada dia mais. Que Deus o conserve assim!!!!! 

sábado, 9 de março de 2013

A decisão pela escolinha.


Agora é oficial. Bebê está em adaptação na escolinha desde quarta-feira. Esse é um assunto (mais um) bem difícil pra mim. Uma parte de mim chora e se descabela de culpa. A outra, respira aliviada por ter um momentinho alone. Até lavou os banheiros, veja só.
A questão é que do jeito que está, não dá. Tá difícil, tá pesado. Me sinto sufocada. A questão não é o bebê, não me eleja uma péssima mãe. 
A questão sou eu. Eu não me encaixo nessa vida de dona de casa e mãe. Sou atrapalhada. Não gosto de afazeres domésticos. Faço rápido pra me livrar logo deles, e com um bebê em casa, limpeza e arrumação é quase impossível, seja rápida ou demorada. Fato é que estou enlouquecendo. Protelando levantar da cama só pra não ter que recomeçar a rotina novamente. E minha rotina é solitária. Não tenho ninguém por perto que segure a cria para eu ir ao supermercado, ou açougue, rapidinho, ali na esquina. Tenho que levar o baby. Ninguém pra distrair enquanto eu tomo um banho. Ou vou fazer as unhas. Com o tempo, eu me tornei expert em passar a roupa com uma mão e segurar a tábua com a outra. Porque a criança não pode ver a tábua montada, que acha que é pra brincar de cabaninha. Daí, se esconde embaixo dela, leva junto os carrinhos, os Patatás, e tudo o mais que ele encontrar. 
E tem a questão de que eu quero voltar a trabalhar. Eu preciso disso. Sério mesmo. Claro que agora a coisa é diferente. O salário não é o mais importante. Tenho que prezar pela cria. Distância da minha casa, horário de trabalho, quantos dias da semana, tudo tem que ser levado em conta. 
Não tá fácil. Já recusei proposta. Já doeu na Tati profissional. Mas a Tati mãe achou melhor assim. Então, continuo procurando algo que atenda minhas necessidades. Tem que existir algo pra mim.  
E já que pretendo trabalhar de novo, a cria vai ter que ir pra escolinha. Por isso, optei por começar com algumas horas ao dia, pra ele ir se habituando. 
Depois de muito pesquisar e ponderar, optei pela escolinha onde meu sobrinho fica. Até a pediatra do Pedro concordou que poderia ser positivo pra ele ficar perto do primo. Seria um porto seguro no momento da adaptação. 
Então, desde quarta-feira ele está em adaptação. Ele e eu. Sinto-me devastada em deixá-lo e ir embora sozinha. Mas acho que vai ser positivo. E que Deus me ajude nessa nova fase. Que dê certo, se for pra dar. Ou que eu sinta que não vai dar e pronto. O que eu quero mesmo agora, é um abraço fofo e macio. Reconfortante, que me diga que tudo vai se ajeitar. E que meu filho não vai sofrer. Alguém se habilita?

sábado, 2 de março de 2013

Das escolhas acertadas que fiz na maternagem.

Das escolhas acertadas que fiz na maternagem, uma com certeza foi campeã: Acostumar o bebê a dormir no berço. (Mas, confesso: a iniciativa foi do marido, não minha)
Esse assunto sempre foi meio controverso pra mim. Eu o queria perto, mas ao mesmo tempo precisava do meu espaço. E assim a coisa foi degringolando. Ele cresceu, tornou-se um espaçoso e voluntarioso.
A hora de dormir nunca seguiu um padrão rígido aqui em casa. Nem de costumes e nem de horários. Eu administrava a hora de dormir de acordo com a soneca da tarde, ou com o horário dos adultos dormirem. E cada vez eu me enrolava mais nisso. Vida corrida, horários malucos, bebê estava indo pra cama cada dia mais tarde e demorava mais pra dormir. E o dormir consistia em sentar na minha cama, e dar colo até ele dormir em meus braços. Foi-se a fase das músicas, das orações bem baixinho no ouvido dele, do silêncio, do barulho, do claro, do escuro. Tudo fases. E logo ele enjoava delas e o dormir era mais traumático.
No final de 2012 eu estava virando um farrapo humano. Show diário na hora do sono. Gritaria, madrugadas em claro, 15 minutos de berço e horas na minha cama - de atravessado - tirando minha paz e me dando dor nas costas.
Papai e mamãe perderam a referência de casal normal que se recolhe no quarto. Caos. Stress.
Até que um dia, num desses lampejos que a gente tem, marido levantou e disse "Chega. Ele vai dormir no berço." Levou a criança pro berço, e ficou lá até ela dormir.
Neste primeiro dia, foram mais de 2 horas de choro, berros e manhas. Eu, trancada no meu quarto quase infartando e indo resgatar a cria. Mas achei que o pai também devia participar e deixei. Coração sangrando.
Nas noites que se seguiram a coisa foi melhorando aos poucos. Eu inventei o "dar a mão pra mamãe" pela grade do berço, e ele começou a dormir segurando minha mão.
O fato é que, em poucos dias ele começou dormir com mais facilidade dentro do berço. Parou de chorar. Entendeu o processo. E agora até gosta de dormir no espacinho dele. Acorda várias vezes durante a noite, pede a chupeta que ele mesmo cospe, eu dou a chupeta, ele volta a dormir. Mamar, ele mama dormindo. Rá! Piada, eu sei. É só oferecer o tetê, ele abocanha e mama sem se importar em abrir os olhos. E não, não engasga. Agora, se deixarmos ele acordar com fome, claro, bota a boca no mundo, que de bobo ele não tem nada. 
E desde o início de dezembro a coisa entrou nos eixos dessa forma. 
Papai e mamãe voltaram a ter privacidade e conforto na própria cama. E isso é um bálsamo na loucura da maternagem.
Porque uma coisa é fato: Tatiane com sono é o monstro do pântano com fome. Tatiane sem sono é só um monstro. 
E sono é importante. Tanto para o pequeno, quanto para a família.